Publicidade

Sporting CP 1-0 Moreirense FC: Persistência mantém Leão na luta pelo título

Guilherme Costa · 5 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

No fecho da 24.ª jornada, o Sporting recebeu e venceu o Moreirense por 1-0. O Estádio de Alvalade era o palco de um jogo de “extremos”: dum lado, os “Leões”, após eliminarem o Astana na Liga Europa, entravam pressionados pelos resultados dos seus adversários e necessitavam dos três pontos, para se manterem na luta pelo título; do outro, os “Cónegos” precisavam urgentemente de amealhar pontos, para fugir aos lugares de despromoção.

No que diz respeito aos onzes iniciais, Jorge Jesus surpreendeu e fez muitas mexidas: Montero, Petrovic e André Pinto foram titulares nos lugares de Bas Dost (lesionado), William (gripe) e Mathieu (castigado). Nota ainda para as ausências de Fábio Coentrão e Piccini, também com gripe, com o lugar de lateral esquerdo a ser ocupado por Acuña e o de lateral direito por Battaglia. Do lado visitante, Petit fez três mudanças face ao último jogo (derrota em casa por 0-1 frente ao Desp. Chaves): Iago Santos, André Micael e Zizo entraram para os lugares de Pierre Sagna, Belkaroui (expulso no jogo anterior) e Edno, respetivamente.

Como seria de prever, o Sporting entrou com vontade de assumir desde logo o controlo do jogo, mas o primeiro remate do encontro pertenceu à equipa visitante, mais precisamente a Tozé, embora tenha saído bastante fraco e ao lado da baliza de Rui Patrício. O Sporting dispôs de uma boa oportunidade para fazer o primeiro golo ao minuto catorze, mas o remate de Bruno Fernandes, após combinação à entrada da área com Doumbia (formou a dupla de ataque com Fredy Montero), saiu desenquadrado com a baliza adversária.

Três minutos depois, quem desperdiçou foi Battaglia, que, dentro da área do Moreirense e em boa posição para finalizar, atirou por cima, depois de um corte incompleto de Rúben Lima. O Sporting ia tendo algumas dificuldades em criar situações de perigo, devido ao bloco alto defensivo criado pelo Moreirense no seu meio-campo, mas ao minuto 31, Bryan Ruiz apareceu na cara de Jhonatan, contudo o seu remate foi fácil para o guardião brasileiro. Logo a seguir, Tozé voltou a tentar a sua sorte fora de área, com Rui Patrício a defender a dois tempos.

À entrada dos últimos cinco minutos da primeira parte, Bruno Fernandes, isolado pelo excelente passe picado de Bryan, atirou novamente por cima da baliza adversária, naquela que foi a oportunidade mais flagrante para o Sporting se adiantar no marcador. Na compensação dos primeiros 45 minutos, o defesa André Pinto falhou escandalosamente o golo na cara de Jhonatan, com o seu cabeceamento a sair ao lado, após um excelente cruzamento de Bryan.

O intervalo chegaria pouco tempo depois, e com um nulo no marcador. Apesar de ter mais posse de bola, a equipa leonina não conseguiu fazer bom uso da mesma ao longo da primeira parte, daí que o jogo tivesse chegado ao descanso com o resultado inalterado. O Moreirense também mostrou uma boa postura, apostando no erro do Sporting, para lançar rápidos contra-ataques.

Fonte: Sporting CP

O Moreirense foi a primeira equipa a fazer uma substituição, com Alfa Semedo a entrar no reinício da partida, para o lugar de Boubacar. Ciente que teria de mostrar uma melhor postura para alcançar os três pontos, o Sporting entrou a todo o gás e a pressionar a defesa adversária, com Gelson Martins, ao minuto 46, após um bom trabalho na ala direita, a fazer um forte remate, que obrigou Jhonatan a aplicar-se. Apesar da boa entrada, o Moreirense até foi a primeira equipa a marcar, ao minuto 52, mas o VAR anulou (e bem) o golo, devido ao controlo da bola de Bilel Aouacheria com o braço, no decorrer do lance.

Os visitantes voltaram a levar perigo à baliza de Rui Patrício, quatro minutos depois, por intermédio de André Micael, após livre da direita de Tozé, que obrigou o capitão do Sporting a esticar-se para manter o nulo. Na resposta, Gelson, num bom lance individual na área do Moreirense, permitiu a defesa de Jhonatan.

Insatisfeito com a frente de ataque, Jorge Jesus voltou a chamar o jovem Rafael Leão, para o lugar do apagado Montero. Só que ao minuto 61, o Sporting sofreu um duro revés: Petrovic foi expulso, depois de cometer falta sobre Zizo. A expulsão obrigou o técnico a ter de reorganizar taticamente a sua equipa, o que levou à entrada de Misic, para render Bryan Ruiz.

Atendendo às circunstâncias do jogo, o Moreirense tinha uma excelente oportunidade para lutar pela vitória, passando a ter mais posse de bola, ao passo que o Sporting ia tentando surpreender, através de rápidas transições, aproveitando a velocidade de Gelson Martins e Rafael Leão. Na última substituição, Petit lançou o extremo Dramé em jogo, no lugar de Zizo.

Sabendo que o Sporting precisava de vencer antes da visita ao Dragão, os adeptos presentes em Alvalade iam puxando pelo seu clube para chegar ao golo, embora os jogadores leoninos fossem demonstrando bastantes dificuldades em conseguir visar a baliza adversária.

Já nos últimos minutos do encontro, Rafael Costa, num livre na “quina” da área do Sporting, fez a bola passar perto da barra da baliza de Rui Patrício. Imediatamente a seguir, Coates tentou o chapéu a Jhonatan à entrada de área, mas a bola passou por cima. Não foi nesse lance, mas sim nos instantes seguintes: ao minuto 92, Gelson Martins, num remate prensado no defesa do Moreirense, fez o golo que deu a vitória. Só que o problema veio depois: ao festejar o golo, o extremo português tirou a camisola e levou o segundo amarelo, que o impossibilitará de jogar frente ao FC Porto.

O jogo acabaria depois, com a vitória tangencial do Sporting sobre o Moreirense. Numa partida que foi bastante complicada para o conjunto de Jorge Jesus, o clube de Alvalade não deixou de acreditar e acabou por ser premiado no final, com Gelson Martins a apontar o golo, que mantém os “Leões” na luta pelo título.

A FIGURA:

Fonte: Sporting CP

Persistência Leonina – Num jogo que se tornou mais difícil do que certamente previam, os “Leões” não desistiram de alcançar a vitória, e foram premiados no final do encontro. Mesmo depois da expulsão de Petrovic, os comandados de Jorge Jesus não se renderam e conseguiram superar as adversidades, mantendo-se assim na corrida pelo título.

O FORA DE JOGO:

Fonte: Moreirense FC

Falta de ambição do Moreirense –Sabendo das dificuldades antes do jogo, o Moreirense até se apresentou com uma postura interessante em Alvalade. Depois da expulsão de Petrovic, a equipa de Petit podia ter aproveitado melhor para lutar pelos três pontos, mas não foi ambiciosa o suficiente para usar a vantagem numérica a seu favor, perdendo assim uma excelente oportunidade para fugir aos lugares de despromoção.

Foto de Capa: Gualter Faria/Getty Images

 

Guilherme Costa

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

FC Copenhaga 3-0 Braga | E o Gverreiro gelou

O Copenhaga nunca tinha ganho no Parken a um opositor português. Vindos da pior época da sua história (sétimo lugar interno, disputa da fase de manutenção), aos dinamarqueses resta fazer pela vida para reassumir a dianteira do seu futebol. No fim-de-semana, a derrota no terreno do Midtjylland encurtara a vantagem no topo para apenas dois pontos – poderia esse tropeção adornar o encontro com o Braga de importância extra? Pareceu definitivamente que sim, dada a energia com que a equipa de Bo Svensson entrou a pressionar Gverreiros. O ímpeto, típico de anfitrião em jogo europeu, não deveria assustar arsenalistas, tão ou mais habituados que o Copenhaga a contexto internacional. E, mesmo por isso, passando a primeira onda de histeria, o jogo acalmou. No meio do marasmo ainda surgiu oportunidade para balançar as redes portuguesas, mas Travassos estava concentrado e salvou golo certo. O agressivo 4-2-3-1 de Bo Svensson (2,4 golos por jogo na Superligaen e 17 golos nos play-offs da Conferência) era manietado pelo 3-5-2 híbrido de Carlos Vicens, com o miolo Moutinho-Tiknaz-Gorby a ganhar ascendente na luta física e na luta pela posse de bola. No apito final da primeira metade, os portugueses contavam com 63%, superioridade notável ao nível do passe (301 completos para 169) e mais oportunidades reais de aproximação à outra baliza.

Pedro Cantoneiro · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.