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Bruno Pinheiro analisou a derrota do Académico de Viseu por 1-0 frente ao FC Porto na Taça da Liga. Treinador respondeu à pergunta do Bola na Rede.
Bruno Pinheiro marcou presença na conferência de imprensa, após a derrota do Académico de Viseu por 1-0 diante do FC Porto, nos quartos-de-final da Taça da Liga. O Bola na Rede esteve no Estádio do Dragão e, no final do encontro, teve oportunidade de colocar uma questão ao treinador dos viriatos.
Bola na Rede: No último jogo, o académico conseguiu tirar frutos das grandes deslocações dos jogadores sem bola, principalmente das diagonais de fora para dentro dos laterais. Contra a marcação individual do Porto neste novo sistema tático, não conseguiu a mesma produtividade ofensiva. Pergunto lhe o que achou da prestação ofensiva da sua equipa e se a mudança de estrutura do Porto o surpreendeu.
Bruno Pinheiro: Honestamente surpreendeu. Em Viseu, sofremos três golos nos primeiros três remates do FC Porto (jogo do campeonato) e tínhamos entrado com uma organização defensiva diferente, responsabilidade minha, que não funcionou de todo. Mas depois de voltarmos à nossa organização defensiva normal, o jogo tinha sido um jogo muito interessante da nossa parte. Eu ainda a caminho do estádio dizia: “não sei porquê, acho que o Francesco vai trocar alguma coisa” e depois quando chegámos e deparámo-nos com esta alteração com três centrais, de facto surpreendeu-me. Mas a equipa foi competente, conseguiu dar uma boa resposta ao jogo, tendo em consideração que também trocamos novos jogadores. Comparativamente ao último jogo, acho que ainda mais valoriza a parte competitiva da equipa. Quanto ao processo ofensivo, acho que disse tudo na pergunta, que é uma marcação homem a homem. Acho que é uma estratégia muito boa, porque quando se tem a equipa mais forte, não deixar os outros terem a bola, não os deixar respirar, acho que é uma vantagem. Apesar de tudo, mesmo assim, tivemos lanços interessantes, algumas combinações. Este tipo de jogo obriga muito a ajustes, a baixar, a arrastar adversários e provocar um desgaste físico no adversário. E depois, quando está mesmo homem-homem, tentar quebrar linhas, descarregar bolas e depois ficar de frente para o jogo. Acho que conseguimos algumas situações interessantes, não tantas como gostaríamos, mas dentro das capacidades da equipa, acho que foi interessante o jogo. E perante estas condicionantes todas, nomeadamente a preparação e o plano de jogo, que não era para encarar um adversário com construção a três, mas até nisso, estivemos muito bem nessa capacidade de adaptação.













