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Redação Bola na Rede

Rodrigo Lima

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Rodrigo é licenciado em Ciências da Comunicação e está a frequentar o mestrado em Gestão do Desporto. Trabalha na área do jornalismo desportivo, com particular interesse pela análise de futebol.

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Opinião

Rodrigo Mora a falso 9: encaixa no modelo de jogo de Francesco Farioli?

O FC Porto voltou a triunfar para a Primeira Liga, desta vez frente ao Rio Ave de Sotiris Silaidopoulos, por 1-0, no Estádio do Dragão. Num jogo em que o FC Porto foi tendo o controlo e capacidade para criar oportunidades - apesar de voltar a pecar na finalização - saltou à vista a entrada de Rodrigo Mora para falso 9, entre o minuto 75’, quando Francesco Farioli retirou Deniz Gul para lançar Seko Fofana, e o minuto 85’, momento em que colocou Terem Moffi por Victor Froholdt. Nesse período, viu-se Rodrigo Mora a recuar várias vezes no terreno para ser mais uma solução na zona intermediária, gerar combinações e funcionar como elemento importante na criação de superioridades, formando um 4x3 nessa zona. Ainda assim, fica a questão: faz sentido utilizar Rodrigo Mora a falso 9? Para responder, é necessário perceber o contexto em que está inserido e, sobretudo, as ideias-chave de Francesco Farioli no seu modelo de jogo. Sabe-se que o técnico italiano prima por um estilo específico, padronizado e muito baseado na componente física. Nesse sentido, Rodrigo Mora, no início da temporada, era um jogador que claramente não se enquadrava nesse perfil: mais técnico, mais criativo, mais confortável com tempo de bola, menos capacidade física. Daí também se explicam as dificuldades que teve para se impor no arranque da época, depois de uma temporada transata em que foi um dos melhores - ou mesmo o melhor - jogador dos dragões.

Rodrigo Lima · 7 min de leitura
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