Benfica e Sporting enfrentaram-se na noite desta sexta-feira, no primeiro jogo da final da Primeira Liga de Futsal.
Benfica e Sporting entraram em campo na noite desta sexta-feira no Pavilhão N.º1 da Luz, no primeiro encontro da final da Primeira Liga de Futsal. A partida terminou com um 2-1 para a equipa da casa, que ganha assim vantagem na eliminatória.
Antes do apito inicial ouviram-se os adeptos do Benfica a pedirem o bicampeonato aos encarnados. Jorge Braz, selecionador nacional, marcou presença nas bancadas, tal como Bruno Coelho, internacional português que atua no Riga. Rui Costa, presidente dos encarnados, chegou com o encontro a decorrer.
Com um ambiente infernal, o marcador foi aberto logo no primeiro minuto, por intermédio de Lúcio Rocha, que encontrou espaço suficiente para bater Bernardo Paçó. Zicky Té protagonizou a resposta dos verde e brancos, mas a bola passou ao lado da baliza.
Aos 2’, alarmes ligados do lado do Benfica, com André Coelho a cair na quadra e a levar à intervenção da equipa médica. O fixo conseguiu regressar ao encontro algum tempo depois. Pauleta contou com uma boa oportunidade a partir da direita, mas Leo Gugiel com uma mancha parou o remate do ala. Aos 4’, Álex Merlim beneficiou de uma bola parada e atirou à barra.
Pany Varela, aos 6’, foi contra um dos muros da bancada e causou alguma apreensão, mas o ex-Sporting mostrou-se recuperado pouco depois, ainda que Cassiano Klein tenha optado por retirá-lo de campo. Lúcio Rocha voltou a criar perigo, enviando uma bola no poste no lance seguinte.
O Benfica apresentou-se melhor nos primeiros 10 minutos de jogo, ainda que o Sporting tenha contado com algumas oportunidades de voltar a empatar o resultado. Aos 12’, grande defesa de Bernardo Paçó a um tiro de Pany Varela. Os leões procuraram construir inclusivamente a partir do seu guarda-redes, mas as águias mostraram-se, nesta fase da partida, seguros nas marcações. Diogo Santos levou o primeiro amarelo do jogo, aos 15’.
Nos últimos minutos da primeira parte, a tensão adensou-se com os árbitros a terem de ir falar com Cassiano Klein e Nuno Dias, para acalmar a situação, com a partida a ficar algo dura. Aos 17’, Wesley aproveitou um mau passe do Benfica para criar uma nova situação de golo, mas a bola passou a arrasar o poste direito da baliza de Leo Gugiel.
Os leões continuaram a empurrar e Pauleta voltou a ter uma boa oportunidade, com o guarda-redes do Benfica a prestar serviço, aos 18’. Na bola parada seguinte, Zicky Té desperdiçou uma das grandes chances do primeiro tempo. O pivot estava sozinho na área, mas permitiu a defesa com a ponta da bota a Leo Gugiel.


Na segunda parte, as duas equipas procuraram assumir o controlo do jogo (pelo menos o máximo do tempo possível em futsal), com o Benfica a conseguir algumas bolas paradas consecutivas. Os encarnados, aos 25’, quase que faziam um 2-0 por intermédio de um autogolo. Logo a seguir, erro da defesa do Sporting, com André Coelho a recuperar uma bola, mas a não conseguir marcar, quando tinha quase tudo para tal, num frente a frente com Bernardo Paçó.
Zicky Té apareceu na frente de Leo Gugiel, aos 27’, depois de uma corrida com a passada larga já habitual do internacional português. O pivot deslocou-se para a sua esquerda, mas Leo Gugiel evitou o remate do atleta, com uma mancha já com o corpo no chão. O guarda-redes saiu inclusivamente em seguida da quadra, por estar a sangrar.
Aos 29’, o Benfica aumentou a vantagem por Diego Nunes, partindo da direita para o centro e rematando alto e cruzado. A partida foi interrompida segundos depois, com os adeptos do Sporting a levantarem a rede de segurança, provocando um conflito com as autoridades. Silvestre enviou ao ferro, aos 30’, com os encarnados completamente por cima do encontro.
Pany Varela ia cometendo um erro fatal, quando tentou fazer um corte a um remate do adversário. A bola passou por cima da berra, mas ainda se ouviram pequenos festejos vindos da bancada norte. Aos 33, o Sporting voltou a assustar, com um tiro de Zicky Té à barra.
Os leões continuaram em busca do tento e Zicky Té testou Leo Gugiel praticamente na jogada seguinte. O brasileiro defendeu e Tomás Paçó de baliza aberta enviou ao lado. Depois de tantas oportunidades, os verde e brancos conseguiram mesmo reduzir, aos 35’. Felipe Valério apareceu no segundo poste e não tremeu.
Os leões continuaram a aparecer perto da baliza do adversário, procurando o empate, aproveitando o balanço do golo do ala. Nos três minutos finais, Álex Merlim passou a fazer a função de guarda-redes avançado, com o Benfica a recuar o seu bloco, permitindo ao Sporting circular pela área.
Diogo Santos rematou cruzado à entrada para o último minuto, mas sem sucesso. No contra-ataque seguinte, Higor viu-lhe negado um golaço por Bernardo Paçó. O resultado não voltou a mexer.

