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Futebol Nacional

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Opinião

Pressão organizada, ajustes táticos e Vangelis Pavlidis: as chaves da vitória do Benfica perante o Moreirense

O Benfica chegava a Moreira de Cónegos no melhor momento da temporada, tendo em conta as últimas exibições e resultados. Depois das palavras fortes de José Mourinho para com a equipa no encontro frente ao Atlético CP, os encarnados derrotaram Ajax e Nacional, empataram com o Sporting - tendo sido, no cômputo geral, superiores aos leões - e voltaram a triunfar na Champions League, desta vez frente ao Nápoles. O Moreirense, por sua vez, depois de um início de temporada com um registo superlativo nos jogos em casa, somando vitórias nos primeiros quatro encontros disputados no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, vinha de dois empates frente a Estoril e Famalicão. No que toca às escolhas dos dois treinadores, não houve grandes surpresas. Do lado dos cónegos, Alanzinho, um dos jogadores mais influentes da manobra ofensiva do Moreirense, viu o quinto cartão amarelo na última jornada e não esteve disponível, sendo substituído por Benny. Já no Benfica, e depois da titularidade de Franjo Ivanovic no último jogo, era expectável que Vangelis Pavlidis voltasse ao onze inicial da equipa encarnada.

Rodrigo Lima · 8 min de leitura
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Liga 3

O poder da tomada de decisão | Belenenses 1-1 Académica

O sol desvanecia à medida que o início do jogo se aproximava. A escuridão e o frio apareciam. Adeptos de Belenenses e Académica não tinham outro remédio senão cantar para aquecer um pouco mais o ambiente e as próprias vozes, e dois gigantes do nosso futebol, outrora mais acordados, prometiam brilho a um Estádio do Restelo que, por si só, já é espetacular. Vivia-se ambiente de clássico no jogo grande da jornada 13 da Liga 3. O empate a uma bola garantiu à Académica subir à terceira posição, aproveitando a derrota do Caldas frente ao 1.º Dezembro, ainda que ficando com apenas mais um ponto do que o Amora, que está, para já, fora de zona de qualificação para o grupo de promoção. O Belenenses sabia que se iria manter no primeiro lugar, praticamente qualificado para a disputa por uma vaga na Segunda Liga, embora tenha visto a vantagem para o Mafra ser reduzida a três pontos. Uma vez mais, tal como já referi em várias crónicas de jogos da Liga 3, a partida foi decidida nos detalhes. Este é um campeonato recheado de emoção e, quando os intervenientes são dois clubes com um passado tão glorioso no futebol português, podemos esperar que tudo aconteça. Como referido pelo mister António Barbosa, este pode até não ter sido um dos jogos mais empolgantes para o adepto-comum. De facto, não o foi. Mas, num futebol cada vez mais evoluído, apoiado por tantas ferramentas de observação, é complicado equipas com qualidade individual tão idênticas sobressaírem. Surge aí a necessidade da criatividade do jogador, cuja tomada de decisão é tão fundamental para desbloquear e fazer mexer as estruturas adversárias e, consequentemente, o marcador.

Manuel Brito Henriques · 9 min de leitura
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