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Francesco Farioli realizou a antevisão do FC Porto x Estoril Praia. Jogo da jornada 10 da Primeira Liga vai decorrer neste sábado.
Francesco Farioli já fez a antevisão do FC Porto x Estoril Praia, jogo a contar para a décima jornada da Primeira Liga. O duelo está marcado para este sábado, dia 31 de outubro, pelas 20h30 e terá lugar no Estádio do Dragão. Eis o que disse o treinador:
«Não podemos falhar, olhar para a tabela e acreditar que vamos ter um jogo fácil pela frente. Se analisarmos melhor, os números dizem coisas diferentes. E agora, com a mudança de treinador, foi preciso preparar os jogos tendo em conta alguns que vimos dos sub-23. Temos de estar preparados para o desconhecido, para uma nova energia e aspetos táticos que não controlamos e que não sabemos. O facto de voltarmos a jogar em casa é muito importante. Mesmo na Taça da Liga foi muito importante. Claro que teve impacto no jogo e fez com que os jogadores sentissem a importância do jogo».
«Hierarquia de ponta-de-lanças mudou? No início da temporada estava tudo bastante claro no que diz respeito à condição física. O objetivo foi sempre deixar os três jogadores [Samu, Giménez e André Silva] ao mesmo nível e gerir a energia de cada um. Fazemos muitos jogos e claro que todos vão ter minutos e oportunidades. Há jogadores que são muito inteligentes e conseguem jogar noutras posições e estruturas. Acredito que toda a gente vai ser importante e preciso que todos estejam ligados. Não gosto de hierarquias, gosto de ter jogadores preparados para ajudar a equipa o máximo possível».
«Baixas? O Oskar não vai estar convocado. Não ele, não o William [Gomes] e não o Smalling, que vai estar de fora até à próxima pausa para as seleções. Já começou o processo de recuperação. Gabriel Mec, Souza e Santiago Giménez? O jogo com o Académico Viseu foi importante porque permitiu-nos dar minutos competitivos a jogadores que, até agora, ainda não tinha conseguido ter essa exposição. Pareceu-me que houve algumas respostas interessantes e isso foi o primeiro passo ou um dos primeiros passos. Há muitas coisas a fazer ainda, mas claro que ter mais soluções é sempre muito bom, algo que é importantíssimo. Em toda a gestão que fizemos no passado, isto é algo que é um fator-chave».
«Palavras de André Villas-Boas? Claro que são palavras que me deixam feliz e que chegam ao coração. Mas aqui não temos tempo para festejar feitos individuais, isto é algo coletivo. O que fizemos na época passada e o que estamos a fazer esta época é algo bom que já conseguimos, mas os próximos pontos vão exigir o nosso melhor e muito trabalho. E isto serve para a Liga e para as outras provas. Não estamos felizes por termos zero pontos na Liga dos Campeões e é algo que vai ter nossa atenção daqui a uns dias. Neste momento, o nosso foco é no jogo de amanhã».
«Interesse do Leeds United em Zaidu? Conversei com ele há algumas semanas. Como sabem, é um jogador em quem confio. Dei-lhe muitas oportunidades e ele retribuiu com bons jogos e belas contribuições. O mercado de janeiro ainda está longe, mas quando chegar veremos o que vai acontecer. É um jogador em quem conto e que está muito feliz por estar connosco».
«Souza como alternativa na extrema-esquerda? É uma possibilidade. O Souza, no Santos, fez alguns jogos nessa posição. Tem o sangue brasileiro, essa capacidade individual. É uma possibilidade que podemos considerar e ponderar. Em relação ao Borja, está a trabalhar da mesma maneira que trabalhou na época passada. Nada especialmente diferente. Um pouco como aconteceu com o William Gomes… Acredito que os jogadores que vão ser lançados no jogo podem ter mais oportunidades, porque podem ter um impacto positivo de imediato. E se entrarem motivados, ligados e com o desejo de decidir o jogo pode ser um fator-chave. O Borja é um exemplo disso esta época com os golos e com as exibições, mas também tenho plena confiança nele quando começa no onze. É um jogador importante e pode dar-nos coisas importantes».
«Situação de William Gomes? Estamos a tentar recuperá-lo para o jogo com o Nápoles. É uma previsão otimista, mas estamos a tentar de tudo».
«Souza novamente? Está cá para ajudar. Sabemos as cláusulas e as condições do empréstimo. Veio para ajudar e é um jogador que tem de continuar a crescer fisicamente, etc…. Mas, nas minhas decisões, não é isso que vai determinar quem é o titular, o suplente ou o terceiro na hierarquia. Já falámos sobre o facto de o nosso plantel ser um pouco mais longo este ano, mas sempre que estivemos perto de ter os 25 jogadores juntos, aconteceu sempre alguma coisa e é parte do futebol quando jogas esta quantidade de jogos».
«Clássico com o Benfica na Taça da Liga? Ainda estamos muito longe… Temos de ver como vamos gerir este período, isso faz parte do nosso trabalho. Mas o nosso foco e atenção estão no jogo de amanhã. Quando chegar a altura de pensar na Taça da Liga, pensaremos».
«Suspensão do castigo a Jhon Durán? Havia algumas coisas em que não era tão bom na escola e costumo dizer que matemática era uma delas… E a lei também não está nas minhas áreas de interesse…».
«Alterações no 11? Jogo a jogo. Somos sempre o mesmo. Tentamos preparar a melhor equipa possível para alcançar os resultados que queremos. Claro que temos de gerir a energia do grupo, mas queremos sempre os melhores jogadores para começar e os melhores para serem lançados».
A finalizar, Francesco Farioli respondeu ao Bola na Rede:
«Na última temporada, acho que o Kiwior jogou três ou quatro jogos à esquerda. É sempre uma solução, apesar de termos muita gente nessa posição. Não me parece uma solução, pelo menos não a curto prazo. Em relação ao Prpic, tem caraterísticas parecidas com o Kiwior. É muito bom com bola, muito físico. E provou isso. Mostrou muita maturidade a interpretar o jogo, na maneira como se adaptou a esta posição em que jogou. E claro que foi protagonista com alguns momentos importantes, especialmente na última bola de jogo. Tentamos sempre encontrar a melhor solução. Deu-nos boas sensações e podemos voltar a explorar isso no futuro, no próximo jogo. Há um plano e, depois, há outras circunstâncias e eventos [que o podem alterar]. Isto aconteceu por causa dos extremos e por não termos muita gente nas alas. Vamos ver».














