André Villas-Boas não tem nos seus planos voltar a ser treinador, afirmando que está concentrado na liderança do FC Porto.
André Villas-Boas esteve presente no The Obi One Podcast, apresentado por John Obi Mikel, antigo médio do Chelsea. O presidente do FC Porto afirmou que era seu destino acabar como líder dos azuis e brancos:
«Era o meu destino. Isso começou quando eu treinava o Zenit. Uma funcionária do FC Porto mandou-me uma mensagem a dizer que, um dia, eu seria presidente do FC Porto. A mensagem mexeu muito comigo. A partir daí fui assimilando cada vez mais essa ideia. O FC Porto pertence aos sócios e eu candidatei-me em 2024 contra um presidente histórico que ganhou todos estes magníficos troféus [aponta para os sete troféus internacionais]. Ganhei as eleições e o meu propósito é servir o FC Porto e deixá-lo melhor do que estava quando assumi. Seria mais um sonho realizado».
O dirigente rejeitou um regresso ao banco de suplentes:
«Não, na verdade não. Eu separei as coisas, dediquei a minha vida a este projeto, a servir o FC Porto. Nasci como adepto do FC Porto, lembro-me de ir aos jogos nos ombros do meu tio, aos 6 anos. Ocupei vários cargos no clube e, quando Mourinho chegou, virei seu adjunto como analista. Saí e voltei como treinador principal, ganhei a Liga Europa, o campeonato… Agora voltei como presidente, tenho uma ligação muito especial com este clube. Isso é um propósito de vida que preciso cumprir. É o destino».
André Villas-Boas deixou elogios a Francesco Farioli:
«Sim, é muito bom. É especial. Se vai ser difícil segurá-lo? Hoje em dia, ao encontrarem os projetos certos, os treinadores tendem a ser muito mais cautelosos. Esse clube oferece estabilidade, condições de treino e a vantagem cultural e competitiva de um grande clube europeu. Acho que os técnicos estão a começar a escolher mais os projetos do que os próprios clubes. A Premier League atrai cada vez mais os melhores talentos, nós disputamos talentos até com os clubes do Championship, mas pensando na carreira, um técnico jovem como Farioli, aos 38 anos, quer escolher bem o seu próximo passo. Antecipámos a renovação em dezembro do ano passado, antes de conquistarmos o título. Acreditamos muito nele e ele em nós. Isso é muito bom».
O antigo técnico abordou a cláusula de rescisão do italiano, situada nos 20 milhões de euros:
«É um pouco mais caro do que eu era quando fui para o Chelsea. A cláusula dele é de 20 milhões de euros. Grandes profissionais, com muito talento, valem muito dinheiro. Por isso fixámos uma cláusula de 20 milhões de euros».

