Vitória FC 1-1 Sporting CP: Leão deixa dois pontos no Bonfim

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Foi numa noite agradável, aliada a um ambiente positivo nas bancadas carenciadas de revestimento, devido, obviamente, ao facto de ser um dia de semana e a uma hora problemática.

O jogo teve início às dezanove horas no estádio do Bonfim. O Vitória tentava dar a volta à onda de maus resultados, e o Sporting reforçar a liderança. O resultado final foi 1-1, resultado injusto, se é que se pode falar em justiça quando duas equipas se digladiam dentro das regras e do fair-play. Mas é seguro dizer que o Sporting praticou melhor futebol e dominou grande parte da partida.

O Sporting começou mais forte e intenso. O Vitória apenas pressionante no segundo terço do campo. Nota mais que positiva para Coates, fortíssimo no jogo aéreo, tanto defensivamente, como ofensivamente, ao minuto 25 esteve muito bem a subir nas alturas, mas em falta.

Arnold foi um dos jogadores sadinos em destaque antes de perder resistência física. Minuto 26: remate potente ao lado da baliza de Rui Patrício. Porém, é importante registar as falhas de marcação ao longo do jogo e ineficácia nas vezes em que partiu para o ataque – anulado por Fábio Coentrão.

O Vitória sempre que saía, fê-lo em contra ataque.  João Teixeira tentou sempre pegar no jogo a partir da esquerda, mas muito desinspirado. Já  Gonçalo Paciência foi, claramente, o elemento mais desequilibrador na formação setubalense. O número 6 do Vitória, Podstawski fez uma exibição de grande nível, um senhor do meio campo sadino.

Nuno Pinto sempre implacável no capítulo do desarme – por consequência disso, o Sporting não conseguiu impor-se pelo corredor direito de Gelson e Piccini. Os adeptos deleitaram-se com as movimentações de Bruno Fernandes. O português embelezou a sua exibição com um golo. Bruno recebeu um passe em profundidade de Gelson Martins ao minuto trinta – após recuperação de William Carvalho. Posso dizer com convicção que o Sporting não se limitou a jogar de forma coerente e segura, fê-lo com muita confiança e com a famosa nota artística. Ruben Ribeiro encaixou como uma luva nas costas de Dost – com muita criatividade nos pés. Nota positiva para a polivalência de Acuña – muito móvel, chegou a aparecer muitas vezes na zona central, combinando com Ribeiro e com Bas Dost.

Bruno Fernandes marcou o único golo do Sporting na partida Fonte: Instagram oficial de Bruno Fernandes
Bruno Fernandes marcou o único golo do Sporting na partida
Fonte: Instagram oficial de Bruno Fernandes

O camisola 24 do Vitória, João Amaral, foi o elemento mais sacrificado na turma de José Couceiro. Foi Amaral e o restante meio campo leonino: Gelson fez “gato sapato” de Pedrosa. Também puderam contribuir para agravar a situação, William e Bruno Fernandes – com saídas com a bola controlada para o último terço do meio campo dos sadinos. Pedrosa demonstrou-se frágil no que concerne ao capítulo do passe – com vários erros de critério no momento da decisão.

Pelos sessenta minutos os adeptos da casa já se subjugavam aos cânticos das claques do Sporting CP. A formação de Jorge Jesus só era parada por intermédio de ações faltosas – cujos infratores eram, muitas das vezes, o capitão Nuno Pinto, André Pedrosa, Semedo e Podstawski. João Amaral quase fez golo no único lance perigoso da parte da equipa do Vitória – lance travado pela “defesa” de Coates, que até de “São Patrício” fez. De resto, pouco houve a registar até perto do final do encontro.

Gelson Martins furava pela direita, aparecia na esquerda quando trocava com Acuña, protagonizando um verdadeiro espetáculo aos adeptos que marcaram presença no Bonfim. Passou várias vezes por Nuno Pinto que só o conseguiu travar à custa dos braços.

A primeira substituição só se realizou aos 82 minutos – saída de Tomás Podstawski, entrada de Edinho. Entrou também Patrick, que como se diz na gíria do futebol, “mais valia ter ficado em casa”. O jogador brasileiro protagonizou um lance inadmissível – fazendo um passe ao adversário, a Gelson Martins. Não conseguiu fazer melhor do que Arnold. Totalmente contra a corrente do jogo, o Vitória empatou, num lance em que Edinho consegue ganhar a frente aos centrais do Sporting, ganha grande penalidade – indiscutível.

No que concerne à arbitragem, Fábio Veríssimo adotou um critério mais rígido, critério esse que fez exaltar as bancadas do Bonfim, em protesto. Fábio Veríssimo também decidiu mal no lance que decorre da subida de João Teixeira pelo corretor direito, que sofre falta clara, através de um empurrão notório de Gelson Martins.

Gonçalo Borbinha
Gonçalo Borbinhahttp://www.bolanarede.pt
O Gonçalo adora escrever. Quando tem de escrever por obrigação também gosta, mas não adora. Não se manifesta politicamente, mas é inevitável manifestar-se clubisticamente – é do Benfica. Para o Gonçalo o Benfica não é apenas uma multinacional que mexe com milhões, é a representação de união e tradição..                                                                                                                                                 O Gonçalo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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