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Rui Borges está de saída do Sporting. Depois de quase dois anos ao comando dos leões, o treinador português teve um ponto final numa passagem por Alvalade marcada por momentos de sucesso, mas também por uma quebra de rendimento que acabou por ditar o desfecho.
Contratado em dezembro de 2024 para suceder a João Pereira, Rui Borges conseguiu estabilizar uma equipa que atravessava um período conturbado e terminou a primeira temporada com a conquista do Campeonato e da Taça de Portugal. Na época seguinte, levou ainda o Sporting aos quartos de final da Liga dos Campeões, naquela que foi uma das campanhas europeias de maior destaque da história recente do clube.
O arranque menos conseguido de 2026/27 e a crescente contestação acabaram, contudo, por desgastar a posição do treinador. Apesar das vitórias frente a Marítimo e Casa Pia nos últimos dois encontros, o Sporting anunciou o início das conversações para a cessação do vínculo com Rui Borges, ficando Tiago Fernandes responsável pela equipa de forma interina, à espera da oficialização de Paulo Fonseca como o novo técnico leonino.
1.

Luis Suárez – Luis Suárez chegou ao Sporting com a difícil missão de ocupar o espaço deixado por Viktor Gyökeres e rapidamente se tornou numa das grandes figuras da equipa de Rui Borges. O colombiano respondeu com golos e terminou a primeira temporada de leão ao peito com 38 golos, 28 deles no campeonato, números que lhe valeram o estatuto de melhor marcador da Liga.
O avançado manteve o ritmo em 2026/27 e chegou aos 46 golos pelo Sporting, considerando todas as competições desde que assinou pelo clube de Alvalade. Pelo caminho, entrou também para a história europeia dos leões: ao marcar frente ao Lens, chegou aos nove golos na Liga dos Campeões e ultrapassou Liedson, Viktor Gyökeres e Francisco Trincão, tornando-se no melhor marcador de sempre do Sporting na competição.
Rui Borges perdeu Gyökeres, mas encontrou em Suárez uma nova referência para o ataque. O colombiano tornou-se indiscutível e uma das maiores histórias de sucesso da passagem do treinador por Alvalade.
2.

Geny Catamo – Geny Catamo já tinha conquistado espaço no Sporting antes da chegada de Rui Borges (beneficiando essencialmente da lesão de Geovany Quenda), mas foi com o treinador português que ganhou uma presença ainda mais regular no onze. A velocidade, capacidade de desequilíbrio e versatilidade do internacional moçambicano permitiram-lhe desempenhar diferentes funções no corredor direito.
Com Rui Borges, Geny deixou de ser apenas uma solução capaz de agitar os jogos para assumir um papel cada vez mais consistente na equipa. O treinador deu-lhe liberdade para explorar situações de um contra um e aparecer em zonas interiores, aumentando a sua influência ofensiva. A evolução manteve-se em 2026/27, com Geny a continuar entre as principais opções do Sporting e a acrescentar golos e assistências ao seu jogo.
3.

Maxi Araújo – O lateral-esquerdo uruguaio foi outro dos jogadores que encontrou em Rui Borges um contexto favorável para crescer. A capacidade física, intensidade e versatilidade do uruguaio encaixaram nas ideias do treinador, que encontrou diferentes formas de aproveitar o jogador no corredor esquerdo.
A utilização como lateral deu-lhe maior responsabilidade em todas as fases do jogo e Maxi respondeu, tornando-se uma presença habitual no onze. A capacidade para percorrer todo o corredor, pressionar alto e aparecer em zonas ofensivas fizeram dele uma peça importante no equilíbrio da equipa.
O uruguaio consolidou assim o seu estatuto em Alvalade e entrou em 2026/27 como um dos jogadores de confiança de Rui Borges, mantendo uma presença regular entre os titulares.
4.

Iván Fresneda – A afirmação de Iván Fresneda no Sporting teve Rui Borges como um dos principais responsáveis. O lateral-direito espanhol encontrou maior espaço na equipa depois da chegada do treinador e foi ganhando confiança e protagonismo, deixando para trás um período em que as lesões e a forte concorrência limitaram a sua utilização.
Rui Borges encontrou diferentes formas de aproveitar as características ofensivas de Fresneda e transformou-o numa opção cada vez mais importante no corredor direito. A evolução foi particularmente visível na capacidade de chegar a zonas adiantadas e participar na construção ofensiva da equipa, sendo que as suas boas exibições valeram-lhe a sua primeira internacionalização pela seleção espanhola.
De jogador com futuro incerto em Alvalade, Fresneda passou a elemento importante do Sporting e manteve esse estatuto em 2026/27, época em que se afirmou entre os jogadores mais utilizados da equipa.
5.

Flávio Gonçalves – Se os restantes nomes foram potenciados por Rui Borges, Flávio Gonçalves representa sobretudo a aposta do treinador na formação. O jovem extremo de apenas 19 anos foi conquistando espaço junto da equipa principal e recebeu oportunidades para mostrar que podia ser mais do que uma promessa da Academia de Alcochete.
Rui Borges não teve receio de lançar o jovem e aumentar progressivamente a sua utilização. A qualidade técnica, capacidade para aparecer entre linhas e personalidade com bola ajudaram Flávio Gonçalves a ganhar minutos num plantel recheado de opções e a aproximar-se cada vez mais do estatuto de jogador titular da equipa principal.
Em 2026/27, Flávio passou a ser presença regular nas opções e deixou de ser apenas um jovem chamado pontualmente à equipa principal para se assumir como uma das apostas de futuro do Sporting.










