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António Salvador, deixou críticas à arbitragem em Portugal, afirmando que o Braga «tem cinco pontos subtraídos por culpa do VAR».
Após a derrota do Braga frente ao Sporting, António Salvador questionou a liderança de Luciano Gonçalves no Conselho de Arbitragem. À saída da comitiva bracarense para Copenhaga, o presidente afirmou que o estatuto e condições dos árbitros têm sido esquecidos:
«Estamos a trabalhar numa indústria que movimenta milhões, não podemos ser comandados por certas pessoas, elementos da arbitragem, e não falo dos árbitros, que podem cometer erros em frações de segundo. O que se tem visto é que tudo tem piorado ao nível do VAR, que veio para ajudar e trazer credibilidade ao futebol português. Mas temos ferramentas obsoletas para transmitir a verdade do jogo».
De seguida, António Salvador acrescentou:
«Não existe formação alguma para os VAR e temos decisões que custam milhões a serem tomadas por quem recebe 500 euros. Temos uma pessoa a decidir um jogo nestas condições. Pergunto como a Federação pensa reparar a arbitragem com estas condições de carreira. Onde estão os salários e as formações. (…) Não podem errar diante de um monitor, se errarem que sejam penalizados monetariamente. Só assim a verdade desportiva virá ao de cima».
António Salvador aproveitou ainda para clarificar os motivos da carta enviada após o jogo com o Sporting, convidando Luciano Gonçalves a uma reflexão:
«Fomos prejudicados nesse lance e íamos sinalizar a situação, sem enviar qualquer carta. Para nossa surpresa vimos o Luciano Gonçalves entrar pela CMTV para discutir com comentadores e a Tânia Laranjo sobre a sua defesa pessoal. Estamos a falar do jogo mais importante da jornada, seria natural que ele estivesse concentrado a vê-lo na Cidade do Futebol. Tem o direito a defender-se de uma questão de honra mas escolheu mal o timing. (…) Não pedi a sua demissão, deixei a pergunta se reúne condições psicológicas e mentais para dirigir o setor debaixo da pressão atual. Do meu ponto de vista é claro que não!».
O presidente do Braga deixou críticas à falta de investimento:
«Tem de se criar estabilidade e investir na arbitragem como um projeto. Até hoje não se investiu. Não entendo como não há dinheiro em orçamentos de milhões para se invetir na arbitragem com novas ferramentas que tragam outra credibilidade. (…) Sempre nos dizem que não há dinheiro mas tem de se pegar numa fatia dos orçamentos e alocá-los à arbitragem. Não podemos estar cinco a sete mninutos a ver uma linha de fora-de-jogo. Lembro-me sempre de um lance em Moreira de Cónegos há quatro ou cinco anos que nos foi anulado um golo com o nosso jogador em jogo um metro. Ao intervalo ligaram-me a considerar que tinha sido um erro grave, porque haviam sido colocadas mal as linhas. (…) Tem se ter as linhas corretas e ponto final. Todos os campos têm de ter essas linhas em condições para competir na Liga. Se isso não acontecem, não podem competir, mas isso são medidas que cabe à Federação e Liga. É preciso definir a lei, por nova tecnologia e trazer a verdade».












