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António Simões, antigo internacional português, abordou o Caso Cristiano Ronaldo à margem de um evento do movimento UNUM.
O Caso Cristiano Ronaldo tem sido o grande tema dos últimos dias e, esta terça-feira, o capitão publicou um comunicado no qual explica a decisão de abandonar o estágio da Seleção Nacional. À margem de um evento do movimento UNUM, António Simões deixou um apelo sobre o tema:
«É melhor encontrarem-se para criar paz, em vez de manter a guerra. Isto não faz nenhum sentido. Se há condições para que o Cristiano volte, que seja bem-vindo, mas que seja bem-vindo por todos e não só por alguns. Não temos de dar razão ao Cristiano, e eu acho que ele não tem razão. Agora, se reconheceu que errou, então vamos dar-lhe a oportunidade de ter, pelo menos, um momento de despedida, à altura e digno do seu prestígio. O que se pede é bom senso e tolerância».
No entanto, o antigo internacional português afirmou:
«Sinceramente, eu tenho dúvidas se é uma mais-valia. Ser uma mais-valia implica muito mais do que ser útil. É uma coisa que o treinador deveria gerir e saber o que fazer com ele. Se ele quer jogar, não é nenhum crime. Agora, ele também tem de perceber que pode não jogar tudo o que ele quer. Quando olho para o jogo, não me parece que a equipa tenha tido o mínimo efeito. A equipa jogou bem e ganhou. Isso diz que o Cristiano Ronaldo tem de estar fora? Não. Diz que pode ser útil, mas já não sendo titular ou a jogar os 90 minutos. Com Roberto Martínez, era quem tinha mais minutos. Não faz nenhum sentido».
Por fim, António Simões acrescentou:
«Jorge Jesus tem toda a legitimidade de pôr o Cristiano Ronaldo a aquecer por um minuto ou 30. É o treinador. Eu aprendi e cresci a respeitar os meus colegas mais velhos e o treinador. Porque é que o Cristiano tem de ter um tratamento especial? Eu joguei com um rei chamado Eusébio. Eu tive convivência com um rei chamado Pelé, Maradona e companhia. Nunca vi uma coisa destas à volta de um rei».









