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Acidente de Diogo Jota e André Silva sem responsabilidade criminal

Ricardo João Lopes · 1 min

Diogo Jota Portugal
Foto: Sporting CP

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A justiça espanhola determinou que não existiu qualquer responsabilidade criminal no acidente de Diogo Jota e André Silva.

A hustiça espanhola anunciou que o acidente que vitimou Diogo Jota e André Silva não teve qualquer responsabilidade criminal. Já existem conclusões da investigação que indicam que o pneu do Lamborghini no qual os irmãos seguiam rebentou, depois de uma ultrapassagem a alta velocidade.

O carro foi contra o separador central e acabou por causar um incêndio. Tudo aconteceu perto de Zamora, numa viagem na qual os atletas viajavam para Santander, no dia 3 de julho de 2025.

Diogo Jota tinha 28 anos e atuava no Liverpool. Já André Silva tinha 25 anos e representava no Liverpool.

Ricardo João Lopes

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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