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A orquestra e o gigante

António Gonçalves · 2 min

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Como habitual, o Rei da Pastilha preparou uma equipa bem à sua imagem nos jogos da Champions. Desta vez, estava pela frente a Juventus, finalista vencida da última edição. Os jogadores cumpriram com clara exatidão o trabalho estudado. Aquele golo, em contra-ataque logo no início, tem sido a etiqueta da equipa nesta competição. Só não estavam preparados para lances de bola parada, como foi o caso de execução brilhante de Pjanic.

O empate em Turim seria um resultado quase perfeito para a equação matemática da prova. Mas o que o treinador construiu, Jonathan Silva destruiu. Não por culpa própria, é evidente! Retirar Gelson Martins de campo permitiu a Allegri colocar Douglas Costa com liberdade relativa e fazer um cruzamento teleguiado para a cabeça de Mandzukic, mesmo com oposição infeliz de Jonathan, o menino da catequese. A orquestra, quase afinada, prometeu muito e quase foi premiada pelo tamanho jogo, resultante da coragem e entrega que a equipa colocou em campo. Mas um estratega audaz não cumpriu na totalidade a sua supremacia. Baixou as armas quando a equipa pedia força, permitindo a reviravolta e nova derrota agoniante num palco de estrelas.

A orquestra esteve afinada, faltando apenas pontuar Fonte: UEFA
A orquestra esteve afinada, faltando apenas pontuar
Fonte: UEFA

Após a jornada europeia, seguiu-se o Chaves de Luís Castro. Os adeptos pediam uma reacção imediata depois do FC Porto ter trucidado a capital do móvel. O Sporting começou por vencer o jogo na equipa inicial. Podence apareceu como “vagabundo” na frente de ataque da equipa, deixando o meio-campo entregue a William e Bruno Fernandes. O pequeno português voou como uma borboleta e o gigante holandês picou que nem uma abelha. Foram três picadas certeiras e uma mensagem para quem duvidava das suas capacidades.

No meio desta dupla diabólica, esteve um pequeno argentino com uma técnica apurada e uma repreensão táctica em campo capaz de maravilhar qualquer amante do desporto rei. Acuña completou o trio que desfez a muralha nortenha e deliciou a massa verde e branca com pormenores, golos e jogadas bem ensaiadas no laboratório de Alcochete. Ao mestre da táctica só lhe falta completar com êxito o capítulo das substituições – frente ao Chaves voltou a pecar neste item. Quando completar, com sucesso, estes contínuos falhanços, irá também atingir o cume tão aguardado da glória.

Acuña estreou-se a marcar pelo Sporting Fonte: Sporting Clube de Portugal
Acuña estreou-se a marcar pelo Sporting
Fonte: Sporting Clube de Portugal

O Sporting continua a sua caminhada feroz ao topo do campeonato. Se na orquestra de Turim faltou um gigante decisivo, já em Alvalade não poderão faltar títulos para adoçar todos os adeptos famintos de conquistas.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por: Beatriz Silva

António Gonçalves

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