Publicidade

FC Bayern Munique 1-2 Real Madrid CF: Merengues dão lição alemã

Rúben Tavares · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Um Bayern perdulário bem pode se queixar de si e da sorte após o jogo desta noite do Allianz Arena, por outro lado, o Real Madrid mostrou mais uma vez que, na sua inteligência com que encarou o jogo ao longo dos 90 minutos, nasceu para este tipo de competição.

Logo ao primeiro minuto, o Bayern mostrou atitude ofensiva bem agressiva com James a pressionar Carvajal e a beneficiar da tentativa de alívio do espanhol, pois a bola sobra para Lewandowski que serviu Muller, mas o alemão, dentro da área, falhou o golo.

Aos 8’, os bávaros foram primeiro visitados pelo azar quando Robben saiu lesionado para dar o lugar a Thiago Alcantara. Por volta dos 20 minutos, o jogo voltou a ter ocasiões perto das balizas com Rafinha a tentar a sua sorte de fora da área e do lado espanhol Carvajal também alvejou a baliza, mas, em ambos os exemplos, os guarda-redes encaixaram a bola.

A formação de Jupp Heynckes, que era a que tinha mais bola e procurava os espaços na defesa contrária, acabaria por inaugurar o marcador numa transição ofensiva. James (28’) soltava Kimmich ao longo do flanco direito beneficiando do espaço deixado por Marcelo que havia subido ao ataque, e Isco também não chegou a tempo da dobra…foi Varane que tentou parar o alemão, mas o lateral fez o golo, surpreendendo Keylor Navas que esperava o cruzamento.

Os galáticos acusaram um pouco o tento inaugural e logo a seguir a terem ficado em desvantagem, Casemiro perdeu a bola para Lewandowski, que, quase isolado, não conseguiu esboçar o remate. Até que, contra a corrente do jogo, Marcelo, assinou o golo do empate: bola lançada para a direita, Carvajal cabeceou para zona central, Ronaldo ainda ensaiou a sua bicicleta, mas o esférico acabou por chegar ao lateral brasileiro que, com um remate cruzado, bateu Ulreich. Redenção do 12 madrileno depois de ter ficado mal na figura no golo alemão.

Até final da etapa inicial, note-se também o perigo causado pela equipa da casa nos lances de bola parada com Hummels, Lewandowski e Muller a protagonizar três diferentes ocasiões. Entratanto, Jupp Heynckes já se tinha visto obrigado a mexer pela segunda vez: Boateng, lesionado, saiu para o lugar de Niklas Sule (34’).

O golo de Marcelo, em cima do intervalo, deu outra tranquilidade ao Real Madrid
Fonte: Real Madrid CF

Madrid entrou mais solto e com a vontade de gerir os tempos de jogo. Ribery, pela esquerda, esteve sempre ativo, mas a desinspiração do francês foi tónica desta noite. Abriu a segunda parte com um passe de golo para Muller que o alemão falhou e viu Navas negar-lhe dois tentos (59’ e 63’).

O golo da vitória dos merengues acabaria por nascer num canto ofensivo do Bayern. Aos 57’, Rafinha, que tinha ficado atrás com Kimmich, pressionado por Lucas Vásquez, precipita-se e entrega a bola a Asensio, deixando o colega de equipa numa situação de 2×1. O extremo espanhol que tinha entrado ao intervalo deu a bola em Vázquez, que lha devolveu, e o 20 do Real Madrid, frente a frente com Ulreich, não perdoou.

O hexacampeão alemão foi claramente abaixo com o segundo golo sofrido e o bicampeão europeu até podia ter feito o terceiro por Benzema, mas Ulreich impediu (76’). Defensivamente, os madrilenos mostraram-se muito sólidos e só permitiram que o polaco Lewandowski, servido por Tolisso, tivesse no pé direito a hipótese de chegar ao empate, mas o polaco não conseguiu desfeitear Navas (88’).

O Real Madrid sorriu na Baviera com uma exibição que até teve o seu quanto de alemã – fria, calculista e eficaz. Mas está tudo em aberto, até porque há um fantasma que ficou dos quartos-de-final para exorcizar e que paira sobre o Bernabéu…

A FIGURA:

 

Fonte: Real Madrid CF

Lucas Vázquez – Na etapa inicial foi sempre o mais mexido dos da frente. No segundo golo, causa a precipitação de Rafinha e assiste Asensio. E não só! Não é que acaba o jogo a lateral direito e nem se notou que Carvajal tinha saído?

O FORA DE JOGO:

Fonte: FC Bayern Munique

Rafinha – Nem estava a fazer um jogo propriamente mau, mas o erro (bem) crasso que cometeu e que está na origem do segundo golo merengue foi um golpe muito duro para a equipa que não mais conseguiu engrenar a mesma energia da etapa inicial.

Rúben Tavares

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.