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EM DIRETO: acompanha a conferência de Roberto Martínez de antevisão ao Portugal x Espanha

Ricardo João Lopes · 4 min

Roberto Martínez Portugal
Foto: Edmilson Monteiro / Bola na Rede

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Roberto Martínez realiza a antevisão ao encontro entre Portugal e Espanha a partir das 18h45. O jogo é válido pelos oitavos de final do Mundial 2026.

Roberto Martínez vai falar com os jornalistas a partir das 18h45, de forma a realizar a antevisão ao jogo entre Portugal e Espanha, relativo aos oitavos de final do Mundial 2026.

Podes acompanhar ao minuto as declarações do selecionador nacional:

«Queremos ganhar todos os jogos. A ideia quando chegámos ao Mundial era tentar crescer muito e preparar todos os jogadores. A nossa ideia era ganhar os jogos e o grupo. O Mundial não é assim, temos de tentar melhorar, alinhar conceitos, é assim que funciona. Não escolhes o caminho, tens sim que apresentar o melhor nível».

O selecionador falou sobre enfrentar o país natal:

«O meu caso é diferente, nunca trabalhei em Espanha. Vivi 21 anos no Reino Unido, outros 21 anos na Espanha e sete anos na Bélgica. A minha casa é onde está a minha família. Quero agradecer a força e tudo aquilo que tivemos em Toronto por parte dos adeptos de Portugal. A paixão pela seleção significa muito».

Roberto Martínez elogiou o adversário:

«Respeitamos muito o adversário. A Espanha é uma equipa muito boa. As duas equipas são melhores com bola do que sem ela. Temos de ter a bola. Mas acho que amanhã é importante ter um desempenho completo. Vimos isso na final da Liga das Nações. O jogo vai ser igual. É preciso personalidade, ter intensidade alta, poder utilizar a totalidade do grupo. É preciso frescura, é preciso que os jogadores que entrem do banco sejam eficazes».

O técnico foi questionado sobre a possibilidade de jogar com dois pontas de lança:

«A primeira parte contra a Croácia foi muito boa, mas quando o adversário marca, precisas de mudar. Era importante ter dois pontas de lança, depois do golo ficou a situação diferente. Precisámos de ajustar o meio campo. Tem tudo a ver com momentos. É importante que todos os jogadores acrescentem. Temos muita flexibilidade, a equipa consegue usar padrões com um ou dois pontas de lança. Fizemos esse trabalho por três anos e meio. Seria limitar o nosso jogo a apenas um padrão. A nossa força é a flexibilidade».

«É importante olhar sempre para a frente e para o próximo adversário. O que fizemos antes foram passos e ajudaram a crescer. O Diogo Costa está num momento fantástico, a equipa sabe sofrer, sabe manter o nível até ao fim. Não estamos aqui para enfrentar a Espanha, mas para apresentar o melhor nível».

Roberto Martínez elogiou os jogadores:

«Os nossos jogadores são importantes para nós. Não se fala da saída de jogadores, mas sim do que o outro pode acrescentar. Os jogadores são incríveis com o seu compromisso. Jogar contra a Espanha não é o mesmo que jogar com a Colômbia. Precisamos de justar para que os nossos jogadores possam fazer a diferença. Todos treinaram bem e estamos preparados. O objetivo individual da seleção é estar aqui para ajudar o coletivo».

O treinador falou da final da Liga das Nações:

«Estamos mais focados no que fizemos no último jogo e no Mundial, em comparação com essa final. A Espanha tem a mesma ideia de jogo, mas são jogadores diferentes, amanhã trata-se de um aspeto de personalidade, de poder estar confortável e de poder ser nós mesmos. Temos um adversário espetacular».

Roberto Martínez falou sobre o papel do treinador na partida contra a Espanha durante o jogo:

«O respeito a Luis de la Fuente é totalmente mútuo. São duas equipas com uma ideia parecida. Uma pequena que este jogo não possa ser a final. As duas equipas queriam jogar os oito jogos, mas uma delas não o vai poder fazer. Amanhã é um jogo dos jogadores, é um orgulho poder estar nessa posição. O nosso papel vai ser dar a força aos atletas».

O técnico assumiu que podia ter orientado equipas em Espanha:

«Dizer que tive oportunidades de trabalhar em Espanha. Eu acredito muito no timing. Gosto muito de fechar o ciclo e não era o momento certo. Não olho muito para isso. Saí de casa com a paixão de jogar à bola e depois de treinar. Tive a oportunidade de estar em países diferentes. Não olho ao que não consegui».

Roberto Martínez elogiou o coletivo:

«O estilo de manter a bola dá protagonismo ao meio campo. Isso vem acompanhado com a conquista do Euro 2008. Nós concentramo-nos no que é nosso. Com 10 milhões de euros somos um exemplo na formação de jogadores. Estamos muito orgulhosos com os nossos atletas».

Roberto Martínez recusou-se a comparar Ronaldo e Yamal:

«Yamal e Ronaldo são completamente diferentes. Ronaldo consegue carregar a pressão. É um ícone. Fala por si mesmo. São também posições diferentes e têm capacidades diferentes de afetar os jogos. Também estão em momentos diferentes das respetivas carreiras».

Podes ouvir Roberto Martínez em direto no vídeo abaixo.

Ricardo João Lopes

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