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Nuno Lopes guia a seleção de França à conquista do 1.º Mundial de Hóquei em Patins: «É o sonho de uma vida»

Dinis Jacob · 2 min

França Hóquei em Patins

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Sob o comando do português Nuno Lopes, França foi sagrada campeã mundial de Hóquei em Patins, depois de bater a Argentina na final.

Esta segunda-feira, França derrotou a Argentina na final do Mundial de Hóquei em Patins, sagrando-se campeã pela primeira vez na história. Sob o comando do português Nuno Lopes, a seleção gaulesa venceu por 2-1 no desempate por penáltis, após um empate a dois golos no tempo regulamentar e prolongamento.

Ezequiel Mena colocou a Argentina em vantagem aos 20 minutos, antes de França dar a volta ao marcador através de Bruno Di Benedetto (36′), atleta da Oliveirense, e de Carlo Di Benedetto (39′), jogador do FC Porto. Aos 47 minutos, o golo de Lucas Martinez restabeleceu a igualdade.

Após a partida, Nuno Lopes descreveu a conquista do título mundial como algo «histórico»:

«Não quero chorar, primeiro que tudo, porque não tenho energia para chorar. Mas acho que foi a vitória do sofrimento, a vitória do trabalho. Trabalhámos muito para isto, queríamos muito. Terminou no stick do Carlo [di Benedetto], terminou na mão do Chambell. Acho que era importante viver este momento, devolver o hóquei a mais um país. É um dia para ficar para a história, já tínhamos feito história e fizemos outra vez».

O técnico acrescentou:

«Felizmente aconteceu, é um sonho de uma vida. Eu ganhei uma Taça de Portugal pelo Sp. Tomar e dizia: não sei o que é ser campeão do mundo, mas será uma coisa semelhante. Hoje digo que é semelhante, mas é uma coisa estratosférica. Campeão do mundo com a França, com o Pedro Chambell na baliza e a jogar com 5… Para que todos saibam que é tudo possível, assim o grupo o permita fazer. Não há chavões e não há coisas feitas antes do tempo».

No jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares do torneio, Portugal venceu a Espanha por 5-3 em Assunção e assegurou o terceiro lugar no Mundial de hóquei em patins. Numa partida emotiva e com várias reviravoltas, a seleção nacional desforrou-se do desaire por 4-2 sofrido na fase de grupos.

Dinis Jacob

Redação Bola na Rede · ver artigos

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