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André Horta assina em definitivo com UD Almería

Diogo Moita · 1 min

André Horta Almería
Foto: Almería

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UD Almería aciona opção de compra de André Horta. O médio português assina um contrato válido para as próximas três temporadas.

O UD Almería exerceu a opção de compra para a contratação em definitivo de André Horta. O médio português assinou até 2029 e é a sétima contratação do clube espanhol esta temporada, que tem o objetivo de subir para a La Liga.

Na última temporada, o médio de 29 anos esteve emprestado ao emblema espanhol, proveniente do Braga, e fez 20 jogos. Em comunicado oficial, o clube mostra confiança no jogador: «O jogador de 29 anos passou a época passada emprestado à UD Almería, onde disputou 20 jogos. Embora as lesões o tenham impedido de desfrutar da continuidade que esperava, o clube tem total confiança na sua qualidade e experiência. Horta conta com uma extensa carreira futebolística em Portugal, na Grécia e nos Estados Unidos. Entre os seus feitos destacam-se a conquista da Liga Europa da UEFA e a participação na Liga dos Campeões da UEFA, o que sublinha o pedigree e a experiência que traz para o plantel dos Rijiblancos».

Diogo Moita

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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