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Benfica

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Opinião

O regresso de Rafa Silva ao Benfica

Dois anos depois de ter trocado o Benfica pelo Besiktas a custo zero, aí está Rafa de volta à Luz. Os encarnados desembolsaram cerca de cinco milhões de euros pelo avançado de 32 anos, que assim termina uma curta aventura pela Turquia, onde esteve uma época e meia. Se para algumas pessoas este regresso foi uma surpresa, para outras a má vontade de Rafa em jogar pelo Besiktas nos últimos tempos já fazia antever que o regresso ao Benfica poderia ser uma realidade. Mas o que ainda pode dar Rafa a esta equipa nesta fase da época? É que a meu ver Rafa já chega um pouco tarde, pelo menos no contexto atual do clube, onde pouco ou nada há a conquistar. Tivesse vindo logo no início na abertura do mercado de inverno, e teria dado muito jeito nas eliminatórias da Taça da Liga e da Taça de Portugal. E depois fica outra questão no ar. E se o seu regresso tivesse acontecido no início desta época? Que Benfica teríamos com um jogador deste calibre, num clube onde esteve oito anos e foi três vezes campeão nacional? Só que os "se's" desta vida não ganham jogos e a realidade é que Rafa chega num momento em que o Benfica está a 10 pontos da liderança do campeonato, mas conseguiu um apuramento milagroso para o play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. E aí Rafa poderá ser muito útil, pois já poderá ajudar a equipa nessa fase da competição.

Rui Alves Maria · 3 min de leitura
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Opinião

A Odisseia de José Mourinho: ainda é possível?

Há noites que não são apenas vitórias; são afirmações. Na quarta-feira à noite, na Luz, o Benfica viveu uma dessas raras ocasiões em que a história se escreve a vermelho e branco, com emoção, coragem e ambição. Frente ao Real Madrid, o Benfica venceu por 4-2, num jogo épico, intenso, jogado olhos nos olhos com um colosso europeu e selado perto do fim com o golo de Turbin. Uma vitória histórica, que garantiu o apuramento para os playoffs da Champions League e que não pode, nem deve, ser ignorada. Não foi apenas um bom resultado; foi uma noite à Benfica, daquelas que lembram a Europa quem este clube é. Ainda assim, depois da euforia, impõe-se a lucidez. Estamos no final de janeiro e o balanço da época continua a ser exigente. O Benfica já caiu na Taça da Liga e na Taça de Portugal, ficando pelo caminho em duas competições onde tinha obrigação de discutir o título. No campeonato, a margem de erro esgotou se cedo, fruto de demasiados pontos perdidos numa fase inicial que continua a pesar na classificação. A desvantagem existe e não desaparece com uma grande noite europeia, por muito simbólica que ela seja.

João Francisco Gomes · 3 min de leitura
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Benfica

Trubin, Schjelderup e Pavlidis, os pastorinhos do milagre no Estádio da Luz | Benfica

Entidade divina, mera obra do destino, coincidências ou o alinhamento de Vénus com Plutão. Cada um atribuirá a algo ou alguém diferente a responsabilidade pela operacionalização dos milagres e do que parece sobrenatural. Foi, precisamente, uma obra miraculosa o que se passou no Estádio da Luz e permitiu ao Benfica não só vergar o Real Madrid na Champions League, como também garantir, no roteiro mais inacreditável possível, a qualificação para os playoffs. É comum, em conversas com amigos, a criação de cenários imaginários relacionados ao desporto mais bonito. “Puto, imagina que a tua equipa estava com zero pontos a meio do percurso na Champions League, de algum modo conseguia uma réstia de esperança no apuramento. Para isso, é preciso vencer o clube que mais troféus já levantou e esperar que os outros jogos ajudem. Aos 90 minutos, todos os outros jogos estão a acabar e reparas que falta um golo para seres feliz, mesmo estando a vencer por 3-2. O teu guarda-redes, que perdia tempo há uns segundos, sobe para a área e, no último lance do jogo, marca o golo do apuramento em casa, perante os próprios adeptos”. Pois, foi isso que aconteceu. Os deuses do futebol estiveram do lado de Benfica.

Diogo Ribeiro · 8 min de leitura
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