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Miralem Pjanic diz adeus aos relvados e já prepara nova vida fora das 4 linhas

Duarte Rêgo · 1 min

Pjanic
Foto: Juventus FC

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Miralem Pjanic decidiu terminar a carreira aos 35 anos. O bósnio opta agora por seguir outro caminho, ainda dentro do futebol.

A novela à volta do futuro de Miralem Pjanic chegou ao fim. A imprensa italiana avançou que o médio vai mesmo deixar de jogar futebol profissional, fechando assim um percurso com quase duas décadas.

Sem clube desde o final da época passada, depois de representar o CSKA Moscovo, o bósnio pretende começar uma nova etapa da sua vida: ser agente de futebolistas. Um destino que tem sido cada vez mais comum entre antigos jogadores com forte currículo internacional.

Ao longo da carreira somou 780 jogos oficiais, dos quais 665 por clubes e 115 pela seleção da Bósnia e Herzegovina. Formado no Luxemburgo, no modesto FC Schifflange 95, rapidamente saltou para palcos maiores, como o Metz, Lyon, AS Roma, Juventus, Barcelona, Besiktas, Al Sharjah e, por fim, o CSKA Moscovo.

O período mais marcante acabou por ser na Serie A, sobretudo com a camisola da Juventus e da AS Roma.

Duarte Rêgo

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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