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O FC Porto venceu o Marítimo por 2-1, na Madeira, no jogo da sexta jornada da Primeira Liga Feminina. Apesar do triunfo, Daniel Chaves deixou duras críticas ao estado do relvado do Estádio da Imaculada Conceição.
O FC Porto foi à Madeira vencer o Marítimo por 2-1, este domingo, no jogo da sexta jornada da Primeira Liga Feminina. Daniel Chaves, apesar da vitória, não escondeu a insatisfação com o estado do relvado do Estádio da Imaculada Conceição, no Funchal.
A equipa feminina do FC Porto regressou às vitórias frente ao Marítimo. Eliza Turner aos 31 minutos, e Vânia Duarte, aos 45`, marcaram os golos das azuis e brancas, enquanto Mia Foster reduziu para as madeirenses, aos 66 minutos.
No final do encontro, Daniel Chaves, treinador do FC Porto, deixou duras críticas às condições do relvado e analisou o encontro:
«Foi um jogo difícil, mais pelo campo do que pelo resto. Acaba por ser uma primeira parte totalmente dominada por nós, na qual conseguimos fazer dois golos. Ainda poderíamos ter aproveitado melhor alguns espaços que tínhamos previsto serem mais vulneráveis, mas entrámos bem na segunda parte, podíamos ter feito o 3-0 em duas ocasiões e a chuva começou a intensificar-se. A dificuldade do relvado tirou-nos capacidade de jogar, o jogo passou a ser muito mais combativo porque a bola nem rolava», referiu o técnico portista, em declarações aos meios oficiais do FC Porto após o jogo.
«Num momento de desconcentração, acabámos por nos expor a lance que é suscetível de várias análises, sofremos o 1-2. O Marítimo acaba por entrar pela luta por um resultado que até ali nada tinha feito para merecer. A partir de um lance de grande penalidade, partiram para a possibilidade de nos tirarem pontos sem terem qualquer lance de perigo num jogo de muitos duelos, porque a bola nem rolava».
«É inadmissível ter um campo destes na Liga feminina, não beneficia ninguém. Digo isto em defesa de todas as equipas da Liga. Se queremos valorizar o espetáculo e o futebol feminino, não é num campo destes. A partir dos dez minutos da segunda parte, o relvado tornou-se impraticável, não se jogava futebol e ninguém se prepara para isto. Não há forma de o treinar, porque isto não é futebol. Passou a ser um jogo de duelos, de combate, de procurar chutar a bola para longe porque nem sequer rolava. Penso que, neste caminho para a profissionalização do campeonato, é inadmissível haver um relvado destes».









