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O novo pavilhão João Rocha está praticamente concluído, estando já nos acabamentos finais. As últimas imagens que surgiram nas redes sociais davam conta da colocação adiantada do piso que será pisado por alguns dos mais talentosos atletas das várias modalidades que o Sporting alberga.
Tudo isso cria no seio da família Sportinguista, um sentimento de ansiedade difícil de controlar, principalmente por se tratar de um projecto há tanto ambicionado, por tantos prometido, e só agora concretizado. Para piorar essa ansiedade surgiram rumores de que o novo pavilhão só passará a ser a casa das modalidades apenas a partir do início da próxima época desportiva. Ouvi por isso muitos críticos sobre esta medida, querendo para já a mudança de todas as modalidades para a nova “casa”, o que demonstra a impaciência que se instalou por tanto se ambicionar ver as várias modalidades a jogar em Alvalade.
Felizmente, em termos de modalidades estamos a discutir títulos, e uma vez que as competições se encontram numa fase decisiva, na minha opinião seria um enorme tiro nos pés o facto de retirarmos as equipas das suas actuais “casas”, criando mais uma vertente de desestabilização. Seriam novas rotinas, novas instalações, o deslumbramento de um novo pavilhão, com condições excepcionais para a prática de qualquer desporto colectivo “indoor”, o que poderia influenciar de forma negativa o subconsciente de técnicos e atletas. Poderão dizer-me que podia também ser um tónico positivo, mas isso nunca saberemos, e nesta fase, considero mais prudente não arriscar.
Podem dizer que o apoio massivo que teriam no novo pavilhão seria decisivo, mas não o terão onde agora jogam? Porque nunca será por falta de apoio em qualquer canto do país ou do mundo que o Sporting perderá jogos. Que o digam os jogadores de futsal a jogarem no outro lado do mundo. Um Sportinguista, para apoiar o seu grande amor vai onde for preciso, e em Portugal temos a vantagem de sempre, em qualquer lugar, haverem adeptos do Sporting prontos a levantar o cachecol, vestir a “verde e branca”, e cantar a pulmão aberto “O mundo sabe que…”.
Foto de Capa: Sporting CP
Percebo que todos estejamos ansiosos por ver jogar as nossas cores na nova casa, mas felizmente quem decide está a mostrar que o faz com a razão e não com a emoção. E têm mesmo que o fazer até porque estas mudanças acarretam vários problemas burocráticos e logísticos difíceis de ultrapassar, e que não podem ser resolvidos atempadamente, até porque alguns só podem ser tratados após a conclusão das obras. Para além disso temos também contratos assinados com autarquias, que contemplam o uso dos seus pavilhões pelas nossas equipas até determinado momento. Sabendo nós que uma obra complexa como um pavilhão desta envergadura terá sempre contratempos a resolver, provocando atrasos à sua conclusão, seria impossível ter já estipulado uma data definitiva e concreta com todos os intervenientes neste processo.
Para além de tudo isso, estando agora a ser colocado o piso, que consiste também na aplicação de produtos que libertam para o ar substancias pouco recomendáveis para quem pratica desportos, principalmente num local fechado terá que ser dado tempo para que todas as condições estejam reunidas. Na verdade, ainda mais do que sentir a ansiedade de ver o pavilhão João Rocha inaugurado para receber os jogos das nossas equipas, sinto a ansiedade de as ver ganhar todos, ou pelo menos a maioria dos títulos que ainda estamos a disputar, sejam eles ganhos onde quer que seja, podendo até ser no pavilhão de qualquer adversário. E depois, se já esperámos tantos anos por esta ambicionada casa, o que custa esperar mais um ou dois meses? Teremos muito tempo para festejar várias conquistas nacionais e Internacionais. Teremos tempo de alcançar e disputar ainda mais finais europeias e ganhá-las.

Fonte: Sporting CP
Por falar em finais europeias, quero deixar uma palavra para a equipa de futsal do Sporting que tantas alegrias nos tem dado, mas teve um dia mau contra a melhor equipa europeia de futsal, que tem o melhor jogador e treinador segundo alguns órgãos da especialidade. É verdade que poderiam ter colocado mais empenho, mais garra, mas não sei se mesmo assim chegaria para sequer equilibrar o resultado. O certo é que só estando mais vezes, de preferência todos os anos, nesta fase da competição poderemos ganhar experiência e traquejo para um dia lá chegarmos como favoritos e ganharmos. Para isso precisamos de ganhar as competições internas, e é nelas que terão que se focar agora para vencer, e poderem voltar à UEFA Futsal Cup para concorrerem com equipas mais fortes que nós até ao dia que sejamos nós os mais fortes. Portanto vamos todos apoiar a equipa quando ela mais precisa que é agora.
E no próximo ano lá estaremos, no pavilhão João Rocha a apoiar as nossas equipas, sejam elas campeãs nacionais ou não.
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal












