Publicidade

Sporting CP 2-0 Rio Ave FC: Metro e meio de magia: Eis Gelson Martins!

Redação BnR · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Na ressaca do jogo frente ao Viktoria Plzen, na República Checa, o Sporting Clube de Portugal recebeu, em jogo a contar para a 27ª jornada, o Rio Ave Futebol Clube.

Jorge Jesus optou por atribuir a titularidade a Piccini e a Rúben Ribeiro, deixando assim Acuña no banco. É ainda de destacar o regresso de Coates, a titularidade de Battaglia e o facto de Wendel começar o jogo no banco.

Por sua vez, Miguel Cardoso deixou sete titulares em campo, comparativamente com o último jogo (vitória por 2-1 frente ao Feirense). O técnico lançou assim, para este jogo, Diego, Leandrinho, Nadjack e Marcão.

O jogo começou com o pontapé de saída do filho de Fernando Peyroteo, jogador que foi homenageado aos nove minutos, em que os milhares de adeptos presentes no estádio colocaram os cachecóis no ar, simbolizando o número que utilizava na camisola leonina. Pode-se mesmo dizer que este foi o momento mais emocionante nos primeiros vinte minutos, em que ambas as equipas jogaram com muita cautela e não abriram muitos espaços para ataques perigosos.

Contudo, o vigésimo minuto entusiasmou os adeptos: Bruno Fernandes, através de um livre direto, atirou a bola à barra; Dost, na recarga, cabeceou para o atento Cássio sacudir a bola para canto. Gelson, preparando o que se viria a seguir e, na ressaca de um canto, rematou rasteiro para defesa fácil do guardião vila-condense.

Se três é o número da perfeição, o minuto 23 foi de pura magia. Bruno Fernandes colocou o esférico na grande área, onde se encontrava Bas Dost. O holandês passou de forma sublime para Gelson, que apareceu nas suas costas, e levou o Estádio José Alvalade ao rubro: com pés de lã, tirou dois adversários do caminho e atirou ao poste mais afastando; a bola beijou-o e só parou no fundo das redes.

Coentrão, embalado pelo golo do colega, quis dar o ar da sua graça e, depois de ultrapassar um adversário do caminho, e numa tentativa de cruzar, acabou mesmo por estar perto de festejar. A bola foi à barra e acabou por ser sacudida pela defensiva do Rio Ave.

O Rio Ave tentou responder a este ímpeto atacante do Sporting. Yuri Ribeiro avançou no terreno, sem oposição, e rematou em direção à baliza. A bola ainda sofreu um desvio mas Rui Patrício estava atento.

Antes do intervalo, ainda houve tempo para mais um ataque importante do Sporting. Bruno Fernandes recebe a bola no meio, faz uma finta com o corpo e atira para uma enorme intervenção de Cássio.

Gelson Martins, depois de 120 minutos em Plzen, ainda conseguiu ter pernas para fazer maravilhas no José Alvalade
Fonte: Sporting Clube de Portugal

O jogo foi para intervalo com os leões em vantagem por uma bola, quando poderiam ser muitas mais. Por sua vez, a equipa visitante não conseguiu criar muitas jogadas de perigo, sendo o seu guarda-redes o homem do jogo até ao fim dos primeiros 45 minutos. Nota ainda para o árbitro Rui Costa, que não teve discernimento para deixar o jogo rolar com mais frequência.

O segundo tempo foi bem mais calmo. O Sporting continuava por cima no jogo, contudo com menos intensidade do que aquela que apresentou na primeira metade. Quando batia a hora de jogo, os leões acabaram por estar perto do golo. O lance foi levado a cabo através de um entendimento entre Gelson e Coentrão. O defesa triangulou com o extremo e atirou de novo ao ferro; Coentrão voltava a ser travado pelo poste, deixando transparecer a sua frustração.

À passagem do minuto 67, William levou tudo à frente e assistiu Bruno Fernandes e este, com tudo para fazer o golo, atirou a rasar o poste.

Foi preciso esperar mais um quarto de hora para que a emoção inundasse o campo e as bancadas: Sporting mole e defesa dura, tanto tenta até que fura! Gelson, novamente, retirou o coelho da cartola e desnorteou a defesa vila-condense, cruzou para a área e o resto… bem, o resto é a lengalenga a que já nos habituaram: Dost, de cabeça, fuzilou Cássio, que ficou pregado ao chão a olhar para a bola a entrar.

O tempo de jogo ainda deu para que Fábio Coentrão, que deixou mais uma vez a alma de leão, fosse ovacionado pelos cerca de 42 000 adeptos presentes nas bancadas, depois de estar presente em grande parte das jogadas importantes do jogo.

O Sporting acabou por vencer com tranquilidade e passar com distinção ao teste colocado pela equipa de Miguel Cardoso. Afasta assim o Sporting de Braga, o próximo adversário para o campeonato, num jogo que se adivinha muito complicado. Apesar disso, a pressão está do lado dos bracarenses.

Por sua vez, o Rio Ave apenas se pode queixar de si próprio. Entrou em jogo com uma mentalidade muito acanhada e pouco trabalhou para que esta se fosse desenvolvendo mais além. Beneficiou de algumas faltas marcadas por Rui Costa, mas que acabou por não conseguir aproveitar.

A FIGURA

Fonte: Sporting Clube de Portugal

Sporting Clube de Portugal- Onde andava este Sporting? Mesmo no meio de uma montanha de jogos, o último com grande parte dos jogadores com 120 minutos nas pernas, conseguiu subir ao cume e ganhar este jogo com uma grande exibição, deixando o Braga a quatro pontos. Será que foi a estrelinha de Peyroteo?

O FORA DE JOGO

Fonte: Rio Ave FC

Rio Ave FC- Apareceu muito a espaços em jogo e não conseguiu traduzir a sua força em campo. Miguel Cardoso, apesar de estar a lutar contra um grande, a vontade e o querer foram deixados no balneário, sendo uma equipa demasiado apática para quem deseja estar presente nas competições europeias.

Foto de Capa: Bola Na Rede

 

 

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

FC Copenhaga 3-0 Braga | E o Gverreiro gelou

O Copenhaga nunca tinha ganho no Parken a um opositor português. Vindos da pior época da sua história (sétimo lugar interno, disputa da fase de manutenção), aos dinamarqueses resta fazer pela vida para reassumir a dianteira do seu futebol. No fim-de-semana, a derrota no terreno do Midtjylland encurtara a vantagem no topo para apenas dois pontos – poderia esse tropeção adornar o encontro com o Braga de importância extra? Pareceu definitivamente que sim, dada a energia com que a equipa de Bo Svensson entrou a pressionar Gverreiros. O ímpeto, típico de anfitrião em jogo europeu, não deveria assustar arsenalistas, tão ou mais habituados que o Copenhaga a contexto internacional. E, mesmo por isso, passando a primeira onda de histeria, o jogo acalmou. No meio do marasmo ainda surgiu oportunidade para balançar as redes portuguesas, mas Travassos estava concentrado e salvou golo certo. O agressivo 4-2-3-1 de Bo Svensson (2,4 golos por jogo na Superligaen e 17 golos nos play-offs da Conferência) era manietado pelo 3-5-2 híbrido de Carlos Vicens, com o miolo Moutinho-Tiknaz-Gorby a ganhar ascendente na luta física e na luta pela posse de bola. No apito final da primeira metade, os portugueses contavam com 63%, superioridade notável ao nível do passe (301 completos para 169) e mais oportunidades reais de aproximação à outra baliza.

Pedro Cantoneiro · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.