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Recordar é Viver

65 artigos

Recordar é Viver

Recordar é Viver | Ricardo Quaresma, o “Mustang” das curvas mágicas

Nasceu numa realidade completamente adversa para alguém que sonhava ser jogador profissional de futebol. Ricardo Andrade Quaresma Bernardo começou a dar os primeiros passos no mundo do desporto em cima, de um par de patins…  Sim, é verdade, o “Mustang Português”, como sempre foi carinhosamente apelidado, conciliava os treinos e os jogos de hóquei do Campo de Ourique (CACO) com a arte de jogar futebol, na altura no Domingos Sávio. 

Bernardo Santos · 5 min de leitura
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Yu Dabao | Marketing ou promessa falhada?

O investimento chinês no futebol luso é uma realidade bem vincada dos últimos anos, mais pelos ecos do Oriental Dragon a competir nas divisões inferiores que pela proveniência do patrocinador da Segunda Liga. A Ledman assinava em 2016 um contrato até 2019 com valores mais relevantes que nos 15 anos anteriores; Pedro Proença, fechando-se em copas quanto às condições, dizia apenas que, seis meses antes, quando assumira o cargo, a “insolvência” da competição era uma hipótese real. Luis Aguilar, num artigo replicado tanto pelo Sindicato dos Jogadores como pelo canal americano da Chinese Global Television Network, desvendava o mistério: além dum valor a rondar os 4 milhões/ano, dez jogadores chineses eram transferidos em todas as pré-épocas para clubes da competição, que servia como laboratório de desenvolvimento.

Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
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Recordar é Viver | Eden Hazard, o último grande fantasista

Drible, capacidade técnica, rapidez, ousadia, finalização… Pela descrição, é fácil perceber que estamos a falar de um grande jogador, alguém capaz de pautar o jogo ao seu próprio ritmo, fazendo uso das suas capacidades para bater os rivais e levar a sua equipa a bom porto. Podíamos provavelmente enumerar uma mão cheia de jogadores que cabiam neste perfil, mas se queremos encontrar alguém que o faça com a distinção de ter sido um dos melhores jogadores de sempre a cumprir estes requisitos, esse alguém é Eden Hazard. Muitas vezes falamos de jogadores que foram tocados por Deus, numa plena harmonia entre a sua qualidade e aquilo que dava de facto ao jogo, e Eden Hazard era um desses seres fantásticos que, por qualquer razão, trazia a mensagem divina ao seio do comum dos mortais.

Bernardo Santos · 3 min de leitura
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Ronaldinho Gaúcho | A definição de 10

Ronaldo de Assis Moreira – conhecido pelo mundo por Ronaldinho Gaúcho - foi um dos mais espetaculares jogadores de futebol que eu tive o privilégio de acompanhar. Aos 7 anos, O Rei dos Rolés deu os primeiros passos no desporto-rei ao ingressar na academia do Grêmio de Porto Alegre, no Brasil. Começou a destacar-se desde cedo, nas camadas jovens do clube brasileiro. Ganhou o campeonato nacional de sub-17 tendo sido apontado como principal responsável por essa conquista e tornando-se num das maiores promessas do futebol brasileiro.

Rafael Velho · 3 min de leitura
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Recordar é Viver | Adriano, o Imperador que não chegou a ser Rei

Todos nós temos um jogador que nos vem à memória cada vez que falamos do passado, em conversas com amigos ou debates futebolísticos de café. Sempre que falo sobre os “old days” do futebol, vêm sempre à baila nomes como Ronaldo, Pato ou Quaresma que, por algumas razões, nunca cumpriram na perfeição o potencial que tinham.  No entanto, na minha cabeça existe sempre um só nome, bem acima de todos os outros, que casava na perfeição todos os atributos que um avançado moderno devia ter: potência, técnica, rapidez, frieza, precisão e classe. 

Bernardo Santos · 3 min de leitura
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Dennis Bergkamp | Voar, só dentro de campo

Bergkamp tem fobia de viajar de avião, mas com uma bola nos pés era ele que causava o pânico. Todos nós que gostamos de futebol temos os nossos ídolos, e eu não fujo à regra. Desde que comecei a acompanhar mais a sério o desporto rei, por volta dos meus 12 anos, posso afirmar que alguns jogadores ficaram para sempre arquivados na minha memória. Um deles foi Dennis Bergkamp, o ex-craque neerlandês que espalhou todo o seu talento durante 20 anos em três clubes diferentes, Ajax, Inter Milão e Arsenal.

Rui Alves Maria · 3 min de leitura
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Recordar é viver | Jay-Jay Okocha: flair nigeriano

Flair é uma palavra inglesa que significa talento, dom ou aptidão natural. No futebol, essa palavra é frequentemente aplicada para descrever a capacidade de jogar com estilo e elegância, sem esquecer o objetivo primordial do jogo. É também a palavra que surge na cabeça de inúmeros adeptos quando se fala de Jay-Jay Okocha, médio ofensivo nigeriano que espalhou classe pelos relvados nos anos 90 e na primeira década do novo século. Augustine Azuka Okocha nasceu a 14 de agosto de 1973 em Enugu, na Nigéria, cidade onde começou a sua carreira futebolística ao serviço do Rangers International FC (equipa que é atualmente campeã nigeriana). Em 1990, partiu para a Europa, onde viria a estabelecer-se como uma das figuras mais brilhantes da história do futebol africano.

João Pedro Santos · 2 min de leitura
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Recordar é Viver | Dimitar Berbatov, classe e elegância de mãos dadas

A Bulgária não é, por tradição, um país que dê muitos craques de craveira mundial à esfera do futebol de alto nível. Quando o nome deste país nos vem à cabeça, pensamos naturalmente em Balakov, por todo o trajeto que realizou ao serviço do Sporting, e em Stoichkov, por tudo aquilo que deu ao mundo do futebol, essencialmente ao serviço do Barcelona, onde conquistou a Bola de Ouro.  No entanto, quando ouço falar da Bulgária, só consigo pensar num nome apenas, o de Dimitar Berbatov, mítico avançado que fez carreira sobretudo em Inglaterra, ao serviço de Tottenham, Manchester United e Fulham, mas também com passagens por clubes como o Bayer Leverkusen e o Mónaco. Mas quem era, na verdade, Berbatov?

Bernardo Santos · 3 min de leitura
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Recordar é Viver | Ben Arfa, a arte do futebol de rua em estado puro!

Decorria o ano de 2004, e o Lyon via nascer aquela que prometia ser uma das grandes pérolas do futuro do futebol francês e mundial. De origem tunisina, mas com raízes francesas profundas, o jovem Hatem Ben Arfa procurava aos poucos o seu espaço no grande clube francês. Dono de um pé esquerdo fabuloso, aliado à sua rapidez de execução, drible fácil e uma velocidade desconcertante, Ben Arfa é um dos últimos exemplos de jogador que trazia para dentro do campo a “ginga” do futebol de rua e a arte do joga bonito que empolgava tudo e todos. 

Bernardo Santos · 2 min de leitura
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Sven (1948-2024)

Sven-Goran Eriksson já fora campeão da UEFA pelo IFK Gotemburgo, finalista da mesma competição e da Taça dos Campeões pelo Benfica, dominado os dois países e depois tentado o melhor futebol do mundo, o Calcio, onde levara a Fiorentina à Europa e reconstruído a Roma para fazer frente à Juventus de Platini e Boniek, perdendo o campeonato por quatro pontos. Em 1992, depois de ficar a uma vitória de nova final dos Campeões pelo Benfica, que só não se concretizou porque o Barça de Cruyff veio à Luz empatar a zero, Eriksson percebera que já não era possível evoluir mais no paraíso português.

Pedro Cantoneiro · 4 min de leitura
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Recordar é Viver | O “nosso” Euro 2004

Portugal vivia tempos de mudança em 2004. Dias antes do Euro começar, nos corredores do poder da capital belga, centro de decisões da Europa que recentemente passara a ser dos 25, decidia-se que Durão Barroso - o então primeiro-ministro de Portugal - seria o seguinte Presidente da Comissão Europeia. O chamado eixo franco-alemão escolhia o político português para presidir aos destinos da União Europeia (UE) em vésperas do alargamento a leste e a dez novos países, em detrimento do inglês e não consensual Tony Blair, ou dos chefes de governo de outras pequenas nações da UE.

Raul Saraiva · 8 min de leitura
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Recordar é Viver | Chéquia no Euro 2004

A Chéquia vai ser o primeiro adversário de Portugal no Euro 2024. Há 20 anos, a seleção da “ainda” República Checa veio a Portugal fazer a sua segunda melhor prestação num grande torneio após a dissolução da Checoslováquia (apenas aquém da edição de 1996, onde foi finalista vencida). O sorteio da fase final, realizado a 30 de novembro de 2003, não fazia antever facilidades para os comandados de Karel Brückner: no grupo D, seriam adversários da vice-campeã do mundo Alemanha e dos Países Baixos, crónico candidato que tentava repetir a glória de 1988. O oponente mais acessível era o do primeiro jogo, a estreante Letónia. No Municipal de Aveiro, e contra todos os prognósticos, foi a equipa do Báltico que se adiantou no marcador, nos descontos do primeiro tempo. O caudal ofensivo e o número de oportunidades de golo eram claramente superiores para o lado checo e a reviravolta aconteceu naturalmente, com o resultado a estabelecer-se em 2-1.

João Pedro Santos · 3 min de leitura
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Recordar é Viver | 20 anos da conquista do FC Porto em Gelsenkirchen

26 de maio de 2004, o dia que ficou marcado na história do FC Porto e de todos os portistas. Os dragões venceram a Liga dos Campeões pela segunda vez na história depois de derrotarem o Mónaco por 3-0 na final. Mas para perceber como tudo se sucedeu, temos de perceber como tudo começou. O FC Porto havia vencido a Taça UEFA na época transata, o que lhe valeu o bilhete para disputar a Supertaça Europeia, onde saíram derrotados pelo AC Milan. Já o sorteio da fase de grupos ditou que o FC Porto iria jogar com o Partizan, o Marselha e o Real Madrid.

Gonçalo Augusto · 5 min de leitura
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Recordar é Viver | O Valência de Hector Cúper

Acabará por ser cómico, quando olharmos para trás e vermos, na segunda década do novo milénio, as contradições existentes entre a imensa influência de Guardiola no desenvolvimento do jogo, com todas as equipas a competirem incessantemente na busca pelo mais apurado sentido estético, que de algum modo se fixou em pressupostos fáceis de entender, por muito que exista a tentação de tornar a receita complexa: o passe curto e a ocupação eficiente do espaço, e a conservação estoica dum legado anacrónico sob assinatura de Diego Simeone. O ‘Cholismo’, cercado pelo revivalismo holandês, sobreviveu como último reduto do anti-fútbol e sua mais avançada expressão, com todo o sucesso que se conhece, tornando e mantendo o Atlético como terceira grande potência da La Liga. Antes, já Héctor Cúper tinha sido fiel a esses ideais para levar o Valência a duas finais de Liga dos Campeões seguidas, apoiando-se nos mesmos entendimentos de como o jogo deve ser jogado – a disciplina, a agressividade e o pragmatismo enquanto pilares do sistema. Mendieta poderia elevar a nota artística e tornar o futebol mais sexy, mas Cúper é o elo anterior a Simeone na cronologia dessa tradição, como o Valência 1999-2001 o é do Atlético da década passada.

Pedro Cantoneiro · 6 min de leitura
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Recordar é Viver: FC Porto de André Villas-Boas

Muitos se perguntam como será o FC Porto agora com André Villas-Boas como presidente, mas e como é que foi o FC Porto de André Villas-Boas como treinador. É isso que vamos relembrar e recordar. Aos 32 anos, com 16 de experiência como coordenador e observador técnico, o agora presidente dos dragões sentiu que era tempo de dar um passo em frente no que diz respeito ao profissional que é. Na época de 2009/10 iniciou a carreira como treinador principal, na Académica.

Gonçalo Augusto · 4 min de leitura
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Portugal Campeão Europeu de Sub-17 em 2003 | Recordar é Viver

Na antecâmara daquilo que viria a ser o Euro 2004, a UEFA atribuiu também a organização do Euro sub-17 de 2003 a Portugal, competição essa que a seleção das Quinas viria a vencer e ficaria marcada na história de todos os portugueses. Já lá vão 21 anos desde a conquista do campeonato europeu de sub-17. No dia 17 de maio de 2003, no Estádio do Fontelo, em Viseu, a seleção portuguesa levantou o troféu, após derrotar a seleção espanhola por 2-1.

Gonçalo Augusto · 2 min de leitura
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Recordar é viver | O brilho do principado do Mónaco 16/17

A Association Sportive Monaco foi fundada a 23 de agosto de 1924. Praticamente 100 anos depois, o seu palmarés inclui oito títulos da Ligue 1, cinco Taças de França, uma Taça da Liga e duas Supertaças de França. O título mais recente deste lote foi conquistado em 2016/17, época em que o Mónaco encantou a Europa do futebol. Leonardo Jardim era o líder de uma equipa técnica maioritariamente portuguesa e contava com um plantel invejável, que juntava de forma equilibrada experiência e juventude. Nomes de reconhecida qualidade como Fabinho, João Moutinho, Thomas Lemar, Falcão, Benjamin Mendy, Bernardo Silva e um tal de Kylian Mbappé, com apenas 18 anos, justificavam a confiança dos adeptos e a crença num título do campeonato francês que escapava há 17 anos.

João Pedro Santos · 2 min de leitura
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