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A Seleção Nacional Feminina venceu a Irlanda do Norte por 3-1. Em conferência de imprensa, Francisco Neto fez análise ao encontro e respondeu ao Bola na Rede.
Portugal venceu a Irlanda do Norte por 3-1 e garantiu presença no próximo play-off de acesso ao Mundial 2027. Francisco Neto fez a análise à partida em conferência de imprensa e respondeu a uma questão colocada pelo Bola na Rede.
Bola na Rede: Na primeira fase de construção, víamos por vezes a Fátima Pinto recuar ligeiramente no terreno para apoiar as centrais, permitindo também à Lúcia e à Joana entrarem ainda mais no corredor. Gostava de perguntar qual é o papel das laterais neste sistema e o que é que a Seleção procurava explorar com estas dinâmicas?
Francisco Neto: Acima de tudo, a partir do momento em que percebemos que a Irlanda nos pressionava com duas avançadas, a ligação por fora para depois ir dentro obrigava a que tanto a Joana como a Lúcia tivessem mais baixas para dar linha de passe às nossas centrais. Quando a Fátima entrava na linha de três, criava um desequilíbrio na pressão das duas avançadas da Irlanda e permitia que as nossas laterais se projetassem. Esse foi um dos grandes objetivos: ter esta variabilidade para que a primeira linha de pressão da Irlanda nunca se sentisse confortável. Depois, tanto no 4-4-2 losango como em momentos em 3-5-2, a subida das laterais é muito importante. O 4-4-2 losango é uma estrutura muito central que gostamos porque temos jogadoras que conseguem jogar entre elas muito bem, mas no último terço, se não houver envolvimento das laterais, ficamos sem largura. O grande trabalho ofensivo das jogadoras em 4-4-2 losango é dar largura no jogo para depois poder servir no último terço com mais opções, permitindo que as avançadas estejam metidas por dentro para finalizar e fazer golos.











