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Marco Silva e Georgiy Sudakov lançam o Benfica x Celtic: «Queremos dar continuidade aos bons resultados perante os nossos adeptos»

Dinis Jacob · 7 min

Foto: Rui Pereira/Bola na Rede

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Marco Silva e Georgiy Sudakov realizam a antevisão do Benfica x Celtic.  Duelo marca a segunda jornada da fase de liga da Europa League.

O Benfica recebe o Celtic na segunda jornada da fase de liga da Europa League. A partir das 15h, Marco Silva e Georgiy Sudakov marcam presença na conferência de imprensa de antevisão da partida. Fica com todas as declarações:

O médio ucraniano começou por abordar a preparação para a partida e o golo apontado frente ao Vitória SC:

«É um grande jogo e estamos a preparar-nos bem. Só pensamos na nossa equipa e vamos ver amanhã. Vamos tentar fazer os nossos adeptos felizes e desfrutar do jogo. Quanto ao meu golo, estou feliz, há muito tempo que não marcava. Espero que seja só o início».

«Peça-chave do Benfica? Claro, sinto desde o primeiro dia e sinto isso dentro da equipa. Sei que a equipa e o treinador acreditam em mim, mas não o vejo como pressão. Trabalho intensamente todos os dias, dentro e fora do campo. Quando jogas pelo Benfica e o clube pagou um valor elevado, claro que esperam que sejas um jogador chave».

«Claudio Echeverri? É um grande jogador, traz muito para a nossa equipa. Podemos jogar juntos, é uma decisão do treinador. É uma boa contratação para nós. Sobre a seleção, tive uma pequena lesão, mas graças a Deus correu tudo bem. É diferente. Não consigo comparar a seleção com o Benfica, mas também estou feliz».

«Pressão relacionada com o preço da transferência? Às vezes penso sobre isso, mas estou aberto para falar com o treinador e quando ele chegou falámos, sobre estar calmo. Neste momento o dinheiro não interessa. Temos que trabalhar e mostrar no campo. Não gosto de falar do passado. Prefiro falar do que está a acontecer agora e do futuro».

«Diferenças entre José Mourinho e Marco Silva? Não gosto de comparar os treinadores. Cada treinador foi importante. Cada um deu-me algo. No geral, não quero comparar. Talvez me sinta mais livre. É apenas da minha cabeça. Talvez na primeira temporada tenha pensado que tinha que fazer mais, isso deixou-me chateado, mas agora estou feliz. Quero melhorar, com bola sem bola, taticamente».

«Posição mais natural? A minha posição geral é 10, mas não me sinto desconfortável se jogar a 8 ou 6. O mais importante é jogar. Se o treinador decide que tenho que ser 8 ou 6 não interessa. Se é para ajudar, vou ajudar».

«Importância do golo? Não marcava há 10 meses, claro que é difícil. Na minha posição tenho que fazer números, golos e assistências. Espero que consiga marcar mais, mas o mais importante, mesmo que não tenha marcado, é que continue a ter oportunidades. Se tiver de escolher entre marcar 20 golos ou a minha equipa ganhar todos os jogos, eu prefiro que a minha equipa ganhe todos os jogos».

«Ambiente do Celtic Park? É uma atmosfera especial. Quando joguei lá tinha 19 anos e foi de loucos. Não me esqueço. O Celtic é um grande clube, tem grandes adeptos como o Benfica».

«Todos os dias penso sobre isso, sobre mostrar a minha melhor versão. Tenho que trabalhar muito, com e sem bola. Para ser sincero não gosto de falar sobre a melhor versão. Não sou velho. Sou jovem e tento aprender todos os dias».

De seguida, Georgiy Sudakov passou a palavra a Marco Silva:

«Um jogo diferente em relação ao Hearts, primeiro pela fase em que estamos. Falou-se da dimensão do Celtic, do que são capazes de fazer e do quão estão habituados a jogar para ganhar. Jogámos no domingo e queremos dar continuidade ao começo. Já jogámos um bom número de jogos nesta competição. Queremos dar continuidade aos bons resultados perante os nossos adeptos. É uma equipa que traz muitos adeptos e nós, jogando em casa, temo-nos sentido confortáveis».

«Importância da vitória? Será muito importante. Em qualquer jogo em que os pontos são determinanates, todos os 3 pontos são fundamentais. Depois de um jogo difícil fora de casa, temos que dar continuidade. O Celtic não começou tão bem nas provas europeias e querem retificar. Compete-nos estarmos ao melhor nível e fazer uma boa exibição. Olhar para o último jogo, uma primeira meia hora de alto nível e já percebemos porque não fomos tão fortes na segunda parte. Não é fácil estar àquele ritmo, mas temos capacidade de fazer melhor e poder dar respostas numa prova diferente, contra um adversário diferente. O jogo irá exigir outras coisas».

«Mudanças na baliza e no eixo defensivo? Em relação aos centrais, temos 3 centrais e um quatro, em que podemos pensar num jovem e ainda há o Manu, mesmo o próprio João tem capacidade para fazer. Temos vindo a gerir. O Circati teve o processo de adaptação, uma forma diferente de defender. Uma equipa que jogava numa linha de 3 , mesmo na seleção com um bloco baixo, e isto requer aprender rotinas. Deu uma resposta muito boa. Já tinha dado em Itália, neste jogo na Luz já diferente. Os jogadores que têm jogado mais, Lenglet e Araújo, vamos gerir. Não mudamos muito, mas temos atenção a esse aspeto. São os 3 diferentes e isso é bom para nós. Em relação aos guarda-redes é competição, mas posso dizer que o Trubin vai começar o jogo».

«Posição de Sudakov? Com bola não há diferença nenhuma em relação à posição do Sudakov. Basta analisarem o golo. O Claudio e Sudakov estavam na mesma linha. Se vocês virem, mesmo com o Leandro, o Leandro e o Prestianni dificilmente não estão na mesma linha. Há diferença na organização defensiva, não tanto na transição. Temos vindo a trabalhar, não com a regularidade que gostava, mas precisa de ganhar rotinas. É diferente posicionar-se numa linha mais atrasada. Ele tem capacidade. Depois com bola sente-se bem vir de zonas mais baixas e ver o jogo de frente. Foi uma circunstância do jogo, podemos utilizar esta solução. Com mais trabalho dele a sentir a posição em treino, porque não? Pode fazer. Fez algumas vezes no Shakhtar, mas no Shakhtar acaba por ter a bola 80 por cento do tempo. É diferente aqui».

«Qualificação para as eliminatórias? Seria importante, mas a este nível não dá para pensar daqui a dois meses. É uma perspetiva. Quando vierem os últimos jogos será numa altura fundamental e percebo a questão, mas o que interessa é o jogo seguinte. Não há jogo no fim de semana, mas pensamos sempre em fazer algumas alterações, mas com o objetivo de ganhar o jogo amanhã. Queremos sempre preparar o próximo jogo da melhor forma. Quando se troca tanto parece que dizemos uma coisa e fazemos outra, quando falamos de ambição, mas o jogo em Itália provou que é possível de outra forma».

«Possível manter rotinas com as mudanças no onze? Acredito que sim. O jogo em Itália teve características diferentes, mas naquele jogo existiram boas respostas. Este próximo mês até à paragem vai dar-nos oportunidades de vermos algo parecido. Com 3/4 jogos podemos ver se é uma realidade ou não, e se quando mudamos o impacto não seja pela negativa, mas sim pela positiva. Há sempre um risco, mas há rotinas que é importante alguns jogadores terem. Os jogadores estiveram excelentes em Itália. Em algumas posições respondo que é uma questão de caraterísticas individuais, noutras tem a ver com outras questões».

«Chamada de João Palhinha à Seleção Portugal? Disse aqui que fico sempre satisfeito quando conseguimos que os jogadores sejam chamados às seleções. Para mim não foram dias agradáveis, depois de uma derrota, mas foi importante o Benfica voltar a ter 3 jogadores na Seleção de Portugal. É um objetivo de cada jogador e o João não foge à regra. O mérito é do jogador. Retiro o meu mérito. Compete ao selecionador. Começámos com o pé esquerdo esta competição, mas desde aí temos vindo num caminho ascendente. Até provarmos que podemos chegar a final ainda há mutio caminho. Olhando para a Liga Europa há 3 ou 4 clubes de grande dimensão, mas nós temos que provar. Para já satisfeitos com o começo. Só pelo nome não adianta ir lá».

«Celtic? Claro que sigo a competição escocesa. O Celtic é um grande clube, vamos defrontar um grande na Europa, com grande tradição e que está habituado a lutar. Querem reagir ao mau arranque. Estão habituados à pressão. Vai ser difícil. É sempre excelente quando sentimos o ambiente e claro que os adeptos do Celtic vão querer mostrar isso. Mas, como sabes, também não é fácil jogar no nosso estádio».

«Futebol escocês? Se disser que vejo todos os jogos vou estar a mentir. Vejo os grandes jogos. Quando estás tanto tempo em Inglaterra estás sempre em alerta para esses jogos. Há sempre um jogador escocês em Inglaterra e sabemos que é difícil. Não sou um grande fã do futebol escocês, mas como treinador quero seguir o máximo de campeonatos. Há vários jogadores que trocam da Premier para a Liga escocesa e vice-versa. Respeitar o passado deste grande clube, que vai dificultar a nossa vida. Respeitarmo-nos a nós próprios e repetir os jogos que temos feito».

Dinis Jacob

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