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Rafael Bracali é atualmente diretor desportivo do Ararat-Arménia e conversou com o Bola na Rede durante o Portugal Football Summit.
Rafael Bracali esteve à conversa com o Bola na Rede no Portugal Football Summit, evento que decorreu na Cidade do Futebol entre os dias 23 e 25 de setembro de 2026. Nesta entrevista exclusiva, foi abordada como está a ser a experiência no Ararat-Arménia, clube onde é atualmente diretor-desportivo.
Falou-se de objetivos nacionais e internacionais, contratação do treinador Manuel Tulipa e o encontro com o Torreense na Europa League. Além disso, comentou a situação do Boavista e terminou com a sua opinião sobre a Seleção de Portugal e a de Brasil.
Vale a pena destacar que esta entrevista aconteceu antes de Portugal e Brasil terem feito qualquer jogo nesta pausa internacional.
Bola na RedeAtualmente é diretor-desportivo do Ararat-Arménia. Como está a correr a experiência?
Rafael Bracali: Eu já estou lá há quase duas temporadas, há quase dois anos. Tem corrido bem. Na época passada, nós fomos campeões nacionais, depois de cinco anos em que o clube não conquistava o título. Neste ano, já no início, tivemos sucesso também porque conseguimos uma qualificação europeia em que o clube nunca tinha estado na fase de grupos das competições europeias. Entrámos na Europa League e na Arménia nenhuma equipa ainda tinha entrado na fase de grupos da Europa League, apenas na Conference League. Por isso também fizemos história no clube e no país.
Bola na RedeFalharam a qualificação para a Champions League, mas foram à Europa League. Quais são os objetivos para esta época, tendo em conta que já fizeram história?
Rafael Bracali: Estivemos próximos de jogar o play-off da Champions League e perdemos a eliminatória nos últimos cinco minutos, mas o objetivo passa novamente por ser campeão nacional e, óbvio, na Europa também, de alguma forma, dar o nosso melhor e conquistar o maior número de pontos possíveis. Valorizar o clube, o crescimento do clube, valorizar jogadores. Esse é o nosso objetivo hoje em contexto europeu.
Bola na RedeO Ararat-Arménia também vai jogar contra o Torreense. Que perspetivas tem para esse jogo?
Rafael Bracali: A mesma que nós temos para todos os jogos, tentar ganhar os jogos sempre, todos os jogos em que a gente participa. É uma experiência agradável voltar a Portugal hoje na função de diretor desportivo também. E por aquilo que tem sido o nosso mercado, aquilo que tem sido o nosso recrutamento, que boa parte dele é feito na segunda liga portuguesa, também é importante jogarmos com uma equipa da segunda liga portuguesa e também comparar em que nível nós estamos.
Bola na RedeComo tem sido trabalhar com o treinador Manuel Tulipa?
Rafael Bracali: Normal, bom trabalho. Quando recrutámos o Tulipa há um ano e meio, já sabíamos o perfil do treinador que nós queríamos, daquilo que nós desejávamos para voltarmos a ser campeões, para desenvolver jogadores também. Por isso estávamos bem identificados com aquilo que era o perfil do treinador que nós queríamos e ele se enquadrava nesse perfil. Prova disso é que ganhou o campeonato e também fez história agora em competições europeias.

Bola na RedeFalando um pouco na tua carreira como jogador, é inevitável falar sobre o Boavista, clube onde passaste vários anos. Como olhas para essa experiência?
Rafael Bracali: Foram cinco anos como jogador, depois mais um ano e meio como diretor desportivo. Tive a possibilidade de fazer a transição de funções ainda no Boavista. Hoje dói, é duro ver a situação atual do clube. Esperar que num futuro próximo o Boavista possa no mínimo voltar a competir, porque é isso que um grande clube como o Boavista merece, aquilo que a sua massa adepta merece também. Por isso é aguardar em que as próximas notícias possam ser positivas.
Bola na RedeEstamos aqui na Cidade do Futebol. Qual é a sua opinião sobre as seleções de Portugal e a de Brasil?
Rafael Bracali: Eu acho que a seleção nacional portuguesa está no bom caminho. Acho que agora com a entrada do JJ, do Jorge Jesus também, é um grande treinador. Já deu provas disso nos clubes e acho que traz também com ele essa parte emocional, país, pessoal. E acho que isso ajuda muito naquilo que é o contexto nacional, naquilo que é a identidade do país, que comparado ao Brasil hoje eu acho que é o que nós não temos. O Brasil hoje não tem na seleção brasileira, eu acho, jogadores com o mesmo prazer de representar a seleção daquela geração que foi a geração vitoriosa nos outros anos. Muitos deles através das próprias entrevistas nós já conseguimos perceber que citam muitas vezes ‘dificuldade de ter que ir ao Brasil, de ter que ir à Bolívia, viajar tantas horas para jogar’. E acho que quando colocas o teu objetivo pessoal à frente de uma seleção brasileira, ou seja, a viagem, ou seja, a parte financeira, é que realmente não estás preparado para representar o teu país. E hoje, daquilo que eu tenho visto, daquilo que é um discurso para fora, a sensação que o brasileiro tem hoje é que os jogadores da seleção não estão com prazer em ir lá, que na cabeça dele é um sacrifício e não um prazer representar a seleção brasileira. Por isso é a grande dificuldade hoje do Brasil em ter grandes seleções passa primeiro pela mentalidade dos jogadores.













