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Rio Ave e SC Braga protagonizam empate frenético a seis bolas

Diogo Ferreira · 3 min

Jogadores Futsal Rio Ave
Foto: Duarte Rêgo / Bola na Rede

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O Pavilhão de Desportos de Vila do Conde assistiu a um espetáculo eletrizante entre o Rio Ave e o Braga, a contar para a terceira jornada da Primeira Liga de Futsal. O Braga precisou de menos de um minuto para inaugurar o marcador, graças a um golo madrugador de Tiago Sousa. Contudo, a reação vilacondense foi imediata e implacável: Martim Castela respondeu em segundos e, em menos de cinco minutos, a equipa da casa já liderava por três a um, cortesia de Miguel Ângelo e Serginho. Rúben Freire assinou o quatro a um e, apesar de Peixinho ter reduzido num livre direto, Rúben Freire bisou para fixar a “chapa cinco” (cinco a dois) com que se chegou ao descanso.

A segunda parte trouxe um cenário completamente distinto. O SC Braga entrou pressionante e fez o cinco a três por Peixinho, que também bisou. A expulsão de Miguel Ângelo deixou o Rio Ave reduzido a quatro elementos durante dois minutos, mas a equipa aguentou o sufoco. Aos 31 minutos, um contra-ataque rápido permitiu a Martín Dorda ampliar para seis a três, devolvendo conforto à formação da casa.

Contudo, a ponta final dos minhotos foi avassaladora. Com Léo Souza ativo no cinco para quatro, Ángel Claudino assumiu o protagonismo e faturou por duas ocasiões para encostar o resultado (seis a cinco). Logo de seguida, num lance caricato em que um alívio de Dinis ressaltou na perna de Tiago Brito, os arsenalistas garantiram a igualdade a seis bolas. Os últimos instantes foram impróprios para cardíacos, com oportunidades flagrantes para ambos os lados, mas o resultado não sofreu mais alterações.

A FIGURA – Peixinho (SC Braga) – Foi uma das peças fundamentais na recuperação épica da formação minhota. O jogador apontou o segundo golo através de um livre direto na primeira parte e fez o cinco a três no arranque da segunda metade, bisando na partida e mantendo viva a esperança arsenalista quando o marcador era francamente desfavorável.  

O FORA DE JOGO – Simão Nogueira (SC Braga) – Numa noite em que os arsenalistas sofreram seis golos, revelou dificuldades no acompanhamento defensivo das rápidas transições do Rio Ave, especialmente na primeira metade do encontro. Além disso, cometeu uma falta sobre Martín Dorda que lhe valeu um cartão amarelo numa fase de grande nervosismo da equipa.  

ANÁLISE RIO AVE – A equipa de Bruno Guimarães entrou praticamente a perder, mas protagonizou uns primeiros 10 minutos demolidores, aproveitando na perfeição o risco do adversário e a subida do guarda-redes arsenalista. Na segunda parte, o caso mudou de figura: a equipa recuou as suas linhas, sentiu enormes dificuldades na saída para o ataque e sofreu com a pressão visitante. A expulsão escusada de Miguel Ângelo complicou ainda mais a tarefa. Apesar de terem dilatado a vantagem para seis a três, revelaram incapacidade para gerir a pressão no cinco para quatro minhoto e cederam um empate que castiga os erros na ponta final.

Equipa inicial do Rio Ave: Dinis, Moreira, Miguel Ângelo, Cigano e Serginho.

ANÁLISE SC BRAGA – Entrou a marcar, mas permitiu uma reviravolta expressiva devido à ineficácia nos remates e aos erros originados pelo excesso de risco com o guarda-redes subido, permitindo as rápidas transições contrárias. Na etapa complementar, os minhotos foram uma equipa transfigurada: pressionaram, utilizaram todo o campo, sobreviveram à desvantagem de seis a três e operaram uma recuperação notável nos últimos minutos. O guarda-redes subido da primeira parte tinha mudado totalmente a visão de jogo e melhorou a sua maneira de arriscar, deu frutos. Com a pontaria afinada de Ángel Claudino, o empate acaba por premiar a resiliência minhota.

Equipa inicial do SC Braga: Léo Souza, Tiago Sousa, Mamadú Turé, Luís Fernandes e Daniel Airoso.

Diogo Ferreira

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