Publicidade

Bruno Lage antevê duelo com o Moreirense: «Vamos entrar novamente num ciclo terrível»

Diogo Ribeiro · 3 min

Bruno Lage Benfica
Foto: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Bruno Lage realizou a antevisão do Benfica x Moreirense. Jogo da 21ª jornada da Primeira Liga joga-se no Estádio da Luz.

Bruno Lage realizou a antevisão do Benfica x Moreirense. Jogo da 21ª jornada da Primeira Liga joga-se no Estádio da Luz.

Bruno Lage fez a antevisão do encontro entre o Benfica e o Moreirense. Na primeira volta o duelo marcou o despedimento de Roger Schmidt, recorde-se, e as duas equipas voltam a encontrar-se agora no Estádio da Luz.

«Recebemos três jogadores novos, era importante eles perceberem a nossa dinâmica. Vamos defrontar uma grande equipa, a fazer um bom campeonato, com qualidade de jogo e uma boa dinâmica na frente e nos corredores laterais. Gosta de ter bola e temos de estar ao nosso melhor nível para vencer. Vamos entrar novamente num ciclo terrível pelo espaço de tempo entre jogos. O foco é o Moreirense e jogar em casa. Gostamos muito de jogar em casa, no Estádio da Luz perante os nossos adeptos. Apelo que durante os 90 minutos sejamos todos Benfica no apoio à equipa. Foi assim com o Barcelona, com o Famalicão, em Turim e na Amadora. 90 minutos de apoio total à equipa. Foi a mensagem que quis passar, que todas as diferenças e politiquices externas e internas, ataques do adversário fiquem fora do estádio. Que tenhamos a capacidade de blindar o estádio e o balneário».

«Politiquices? Vive o dia-a-dia do futebol nacional. Todas as situações de políticas. Sabemos o que vai acontecer até outubro, vão haver eleições e politiquices. Interna foi a demissão do vice-presidente, externa a existência de outras candidaturas que possam ir contra o nosso presidente. Dentro do estádio é para jogar futebol. O meu apelo é que não exista diferenças, nos sítios próprios que se discuta o que tem de ser discutido sobre o futuro do Benfica».

«Reforços? Tal como o presidente falou foram pequenos ajustes que tínhamos de fazer na equipa em virtude do meu trabalho e do conhecimento mais profundo da equipa. Queríamos trazer competitividade e qualidade à equipa, estamos satisfeitos com o trabalho da estrutura. Neste momento tenho completa noção e consciência do que tenho de fazer e da responsabilidade. A equipa fica mais a meu gosto, com uma competitividade enorme. É olhar para o Manu e o Florentino, o Manu dá capacidade de construção, o Florentino o melhor recuperador de bola na Champions. É a competitividade que quero, temos de ser competitivos em casa. É este o equilíbrio que quero no plantel».

«Clássico? É um jogo importante para o campeonato, não para a temporada do Benfica. Aí só o jogo com o Moreirense, é o nosso foco e o que nos interessa».

«Prestianni e Rollheiser? Temos de ter um plano e uma ideia para todos os jogadores. Nada muda, o que temos para o Prestianni temos para o Rego e para N jogadores, até para os mais velhos. Olhamos para o jogador independentemente da idade. Há jogadores mais velhos com uma evolução significativa no jogar e no rendimento. É ver a evolução e o plano com o Carreras, com o Kokçu. São jogadores que passaram a jogar e a render, o Andreas [Schjelderup] também. Não podemos fazer tudo ao mesmo tempo. É nossa forma de trabalhar, foi isso que fizemos também com os jogadores que chegaram para perceber o contributo que podem ter na equipa e onde podem melhorar a curto, médio e longo prazo».

«Ángel Di María? Não está disponível. A nossa ideia é que eventualmente no próximo possa estar».

«Andrea Belotti? Pode ser opção para amanhã. O Arthur Cabral lesionou-se, temos as mesmas soluções e de olhar para o papel do Zeki. É um avançado que gosta de jogar numa linha mais recuada. Havendo a possibilidade de um ponta de lança de área com características semelhantes, o Zeki pode ser esse jogador na segunda linha. É um jogador com experiência, uma oportunidade de mercado. Vai relançar a carreira num grande clube e depositamos muita confiança nele».

«Lista da Champions League? Ficou de fora o Bruma pelo facto de ter os dois jogos de castigo para cumprir. Tivemos a analisar as circunstâncias face ao equilíbrio e ficou o Bruma de fora».

«Hoje treinámos com 19 jogadores, está curto, competitivo e equilibrado. O mercado está aberto em algumas zonas, vamos ver o que pode acontecer até ao final».

Depois da vitória diante do Estrela da Amadora, o Benfica continua o caminho na Primeira Liga. O embate está agendado para este sábado, dia 8 de fevereiro, a partir das 18h.

Diogo Ribeiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.