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Após um ano parado, Canelo Alvarez voltou para a sua jornada de retorno ao topo do boxe mundial, começando por reconquistar o título da WBC.
Canelo x Mbilli
Voltar a ser dono de um dos cinturões dos super pesos-médios não seria tarefa fácil, teria pela frente o francês invicto Mbilli, que embora batesse o mesmo peso no momento da pesagem, quando chegasse a luta seria maior e mais pesado.
O francês também é conhecido pelo seu jogo de pressão, trazendo muito volume de socos na tentativa de quebrar a guarda do adversário e engoli-lo à força.
E nos primeiros rounds parecia que esse jogo podia funcionar, com Mbilli a impor a sua pressão, e Canelo ficando nos calcanhares a tentar achar o momento de um bom golpe.
O mexicano começou a “acordar” a meio da luta, e a partir do sexto round conseguiu masterizar o timming do francês, aplicando golpes no momento certo e impedindo as investidas do campeão, com socos para quebras as entradas no pocket ou para para sequências.
A energia de Mbilli também foi se esvaindo e o jogo de pressão constante sofreu por isso, deixando a luta mais calma e técnica, que favoreceu o Canelo.
O campeão ainda teve um ponto deduzido por ter aplicado golpes na parte de trás da cabeça do mexicano, golpes ilegais.
E a luta acabou por durar os 12 rounds previstos, com a decisão a pender, de forma unânime, para Canelo.
Agora o futuro de Canelo deverá passar por conseguir mais outro cinturão dos super pesos-médios, no objetivo de voltar a ser campeão indiscutível da categoria.
Ficará sempre o asterisco na sua carreira porque não conseguirá a desforra com Terrence Crawford, que já se reformou do mundo das lutas, mas ainda há grandes nomes na mesa, e muito dinheiro a fazer, para um atleta que galvaniza uma comunidade ferrenha mexicana.
O evento contou também com a vitória dos dois campeões mexicanos, Jaime Munguia defendeu o seu cinturão dos super pesos-médios da WBA, e Rafael Espinoza saiu também campeão dos pesos-penas.










