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As 5 melhores finais de Mundiais

João Fernandes · 4 min

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França ou Croácia? Croácia ou França? Neste momento já ninguém pensa noutra coisa. Se os gauleses podem repetir o feito de 1998, a Croácia sonha com algo inédito. De um lado Mbappé e Griezmann, do outro Modrić e Rakitić. Apesar de partir com o estatuto de favorita devido a um passado de conquistas, a França terá de ter muito cuidado com os croatas, que têm mostrado ao longo do torneio estar à altura das exigências. Mas de pouco vale fazer previsões do que irá acontecer este domingo. Recordemos então, para ocuparmos as horas vagas até ao apito inicial do desafio, aquelas que foram as cinco finais mais marcantes de Campeonatos do Mundo de futebol.

5.

Fonte: FIFA

França 3-0 Brasil (França 1998) – Estávamos no Stade de France e a seleção francesa, anfitriã do torneio, defrontava na final a canarinha de Ronaldo “Fenómeno”. O 12 de julho de 1998 será sempre recordado como o dia em que se apontava Ronaldo Nazário como o grande protagonista, mas em que o verdadeiro herói foi gaulês, de seu nome Zinédine Zidane. Após ter sido anunciada uma lesão sofrida pelo brasileiro na véspera, o então jogador do Inter de Milão, para surpresa de muitos, foi a jogo, mas sem trazer qualquer impacto a este. Sob o olhar atento de 80000 espetadores, Paris transbordou de felicidade e as cores do país espalharam-se pelas ruas: Zidane (golos aos 27’ e 45+1’) e Petit (golo aos 90+2’) são dois dos nomes que ficarão para sempre na história, por terem dado o primeiro (e até agora único) título mundial à França. Repetir-se-á o feito este domingo?

4.

Fonte: FIFA

Brasil 4-1 Itália (México 1970) – Pelé, Rivellino, Tostão, Jairzinho, Gérson: a seleção brasileira de 1970 foi, sem dúvida alguma, uma das melhores equipas de sempre a pisar um campo de futebol. Após as conquistas em 1958 e 1962, e com o fracasso no Mundial de 1966, a canarinha procurava, na Cidade do México, tornar-se tricampeã do mundo. A 21 de junho, num Estádio Azteca com 107000 pessoas, Pelé e companhia não deram qualquer hipótese à seleção italiana: com o jogo a ir empatado a uma bola para o intervalo, os brasileiros superiorizaram-se no segundo tempo e fizeram mais três golos; o placard final marcava 4-1, e o Brasil tornava-se no primeiro tricampeão mundial, deixando para trás Itália e Uruguai (ambos bicampeões na altura). Esta final ficará sempre marcada como a consagração de Pelé como um dos melhores futebolistas desde que há memória, pois é, até agora, o único jogador a vencer o Campeonato do Mundo em três ocasiões.

3.

Fonte: FIFA

Uruguai 2-1 Brasil (Brasil 1950) – “O silêncio era tão grande que se uma mosca estivesse voando por lá, ouviríamos o seu zumbido”. A frase é de Alcides Ghiggia, o grande protagonista de um dos momentos mais épicos da história do futebol mundial. O uruguaio, que só tinha feito a sua estreia pela Celeste dois meses antes, foi o autor do golo que completou a reviravolta do Uruguai frente ao Brasil, e que ficou conhecida como “Maracanaço”. Numa altura em que o Campeonato do Mundo funcionava com um modelo diferente do de agora, a canarinha apenas necessitava do empate para vencer pela primeira vez a competição. Quando era esperado antes do jogo que isso acontecesse, as coisas dentro de um Maracanã com perto de 200000 pessoas não coincidiram com as expetativas: o Brasil adiantou-se no marcador aos 47 minutos, mas aos 66’ foi o princípio do fim, com o golo de Schiaffino; o segundo golo uruguaio surgiria aos 79’, e ficaria eternizado para sempre. O povo brasileiro estava em choque: tinha sido humilhado no seu próprio país.

2.

Fonte: FIFA

Itália 1-1 França [5-3 g.p.] (Alemanha 2006) – Quem teve a oportunidade de assistir à final de 2006 certamente ainda não se esqueceu do acontecimento que marcou o jogo: a cabeçada de Zidane a Materazzi, curiosamente os autores dos golos da partida. Já no prolongamento (aos 110 minutos), quando parecia já não haver forças para grande coisa, Zizou cabeceou o peito do central italiano do Inter de Milão e foi expulso pelo árbitro Horacio Elizondo. Era o último suspiro de um dos maiores génios da história do desporto-rei e que constará para sempre na carreira extraordinária do francês como o seu momento menos feliz. A Itália acabaria por derrotar a França já nas grandes penalidades, com um dos penáltis certeiros a ser marcado por Materazzi: o Olympiastadion de Berlim assistia ao tetracampeonato da squadra azzurra.

1.

Fonte: FIFA

Argentina 3-2 RFA (México 1986) – Voltamos ao México e novamente ao Estádio Azteca. Num Mundial que ficará para sempre recordado pela “mão de Deus” de Maradona nos quartos-de final, frente à Inglaterra, a final acabaria por colocar frente a frente a Argentina e a República Federal da Alemanha (ou Alemanha Ocidental). E que final! Aos 55 minutos, a Albiceleste já vencia os alemães por 2-0 (golos de Brown e Valdano), mas a seleção germânica, no espaço de seis minutos (Rummenigge aos 74’ e Völler aos 80’), foi a tempo de empatar o encontro. Até que saiu o génio da lâmpada: Diego Armando Maradona, com o melhor pé esquerdo da história (a par do do compatriota Lionel Messi), isolou Burruchaga com uma passe fabuloso, e viu o colega de equipa fechar as contas do jogo. Era a segunda conquista argentina em Campeonatos do Mundo, e Maradona entrava para os livros.

Foto de Capa: FIFA
Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

João Fernandes

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