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Numa posição que teve o seu auge nos anos 90 e na década passada, com nomes como Michael Jordan, Kobe Bryant, Dwyane Wade ou Allen Iverson, faltam neste momento grandes ícones que marquem uma geração. Na posição 2 ainda há muito talento, como é óbvio, e começam a surgir jovens de qualidade inegável, mas tirando um ou outro exemplo, poucas são as estrelas que complementam os bases das equipas da NBA neste momento. Ainda assim, vale a pena olhar para quem pode distinguir-se na época que se aproxima.
20 a 16
20. Kent Bazemore – Atlanta Hawks: a temporada de Kent Bazemore deve mesmo começar em Atlanta. O que falta saber é se é lá que acaba. O extremo estabeleceu-se nos Hawks depois da saída de DeMarre Carroll, naquele que foi um dos períodos de maior sucesso da turma de Atlanta nos últimos largos anos. Agora, os Hawks estão em pleno estado de reconstrução, algo que ainda está para durar. Bazemore é o melhor jogador da equipa e terá muito espaço para brilhar e assumir a sua qualidade mais facilmente se ficar por Atlanta. Mas há muitas equipas com aspirações aos playoffs que podem usar o seu talento…

19. Bogdan Bogdanovic – Sacramento Kings: o sérvio chegou finalmente à NBA, depois de alguns anos na Europa e foi um dos poucos destaques numa época pouco conseguida dos Kings. Numa equipa que aposta forte em Buddy Hield, Bogdanovic fez muitos minutos como Small Forward, mas é como segundo base que Bogi se sente melhor e é aí que pode mostrar os seus dotes. É um jogador muito dotado ofensivamente e que tem tudo para ter uma época de sucesso individual nuns Kings que não devem fugir muito ao que fizeram no ano passado.
18. Eric Gordon – Houston Rockets: os dois lugares de base dos Rockets estão preenchidos por dois dos melhores jogadores da atualidade, mas há uma arma no banco que Mike D’Antoni sabe usar muito bem. Depois de um início de carreira auspicioso nos Clippers e Hornets/Pelicans, as lesões acabaram por abrandar o desenvolvimento de Gordon. Mas embora tenha perdido alguma da sua explosividade, EG foi capaz de desenvolver o seu lançamento exterior e é, hoje em dia e sem margem para dúvidas, um dos melhores atiradores na NBA. Um talento que encaixa como uma luva em Houston.
17. Tim Hardaway Jr. – New York Knicks: o pai deixou uma herança pesada no basquetebol e o filho ainda não foi capaz de atingir o mesmo nível. Porém, isso não significa que Tim Hardaway Jr. não seja um dos melhores na sua posição nos tempos que correm. Os Knicks escolheram-no no draft, subvalorizaram-no e deixaram-no ir para Atlanta e, depois de uma passagem bem sucedida, sobrevalorizaram-no e deram dinheiro a mais para que o jogador regressasse a New York. Hardaway era um marcador de pontos mais capaz do que os Knicks pensavam quando o deixaram sair, mas não era (e ainda não é) o jogador completo que os Knicks avaliaram em 71 milhões de dólares quando o fizeram regressar. Ainda assim, Hardaway tem tudo para continuar a evoluir com muito tempo de jogo sob o comando de Fizdale.
16. Dion Waiters – Miami Heat: após uma segunda metade de temporada em que foi uma das grandes figuras da liga e estrela de uns Heat que transformaram um recorde de 11-30 num 41-41, eram altas as expetativas de Waiters para a nova temporada. Mas a lesão que havia contraído era mais grave do que se esperava e o base acabou por falhar quase toda a temporada. Agora, Dion surgirá com um sentimento de revolta, tentando compensar o tempo perdido. A concorrência para o lugar é forte (e Wade ainda nem decidiu se volta a jogar), mas a abismal auto-confiança de Waiters e a sua versatilidade ofensiva podem fazer dele uma das figuras da equipa de Miami na nova temporada.
15 a 11
15. Zach Lavine – Chicago Bulls: Lavine começou a temporada lesionado e numa nova equipa, depois de ter estado envolvido no negócio que levou Jimmy Butler para Minnesota. Muitas dúvidas recaíam sobre o base quando regressasse, mas rapidamente estas desapareceram. Lavine manteve o seu nível de atleticismo e continuou a desenvolver o seu jogo ofensivo, principalmente o lançamento. Isto levou a uma oferta choruda por parte dos Kings, que rapidamente os Bulls cobriram, de modo a continuarem com um dos jovens mais promissores da liga, Zach Lavine é o base do futuro dos Bulls e será uma das principais peças da equipa que Fred Hoiberg vai construindo lentamente em Chicago.
14. Josh Richardson – Miami Heat: não fosse a temporada monstruosa de Goran Dragic e J-Rich teria sido a grande estrela dos Heat. Uma escolha de segunda ronda no draft que com o tempo se foi tornando no mais completo jogador da equipa de Erik Spoelstra. Um faz-tudo ofensivamente, que é já um dos melhores defensores da NBA. Richardson é mais um jogador que teve de jogar fora de posição devido às características da sua equipa, mas será sempre como segundo base que Richardson estará mais perto do seu potencial. Um potencial que é enorme, para um jogador que entra apenas no seu quarto ano como profissional.

13. Gary Harris – Denver Nuggets: de mansinho, com o passar dos anos, Harris tem-se vindo a assumir como um dos melhores jogadores dos Nuggets e um jovem a ter muito em conta para o futuro próximo. O talento em Denver é imenso, mas o apurado jogo ofensivo de Harris garantir-lhe-á um lugar recorrente nas escolhas do seu treinador, que conta com ele para atacar as defesas contrárias de todas as maneiras, ao lado de jogadores como Jamal Murray, Nikola Jokic, Isaiah Thomas ou Paul Millsap.
12. Luka Doncic – Dallas Mavericks: disse-o na noite do draft e repito-o agora: muita gente vai olhar para trás e perguntar como é que Doncic não foi a primeira escolha do draft em 2018. Eu compreendo que haja ainda algumas reservas em relação aos jogadores que chegam pela primeira vez à NBA vindos da Europa. Mas o que Doncic fez ao mais alto nível, seja pelo Real Madrid ou pela sua seleção, não tem comparação. Podendo jogar em qualquer das posições exteriores, o esloveno está ao seu melhor nível com a bola nas mãos e será assim que os Mavs poderão tirar melhor proveito dele. Com a temporada a correr dentro do esperado e mesmo num Oeste carregado, Doncic pode ter o mesmo impacto em Dallas que Donovan Mitchell teve em Utah.
11. Jaylen Brown – Boston Celtics: mais uma vez, Brown foi chamado a um papel de maior destaque do que aquele que estava inicialmente planeado, e correspondeu. Às vezes esquecemo-nos, mas Jaylen Brown tem apenas duas épocas de NBA. Ao mais alto nível, numa equipa muitíssimo bem orientada por Brad Stevens, Brown é uma peça interessante que, não sobressaindo, mantém sempre um nível elevado e e consegue, de vez em quando, exibições de grande qualidade. Com apenas 21 anos e muitos anos pela frente, Jaylen é já uma certeza e um jogador com quem se pode contar dos dois lados do campo, numa equipa de Boston que tenta voltar ao primeiro lugar da sua conferência.
10 a 6

10. Devin Booker – Phoenix Suns: Booker é o porta-estandarte da ambição dos Suns para fugir à mediocridade que tem pautado os últimos anos da equipa. Booker é já hoje um dos melhores atacantes da liga, com facilidade e talento para dar e vender no ataque ao cesto e no lançamento exterior, tão importante no basquetebol dos dias de hoje. O jovem base assinou este verão um contrato de longa duração para se manter em Phoenix, mas espera que a sua equipa comece a mostrar vontade de sair dos últimos lugares da tabela, ano após ano, com a ajuda dos jovens que têm sido escolhidos no draft.
9. CJ McCollum – Portland Trail Blazers: tal como já tinha escrito na semana passada sobre Damian Lillard, a temporada passada foi para recordar para McCollum… até abril. Uma fase regular de sonho que levou ao terceiro lugar dos Blazers no Oeste, rapidamente tornada em pesadelo com quatro derrotas seguidas às mãos dos Pelicans, colocaram CJ no radar das trocas, com muitos a dizerem que já basta de tentarem fazer dos dois bases dos Blazers peças compatíveis. É verdade que a equipa de Portland tem ficado áquem das expetativas nos playoffs, mas tanto Lillard como McCollum continuam a formar um dos backcourts com mais qualidade da NBA e não há nada que faça pensar que isso não continuará a ser verdade em 2018/19.
8. Lou Williams – Los Angeles Clippers: a temporada foi atribulada para Doc Rivers e os Clippers, com trocas, confusões, demasiadas saídas e entradas e a ausência de playoffs. Mas se há alguém que manteve a consistência em L.A. e deixou um raio de esperança pairar sobre o Staples Center, foi Lou Williams. O base acabou mesmo por ganhar o prémio de Sixth Man of the Year, um prémio totalmente merecido para aquele que foi o melhor jogador da equipa e que controlou, jogo a jogo, os ataques dos Clippers. Isto vindo sempre do banco.
7. Bradley Beal – Washington Wizards: no Este, a paciência começa-se a esgotar para os Wizards, que vão ficando abaixo do seu potencial ano após ano. Um backcourt composto por John Wall e Bradley Beal merece uma equipa mais competente e compacta, algo que não tem acontecido. Independentemente disso, o ainda jovem Bradley Beal tem tudo para fazer mais uma temporada de grande qualidade dos dois lados do campo, sendo que se espera que seja ofensivamente que volte a mostrar todo o seu talento, ao lado do seu parceiro de há vários anos.
6. Klay Thompson – Golden State Warriors: um dos sobreviventes da altura em que os Warriors eram adorados pelos adeptos da NBA, Klay Thompson vai mantendo um nível de jogo altíssimo ano após ano. No ataque, é uma das muitas armas que Steve Kerr tem à sua disposição, capaz de aquecer a qualquer momento da linha de 3. Mas é na defesa que Klay mais facilmente demonstra a sua importância para os Warriors. Juntamente com Draymond Green, Thompson é um jogador difícil de ultrapassar, capaz de defender qualquer oponente e que permite a Curry e Durant manterem-se frescos para o trabalho ofensivo. Uma das figuras da melhor equipa da NBA, sem dúvida.
5.

Donovan Mitchell – Utah Jazz: as doze equipas que deixaram passar Donovan Mitchell no draft de 2017 ainda estarão a pensar onde raio tinham a cabeça. O jovem base carregou os Jazz para os playoffs e, não satisfeito, ainda eliminou Russell Westbrook, Paul George, Carmelo Anthony e companhia antes de ver a sua temporada terminada por uns super-Rockets. Na época que devia ter sido de reconstrução lenta após a saída da sua maior estrela, os Jazz viram nascer uma nova estrela em Donovan Mitchell e só esperam que o novo ano traga um jogador ainda melhor. Sim, porque para já, a única direção do desenvolvimento de Donovan Mitchell é para cima.
4.

Jimmy Butler – Minnesota Timberwolves: Butler chegou a Minnesota, aparentemente, como a primeira peça na tentativa de Tom Thibodeau de recriar os Bulls de há uns anos. Mas depois de um ano que trouxe de volta os playoffs a Minneapolis, Butler começa a pensar no seu futuro. Thibbs insiste na ideia de trazer jogadores “fora do prazo de validade” para os Wolves, Butler vai-se queixando da falta de atitude dos jovens “lobos” e a saída poderá mesmo acontecer no próximo verão. Apesar disso, Butler iniciará a temporada como uma das estrelas dos Timberwolves e um dos melhores bases/extremos da NBA, principalmente a nível defensivo.
3.

Victor Oladipo – Indiana Pacers: foi preciso ser trocado duas vezes, mas chegou, por fim, o ano de explosão de Oladipo, na mesma cidade que acolheu quando era um jovem universitário. O base teve um ano fantástico, assumindo-se como a grande estrela de uns surpreendentes Indiana Pacers, se tornou All-Star e levou os Cavs de LeBron James à negra nos playoffs. O jogo ofensivo fluído, rápido e atlético do base que começou a carreira em Orlando e ainda passou por Oklahoma, foi uma constante durante o ano e, chegado à melhor fase da sua carreira, só há razões para manter ou até melhorar por parte de Dipo.
2.

DeMar DeRozan – San Antonio Spurs: em San Antonio, chegou oficialmente o fim a Era do Big 3 de Duncan, Parker e Ginobili e ao mesmo tempo e quando nada o fazia prever, a Era Kawhi Leonard. O que significa que é altura de DeMar DeRozan se chegar à frente. Adorado pelos adeptos e colegas em Toronto, DeRozan tem a complicada tarefa de fazer esquecer muita gente em San Antonio, mas tem certamente talento para isso. Treinado por um dos melhores de sempre e com o jogo da equipa a girar em torno de si, como tanto gosta, o base/extremo natural de Los Angeles tem capacidade para fazer uma temporada muito positiva na sua nova equipa.
1.

James Harden – Houston Rockets: Harden foi finalmente MVP e esteve a um Chris Paul saudável das finais da NBA. Foi um ano positivo para o barbudo, mas este deverá querer ainda mais. Em Houston está inserido numa equipa e com um treinador que potenciam as suas melhores qualidades e que lhe valeram o prémio de melhor jogador da fase regular, prémio pelo qual deverá lutar na nova temporada. E por muito que se critique a sua falta de qualidade defensiva (algo que D’Antoni tem feito por esconder), é inegável o seu talento ofensivo. Dêem-lhe espaço e ele atira. Pressionem-no em cima e ele passa por vocês como um flecha. Coloquem dois defesas em cima dele e ele descobrirá o colega sozinho. Há quem goste do seu estilo e há quem o deteste. Mas será impossível, para qualquer pessoa, negar que Harden é uma das maiores figuras da NBA neste momento.
Foto de Capa: Houston Rockets









