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O Benfica recebeu este domingo o Gil Vicente no Estádio da Luz, às 18h00, em jogo a contar para a 6.ª jornada da Primeira Liga. As águias levaram a melhor sobre os gilistas e venceram por 3-1. Marco Silva analisa o duelo em conferência de imprensa.
«Um jogo difícil, que tornou-se ainda mais quando ficámos em desvantagem no marcador, mas uma vitória justíssima. Nem sempre vamos começar a liderar o resultado e hoje é um bom exemplo disso. Acima de tudo muito satisfeito pelo acreditar não só dos jogadores mas também do estádio. A partir dos 80 minutos, os adeptos sentiram que estávamos a tentar tudo e puxaram a equipa para a frente. Tivemos um ou outro momento para marcar antes do Gil mas na primeira vez que foram à nossa baliza fizeram golo. Num momento que nos pode acontecer, após uma boa reação e a ganhar uma bola, a decisão que tomamos a seguir é fundamental. Um bom golo do nosso adversário mas temos claramente de fazer melhor. De uma forma geral, os nossos timings de pressão não foram os melhores e senti a equipa um bocado pesada também. Sabíamos que o Gil Vicente punha muita gente na primeira fase de construção e muitas vezes o Pavlidis e o Prestianni estavam um pouco abertos demais. Não criaram muitas oportunidades claras mas conseguiram acalmar o jogo, porque é uma equipa que sabe o que está a fazer com bola e nós permitimos isso. Mas reagimos bem e criámos oportunidades mais que suficientes para estar a ganhar antes dos minutos finais. Esta (vitória) é daquelas que também têm que saber bem e não vai ser sempre de uma forma tão clara».
«Mudanças no onze inicial? Fiz só uma alteração e sinceramente acho que devia ter feito mais. Senti a equipa um pouco pesada, estava um calor difícil para as duas equipas e depois o peso de começar em desvantagem não ajudou. Nós é que decidimos colocar o jogo com o Moreirense naquela data por isso não nos podemos queixar sobre o calendário. Nunca se sabe como a equipa vai reagir mas optei por colocar só o Enzo, que tem vindo a jogar muito tempo, e sabia que estava em condição e que tem feito um bom trabalho. Sentiu-se mas quem veio do banco deu uma boa resposta. O João (Palhinha) com a sua capacidade empurrou a equipa para a frente e ajudou a ganhar duelos. Precisávamos dele fresco. O Freddy (Aursnes) um pouco mais cerebral, não tão profundo como o Leandro (Barreiro), com o Claudio (Echeverri) a entrar com um bom impacto e com os dois avançados. Os jogadores que entraram ajudaram bastante a equipa e isso para nós é importante. Demonstra que quem está no banco tem de ser decisivo no Benfica».
«Estreia de Echeverri? Foi importante, gostei. Acima de tudo agradou-me bastante porque ele precisa de mais tempo para estar connosco. A paragem de seleções será muito importante para ele, porque iremos ficar com poucos jogadores. Teremos um bom tempo para trabalhar e pô-lo ao melhor nível. Mas agradou-me bastante, entra num momento e para uma posição decisiva, em que tem de assumir e assumiu, não teve medo de procurar a bola, com várias tabelas à entrada da área. No momento da paragem para hidratação falei com ele e com o João sobre o próximo passo colocando o Jhon (Durán). Já o tínhamos preparado mas aproveitámos aquele momento para lhe dar indicações, porque íamos ficar com dois médios e ele seria o segundo médio, com o João, e ele mesmo nesse momento assumiu bem, mesmo sem bola. Foi pouco tempo mas gostei bastante. É um jogador criativo, que entre-linhas nos vai dar coisas muito boas e naquele momento precisávamos de um jogador com a criatividade do Claudio».
«Lugar de Prestianni no ataque do Benfica? É uma boa pergunta mas compete-nos a nós perceber aquilo que em cada momento de jogo é melhor para a equipa. O Prestianni está num momento de forma extraordinário. Lembro-me de alguns momentos na segunda parte, em que ele estava mais como interior direito, houve um longo período na primeira parte em que esteve encostado à direita. Depois podemos analisar onde é que ele está a render mais. É fácil falar, depois de mais um golaço, sobre tudo o que deu à equipa na esquerda, mas ele está num momento em que pode ajudar-nos por dentro, à esquerda, à direita… Os números mostram-nos que é à esquerda, não vou estar a em jogos, mas se estiver por dentro vai dar muito à equipa e na direita também. Estava super fatigado e eu geri-o: só jogou 60 minutos na última jornada. Mas deu tudo até ao fim e tem sido brilhante para nós. Continuar as indicações, caminhos e o carinho que precisa, sendo um jovem de 20 anos. Tem sido fundamental para nós e há que continuar a trabalhar forte, porque não será só o Prestianni, todos os outros também têm qualidade. Em relação à posição, não sei responder. Sei que tem rendido muito e bem à esquerda, mas se a equipa precisar dele com outro posicionamento ele estará pronto».
«’Coisas estranhas’ mencionadas por Francesco Farioli? Isso deixo para vocês analisarem. Ganhámos um jogo difícil por 3-1. Adorei a reação do público nos últimos 10 minutos, a forma como puxaram pela equipa, boa reação dos meus jogadores. Não foi brilhante. Isso deixa-me satisfeito, quanto ao resto não vou fazer uma análise, não me compete a mim. Se vocês notaram essas ‘coisas’ diferentes que analisem».
«Importância da vitória antes da visita ao Dragão? Era fundamental ganharmos porque íamos entrar numa semana de nove pontos e para nós era fundamental consegui-lo. Tínhamos Marítimo, Moreirense e Gil Vicente, teríamos de conseguir três em três (vitórias) e conseguimos de várias formas, em dois campos muito difíceis. O estado do relvado que eu me queixei um pouco é uma defesa do Benfica e dos meus jogadores. Se queremos falar e vender bem o nosso jogo, hoje em dia não faz sentido que o façamos em relvados que não têm condições. É um alerta para todas as equipas. Não é só para os clubes grandes, o Gil Vicente percebe-se que tem qualidade e tendo um bom relvado irá jogar melhor. O que virá será no domingo, mas antes disso temos o jogo da Liga Europa. Neste momento aquilo em que penso é como vou recuperar estes jogadores, como vou gerir a equipa e como será o onze e o plano para o jogo de quarta-feira».
«Jogo 100 na Primeira Liga e memória favorita no Benfica até agora? Não sei se é da idade, mas vou-me esquecendo de algumas coisas que foram acontecendo. Pode não ser uma boa resposta para vocês mas estou focado na vitória de hoje, que gostei muito. Estávamos em desvantagem, conseguimos igualar e ao intervalo pedi calma aos jogadores e que acreditassem e que se tivéssemos de arriscar íamos arriscar do banco. Deixa-me satisfeito porque conseguimos de uma forma diferente, a acreditar até aos últimos minutos. Em bom português, ‘com a carne toda no assador’, conseguimos chegar onde queríamos. Se virem onde acabámos, com Lukebakio, Prestianni, Claudio, Duran, Pavlidis, com muita gente com tração à frente e nunca perdemos o equilíbrio».












