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Os primeiros quatro jogos de Jorge Jesus por Portugal permitiram perceber quais os jogadores que melhor se adaptaram às suas ideias
Os primeiros quatro jogos de Jorge Jesus ao comando da Seleção Nacional permitiram perceber quais os jogadores que melhor se adaptaram às ideias do novo selecionador. Entre golos, assistências e novas dinâmicas táticas, cinco nomes destacaram-se pela influência que tiveram no rendimento da equipa e pela forma como potenciaram as suas qualidades individuais.
De João Félix a Rúben Neves, passando por Gonçalo Ramos, Vitinha e João Cancelo, este é o top-5 dos jogadores que mais se evidenciaram neste arranque da era Jorge Jesus.
5.

João Félix – O avançado encontrou em Jorge Jesus, uma vez mais, o contexto ideal para mostrar todo o seu talento. À imagem do que acontecia no Al Nassr, tem jogado numa posição onde se sente mais confortável, com liberdade para criar, combinar e aparecer perto da baliza, onde fez toda a diferença com três golos marcados e uma assistência.
Foi o motor dos ataques portugueses, assumindo um papel decisivo na criatividade e na capacidade de desequilíbrio da Seleção. Quando joga mais próximo da baliza e pode explorar os espaços entre linhas, Félix demonstra todo o seu potencial.
4.

Gonçalo Ramos – Apesar da polémica em torno de Cristiano Ronaldo, Gonçalo Ramos manteve os ouvidos tapados e concentrou-se nas exibições dentro de campo. O ponta de lança português respondeu da melhor forma, com três golos e uma assistência.
Para além dos números, destacou-se pela atitude competitiva, pelo espírito de sacrifício e pela capacidade de atacar os espaços. Ramos demonstrou que tem argumentos para assumir um papel de destaque no ataque português, deixando que o futebol falasse por si.
3.

Vitinha – O médio apresentou uma versão mais próxima daquela a que estamos habituados a ver semanalmente no PSG. Mais solto na construção e com maior liberdade para organizar o jogo, mostrou a importância que pode ter na dinâmica ofensiva da Seleção.
A possibilidade de jogar ao lado de Rúben Neves ou Palhinha permite-lhe assumir mais responsabilidades com bola, sem perder o equilíbrio coletivo. A qualidade de passe, a visão de jogo e a capacidade para controlar os ritmos fazem dele uma peça fundamental nas ideias de Jorge Jesus.
De salientar que fez frente à Dinamarca o primeiro golo com a camisola das quinas.
2.

João Cancelo – O lateral demonstrou toda a sua qualidade, aliando uma enorme capacidade ofensiva a uma contribuição defensiva importante. A facilidade com que aparece em zonas de criação, combina por dentro e se projeta no corredor faz dele um lateral capaz de desequilibrar qualquer adversário, algo que ficou visível com os dois golos marcados nos quatro jogos
É um craque e um dos líderes desta geração, que tem em Jorge Jesus um treinador capaz de potenciar as suas características.
1.

Rúben Neves – Muitas vezes menosprezado por atuar na Arábia Saudita, Rúben Neves continua a ser um médio de enorme qualidade. Com Jorge Jesus, joga de «cadeirinha», demonstrando inteligência tática, critério na construção e uma capacidade de leitura que nem sempre recebe o devido reconhecimento.
A sua presença permite dar equilíbrio ao meio-campo e maior liberdade a jogadores como Vitinha para assumir funções ofensivas. Mais do que um simples recuperador ou organizador, Neves é um jogador capaz de fazer a diferença na Seleção, provando que a qualidade individual não se mede pelo campeonato onde se joga.








