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Após meia época cedido ao Charlton, o antigo CEO do FC Porto, Antero Henrique, abordou o retorno de Jorge Costa ao clube azul e branco e garantiu que tudo se deveu a José Mourinho.
No segundo episódio do documentário «O Capitão», dedicado à vida e carreira de Jorge Costa, Antero Henrique afirmou que o responsável pelo regresso do antigo internacional português foi José Mourinho:
«O grande responsável pelo regresso do Jorge Costa ao FC Porto foi o José Mourinho. Desde o primeiro minuto que, não exigiu mas, foi quase a primeira condição de todas. ‘Preciso do Jorge, precisamos do Jorge, o FC Porto precisa do Jorge’, disse ele. Quando penso na definição de capitão ou quando escrevo a definição de capitão, 80 por cento é Jorge, porque o Jorge ensinou-me o que é ser capitão».
O técnico José Mourinho referiu no episódio «Braçadeira e Número 2», que o regresso de Jorge Costa foi fundamental para ajudar uma equipa jovem e com pouca experiência, destacando a importância de ter nomes de peso no balneário, de forma a dar o exemplo.
«Ali era a sua casa e nós sabíamos perfeitamente que era importante numa equipa tão jovem, numa equipa em que a maioria dos jogadores nunca tinha jogado sequer na Taça Uefa, que era a competição onde iríamos jogar, jogadores que nunca tinham jogado um clássico, nunca tinham jogado um dérbi, que não tinham ganho um título, era importante ter no meio de Paulo Ferreira, Nuno Valente e companhia dois ou três jogadores com determinado peso, uma determinada cultura do clube e uma determinada personalidade. Achámos que o Jorge poderia ser muito importante».
Também Sérgio Conceição recordou a passagem da braçadeira de capitão de João Pinto para Jorge Costa, em 1997, referindo as diversas semelhanças entre ambos.
«As principais características eram muito semelhantes, que eram uma competitividade muito grande e uma vontade enorme de colocar o símbolo do FC Porto à frente de tudo e de todos. Naquele momento, essas grandes personalidades, como o João Pinto e Jorge Costa e outros capitães que o FC Porto teve, demonstravam o que era o FC Porto, a tal mística».
O antigo técnico dos dragões recordou ainda o desentendimento com Jorge Costa, ocorrido há alguns anos, que acabou por afetar a amizade de longa data que os dois tinham.
«É difícil, é difícil… porque no último ano e meio, dois anos, apesar de falar com ele, houve aí uma pequena chatice, uma coisa insignificante, pensava eu, e que não podia ter acontecido entre dois irmãos, porque nós éramos dois irmãos. O Bicho era uma pessoa afável, muito genuíno, muito amigo do seu amigo, nós tínhamos muitas coisas parecidas. Era um irmão. Passávamos férias juntos com os miúdos».
Já André Villas-Boas, atual presidente do FC Porto, relembrou o primeiro contacto que teve com o antigo capitão e defesa-central dos dragões, quando fazia parte da equipa técnica de José Mourinho.
«Quando o conheci havia dois fraquinhos na equipa liderada por José Mourinho, um era o Rui Faria, o outro era eu… (risos) Um era o fraquinho da preparação-física e o outro era o fraquinho da observação de adversários, bem intitulados pelo Jorge Costa, que nos fazia a vida negra, tanto a um como a outro. São as minhas primeiras memórias, tão jovem, a passar pelo monstro que era Jorge Costa, pelo capitão do FC Porto».












