Manchester United FC 1-2 Manchester City FC: Ainda não podem mandar vir as faixas, mas quase

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Ao vigésimo duelo entre Mourinho e Guardiola, o catalão voltou a sorrir, somando a nona vitória em 20 duelos com o português. Porém, ao contrário de outros confrontos em que venceu folgadamente, teve de suar para reforçar a liderança na Premier League.

Mourinho começou por conseguir impôr o seu futebol. Colou Matic e Herrera (dupla do meio-campo) à linha defensiva e, com isto, dificultou a circulação do City no corredor central do meio-campo dos red devils, onde estes estiveram sempre em superioridade numérica.

Ciente disto, Guardiola fez descair a sua referência ofensiva, Gabriel Jesus, para a faixa esquerda, ao mesmo tempo que interiorizou Sterling, fazendo com que o corredor central ofensivo dos citizens passasse a ter mais apoios.

Com isto, os skyblue conseguiram ter mais fluidez na criação no meio-campo contrário, mas essa não foi eficaz. Aliás, o primeiro sinal de perigo real surgiu de uma bola longa … e acabou por ser um tapete de entrada para o golo inaugural. Sané a receber com o joelho, antes de deixar para trás Ashley Young e disparar para boa defesa de De Gea; na sequência do canto, o City concretizou a ameaça que fizera momentos antes. De Bruyne encontrou Otamendi, este ganhou nas alturas sobre Lukaku, e David Silva fuzilou as redes do United.

Não havia volta a dar, Mourinho tinha de ordenar que se tomasse iniciativa (mesmo sem Pogba). Tentou fazê-lo, mas nunca assustou o City. Parecia que só um erro dos citizens poderia alterar o resultado. Pois bem, esse erro aconteceu. Instantes antes do fim da primeira parte, Otamendi e (sobretudo) Delph reagiram mal a um cruzamento largo de Ashley Young e Rashford, nas costas, aproveitou para igualar a partida.

 

Derby foi muito duro Fonte: Reuters
Derby foi duro, que o diga Ander Herrera
Fonte: Reuters

No reatar da partida, Guardiola arriscou e colocou Gundogan no lugar de Kompany. Mourinho também efetuou uma alteração, mas fê-la por necessidade, dada a lesão de Rojo, substituído por Lindelof. Esta, porém, não foi a única mudança imposta pelo técnico português. O United deixou de estar tão expectante e passou a atacar o meio-campo contrário de forma mais agressiva. O jogo ficou, portanto, mais aberto.

A bola passou a rondar as duas balizas, o jogo ficou animado e sentia-se que o golo podia para qualquer um dos lados. Caiu para o do City. Na sequência de um livre, descaído sobre a esquerda do ataque dos skyblue, Lukaku aliviou a bola contra as costas de Herrera, a bola sobrou para Otamendi e o argentino, na cara de De Gea, não enjeitou a oportunidade de dar vantagem à sua equipa.

Guardiola reagiu rapidamente. Tirou Gabriel Jesus e colocou Mangala. O City passou a jogar mais baixo, e a apostar na transição rápida, enquanto que o United foi forçado a intensificar a pressão. Neste contexto, voltou a ser o City a estar, primeiro, mais perto do golo – De Bruyne conduziu e concluiu um contra-ataque com um disparo de longe que obrigou a grande defesa de De Gea – mas o United não se ficou e Rashford imitou o belga… e Ederson imitou o guardião espanhol.

Mourinho forçou a barra e fez entrar Ibrahimovic e Mata para o lugar do Lingard e Herrera. O United cresceu no terreno, passou a jogar mais no meio-campo contrário e esteve perto de ser feliz. Lukaku e Mata, de forma sucessiva, porém, foram travados por duas enormes intervenções de Ederson.

No fim, terá sido Guardiola a consolar Mourinho Fonte: Manchester United FC
No fim, terá sido Guardiola a consolar Mourinho
Fonte: Manchester United FC

Os red devils continuaram a ameaçar, mas foram perdendo o critério à medida que o jogo ia chegando, infelizmente, ao fim.

O Manchester City sai de Old Trafford com a liderança reforçada. Se o líder do campeonato não caiu no terreno do segundo classificado, fica difícil perceber quando isso acontecerá. São agora 11 (!) os pontos que o separam do Manchester United e ainda só estamos em meados de Dezembro. Uma diferença que não ficou ilustrada neste derby, mas que, pela regularidade dos citizens, não parece vir a ser reduzida tão cedo.

Foto de capa: Manchester City FC

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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