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Álvaro Carreras: «Queremos sempre os três pontos»

Ricardo João Lopes · 1 min

Álvaro Carreras Ángel Di María Benfica Jogadores
Foto: Paulo Ladeira / Bola na Rede

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Jogador abordou o encontro entre o Rio Ave e o Benfica, relativo à vigésima sexta jornada da Primeira Liga.

Álvaro Carreras abordou o encontro entre o Rio Ave e o Benfica, relativo à vigésima sexta jornada da Primeira Liga.

Álvaro Carreras falou após o jogo entre o Rio Ave e o Benfica, que se disputou durante este domingo, num encontro da Primeira Liga. A partida terminou com um 3-2 para as águias:

«Sabemos que começámos muito bem, mas eles conseguiram colocar-se de novo no jogo. No final conseguimos ganhar e isso é o mais importante. Temos de continuar a trabalhar, com o tempo vão entrar todos os golos. Falta muito para a frente e queremos sempre os três pontos».

O lateral prometeu trabalho até ao fim:

«Focámo-nos em nós mesmos e vai depender de nós, de trabalharmos. Sabemos que depois vem a recompensa. Prometemos o mesmo de sempre aos adeptos, dar o nosso melhor e ganhar os três pontos».

Ricardo João Lopes

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Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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