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Primeira Liga

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Sporting

O apogeu do ‘tiki-taska’ | Sporting 4-0 Rio Ave

A poucos dias de terminar 2025, um ano que marcou a conquista do (bi)campeonato e da Taça de Portugal por parte do Sporting, os leões fizeram de tudo para honrar e dignificar tempos que dificilmente os sportinguistas esquecerão. Foi pelos pés, pela cabeça e pelo peito de Luís Suárez, o sucessor de uma das figuras mais marcantes dos títulos previamente mencionados, que a equipa de Rui Borges acabou o ano em grande. O 4-0 diante do Rio Ave não só espelhou a qualidade do ataque organizado da formação leonina, como deixou o Benfica cada vez mais isolado na terceira posição e, apesar das fragilidades já bem conhecidas do AVS SAD, permite pressionar o FC Porto na luta pela primeira posição. Tendo em conta o jogo da 16.ª jornada do campeonato, para além de ser imperial realçar o desempenho exemplar de Luís Suárez, que marcou um hattrick, é também impossível ignorar e dissociar esta época do ano tão nostálgica. Importa fazer um balanço e dar nota do Sporting de Rui Borges no início de 2025 e no final deste mesmo ano. Acredito que, mais do que os troféus conquistados, importa analisar o modo e forma de jogar da equipa nestes últimos 12 meses.

Manuel Brito Henriques · 5 min de leitura
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Opinião

A mobilidade do Braga que criou problemas ao Benfica e a importância de Georgiy Sudakov e Fredrik Aursnes na reação das águias

Braga e Benfica protagonizaram um dos jogos mais emocionantes desta temporada na Primeira Liga. As duas equipas empataram a duas bolas, no Estádio Municipal de Braga, num encontro de emoções fortes, a contar para a 16.ª jornada do campeonato. No plano tático, José Mourinho voltou a contar com Leandro Barreiro e lançou o médio luxemburguês no onze inicial depois de dois jogos de ausência por lesão. Tendo em conta o modelo de jogo recente adotado pelo técnico do Benfica, muito por força da ausência de jogadores com um perfil mais desequilibrador, a equipa encarnada passou a privilegiar o processo ofensivo com muitos jogadores pelo corredor central. Aursnes, Sudakov e Leandro Barreiro surgiam próximos, apoiados ainda por Enzo Barrenechea e Richard Ríos. Perante esta concentração de jogadores numa zona tão nevrálgica e importante para a equipa do Braga, Carlos Vicens voltou a recorrer a várias das dinâmicas já utilizadas frente ao FC Porto, tanto na estrutura da equipa como nas escolhas para o onze inicial. Pau Víctor foi novamente titular e teve um papel fundamental. Os primeiros 30 minutos do Braga foram de clara imposição sobre o Benfica, com a equipa minhota instalada em grande parte no meio-campo adversário. Tal como no Estádio do Dragão, Pau Víctor assumiu um papel híbrido, descendo frequentemente no terreno para reforçar o corredor central e funcionar como um quarto ou quinto médio na saída desde trás. Este posicionamento não só criou superioridades num espaço-chave do jogo, como também levantou dúvidas nas referências defensivas do Benfica. Se Otamendi acabasse por ser atraído, o Braga encontrava espaço para explorar a profundidade, através de bolas longas para possíveis ataques ao espaço de Ricardo Horta ou Leonardo Lelo.

Rodrigo Lima · 7 min de leitura
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