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Com Vítor Bruno na bancada, FC Porto perde com Melsugen na estreia na Liga Europeia de Andebol

Diogo Ribeiro · 1 min

FC Porto Melsungen Andebol
Foto: FC Porto

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O FC Porto perdeu na estreia na Liga Europeia de Andebol. Melsungen derrotou dragões por 24-29 na primeira jornada.

O FC Porto perdeu na estreia na Liga Europeia de Andebol. Melsungen derrotou dragões por 24-29 na primeira jornada.

O FC Porto não conseguiu sair vitorioso na estreia na Liga Europeia. Diante do Melsungen, da Alemanha, e mesmo jogando com o fator casa, os dragões perderam por 24-29.

O jogo não começou em bom plano para o FC Porto e ao intervalo o marcador assinalava 10-16. Os dragões equilibraram o encontro na segunda parte, mas não conseguiram evitar a derrota.

Nota de destaque para Amine Darmoul que marcou seis golos para os alemães e para Nebojsa Simic, guarda-redes dos forasteiros, que defendeu 16 dos 37 remates à baliza do Melsungen. Vítor Bruno, treinador da equipa de futebol, assistiu ao encontro nas bancadas.

Também o Benfica se estreou na Liga Europeia, tendo derrotado o Kadetten Schaffhausen por 26-25.

Diogo Ribeiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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