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Abel Ferreira apelidado de “português de merd*” e admite que pode processar diretor do São Paulo

Diogo Lagos Reis · 3 min

Abel Ferreira SE Palmeiras
Foto: SE Palmeiras

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Abel Ferreira foi insultado por Carlos Belmonte, diretor para o futebol do São Paulo. O técnico português reagiu ao acontecimento.

O Palmeiras 1-0 São Paulo, da semana passada, teve uma polémica com Abel Ferreira metido ao barulho. No final da partida, Carlos Belmonte, diretor para o futebol do São Paulo, insultou Abel Ferreira como «português de merd*», classificado como um ataque de xenofobia aos olhos de muitos, inclusive do Palmeiras.

Neste sábado, Abel Ferreira reagiu a esse episódio, começando por separar o clube São Paulo do indivíduo em questão: «A instituição São Paulo merece todo o respeito e não vou dizer muito mais do que isso, porque o futebol brasileiro e os clubes brasileiros são muito maiores do que cada um de nós, são muito maiores do que nosso ego».

De seguida, Abel Ferreira admitiu a possibilidade de processar Belmonte, afirmando que «há limites para tudo»: «Em 90 minutos eu sou intenso, quero que minha equipa ganhe, mas fora disso o meu coração é como o coração de mãe, perdoa tudo e cabe sempre mais um. Mas há limites. Não sei se vou processar. Há limites para tudo e na altura certa vocês saberão».

Abel Ferreira completou com o seguinte: «Vocês encontram bem os meus defeitos, se falarem com a minha mulher é fácil. Mas procuro dar o melhor que sei. O resto deixo para vocês, todas essas declarações, comentários, desde que cheguei, eles são públicos, é muito fácil de ver. Quero viver minha vida com lado positivo, com intensidade, com as pessoas que eu gosto e no meu trabalho olhar as pessoas de frente e sei: não sou perfeito. Mas como não gosto de fugir às questões, acho que não vale combater ódio com ódio».

Além disso, o presidente do São Paulo, Julio Casares, tinha referido que Abel Ferreira «apitou» a respetiva partida: «Já fui punido, castigado e cumpri por isso. Este ano só vi um amarelo, nem nos treinos eu apito, é o João Martins. Ninguém quis saber que aos 94 minutos, numa final, houve um canto claro a nosso favor e o árbitro não viu. Eu sou humano, tenho emoções e no calor do jogo… Eu entendo essas emoções».

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Diogo Lagos Reis

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