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Desinspiração, falta de energia e muita análise tática: tudo o que Rui Borges disse depois da derrota do Sporting contra o LASK Linz

Ricardo João Lopes · 4 min

Foto: Pedro Barrelas / Bola na Rede

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Rui Borges vai analisar o encontro entre o Sporting e o LASK Linz, partida da terceira jornada da Champions League.

Rui Borges fala com os jornalistas a partir do Auditório Anexo ao Estádio José de Alvalade, de maneira a analisar o encontro entre o Sporting e o LASK Linz, partida da terceira jornada da Champions League, que terminou com um 3-2 para os austríacos.

«Faltou intensidade e energia. Tivemos com Braga e Lens e hoje não. Faltou inspiração de forma geral. Tentaremos, a frio e com calma, tirar ilações e perceber onde crescer. Obrigação de fazer mais, mesmo com mérito ao adversário, principalmente em transições ofensivas. Fazem três golos neste momento, com perdas de bola nossas, espaços onde não temos de perder. Estávamos avisados, mas há jogos assim. Falhámos passes e ligações. Tentámos rasgos individuais nos corredores, situações de finalização, mas perdemos alguns lances. Pedimos para finalizar as jogadas para não deixar o adversário entrar em transição. Que sirva de exemplo para o futuro».

«Contestação? Não há fantasmas. Foi um jogo menos conseguido de forma geral. Queremos o próximo jogo para dar outra resposta e outra imagem. Hoje, por mérito do adversário e demérito nosso, não fomos tão competentes no ponto de vista ofensivo. Muita desinspiração e perda de bola desnecessária. Temos de crescer nesse sentido. Que os erros sirvam de aprendizagem individual e coletiva para que no futuro não ocorram tanto».

«Pressão de jogar em Alvalade contra uma equipa só com derrotas? Não tenho de pedir desculpa a ninguém. Temos a obrigação de fazer mais. O adversário tem mérito por estar na Liga dos Campeões. Humildade e respeito porque o adversário tem qualidade. Obrigação de fazer mais, mas não fomos capazes. No futuro temos de fazer mais, em casa ou fora a pressão é a mesma e também o desejo de ganhar. Nada a ver com o jogo do Arouca, são coisas distintas».

«Sabíamos que, no HxH, estamos expostos pela capacidade atlética dos homens da frente, fisicamente fortes, jogo aéro. Faltou sermos mais proativos nas segundas bolas. Era algo que sabíamos que podíamos estar expostos, mas nem foi por aí. Isso fazemos em todos os jogos. Era mais perigoso pela capacidade atlética, mas foi mais nas segundas bolas, não fomos tão proativos nem ganhámos tantas bolas. Basta olhar para os golos. Foi perdas de bola e desposicionamentos, por estarmos sobre um bloco mais baixo. Trabalhámos o equilíbrio, mas falhámos. A culpa é do treinador e assumimos. Tínhamos de ser mais equilibrados com bola. causaram perigo no ataque organizado, com perdas de bola e desposicionamentos».

«Reviravolta e problemas? Cada jogo tem a sua história. O grande perigo destes jogos é que meio erro saímos penalizados. Os jogadores estavam avisados. Dentro da desinspiração, um pouco geral, estamos num crescimento diário de forma individual para termos melhores posicionamentos. Sofremos golos que não podemos sofrer. Estamos preparados, trabalhamos para isso, mas a ambição de querer ir à procura do golo, da vitória, um bocadinho mais à pressa leva a desposicionamentos que não podemos ter. Basta olhar para os golos, são claros».

«Ajustes no meio-campo e ligação? Tivemos essa dificuldade, não podemos fugir. O jogo foi muito parecido, e o LASK viu o jogo com o Lens, defensivamente fez um pouco, com melhores comportamentos. Iam buscar a cobertura na zona central, não deixavam ligar ao Luis. Era o avançado a marcar à frente do 6, não tinha acontecido nos últimos jogos. Surpreendeu no início, mas já nos tinham feito com o Lens. Era importante ter as ligações mais à frente. A primeira vez, sofremos o empate. Para lá da falta de inspiração, a energia não estava ao nível dos últimos jogos. Em todos. Este jogo tornou-se tão exigente como os outros dois. Não tivemos capacidade de o acompanhar em fisicalidade, em duelos e parte física».

«Dores de crescimento e falta de regularidade? Faz parte. Não temos sido tão regulares como queremos e desejamos. Jogos com histórias diferentes, exigências diferentes. Um patamar de fisicalidade que não esperávamos. O LASK, estrategicamente, não foi o que foi hoje nos últimos jogos. Não estávamos tão despertos para isso. Tivemos mais momentos com bola, em organização ofensiva, com mais tempo instalados. Falta o crescimento de equipa grande, mais paciência, não falhar tantos passes. Tem a ver com desinspiração e falta de energia. Mais do que dores de crescimento, muita falta de inspiração geral. Temos de ter outra capacidade mais forte. Como a equipa é bastante diferente em relação à época passada, não podemos esperar o mesmo no jogo interior, na paciência com bola. Requer tempo para crescer nesses aspetos. Mais do que isso, muita desinspiração e alguma falta de energia».

Ricardo João Lopes

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