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Abel Ferreira fala da renovação e da emoção após o apuramento do Palmeiras para a final da Taça Libertadores: «Chorei e estou a chorar agora»

Mário Cagica Oliveira · 2 min

Abel Ferreira Palmeiras
Foto: Palmeiras

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Abel Ferreira não escondeu a emoção com o apuramento épico do Palmeiras para a final da Taça Libertadores. O técnico enalteceu a vitória da sua equipa.

Abel Ferreira fez a análise do triunfo do Palmeiras frente ao LDU Quito por 4-0, que garantiu o acesso da equipa brasileira à final da Taça Libertadores:

«Ainda não consigo desfrutar das vitórias. Penso que, todos os dias, tenho de provar que mereço o lugar onde estou. Não consigo simplesmente pensar que não tenho de provar nada a ninguém — sinto que tenho de demonstrar, todos os dias, que mereço estar aqui. Não sei se vou ser capaz de continuar a conquistar este tipo de vitórias, porque o futebol é feito de ganhar, perder e empatar. Talvez por isso seja um mau perdedor. Quanto ao jogo, sinto um grande alívio. Quero agradecer às pessoas que estão comigo. Gostava de poder abraçar a minha filha, que neste momento não está comigo — está em Portugal. Família, para mim, é base de tudo. Eu chorei e estou a chorar agora, não gosto de mostrar minha parte fraca. Mas é isso mesmo, é um alívio. É isso que eu tenho para vos dizer, é um alívio», afirmou o técnico português.

Abel Ferreira falou também do seu estado espírito e da possível renovação pelo Palmeiras:

«Não preciso de assinar contrato — a Leila sabe o que quero. Fiquei muito magoado com o que ouvi de uma parte dos adeptos, não estava à espera. Por isso digo à Leila: não vale a pena assinar, porque não vou continuar se não houver condições para isso. Já houve clubes que me contactaram de vários lados. É difícil estar no Brasil. Não por causa do clube, mas porque alguns jornalistas são muito duros, alguns até passam dos limites. Às vezes pergunto a mim próprio se é isto que quero continuar a fazer.
Olhando para o clube, para a estrutura — o Palmeiras, para mim, é um oásis. Não sei se vamos ganhar títulos ou não, mas a Leila sabe o que quero, e os jogadores sabem que gosto de os treinar. Já lá vão cinco anos, e eu pensava que seriam apenas cinco meses. Gosto de estar aqui
», rematou.

Mário Cagica Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos