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Marco Silva analisou o Benfica x Vitória SC. Em conferência de imprensa, o treinador refletiu sobre o regresso às vitórias.
Marco Silva fez o rescaldo do Benfica x Vitória SC em conferência de imprensa. Depois do triunfo encarnado por 2-0, o técnico das águias analisou o desfecho da partida.
«Vitória justíssima da equipa que mais fez para ganhar. Agradecer aos adeptos, mais de 60 mil na Luz. Entrada muito forte, primeiros minutos de grande qualidade e dinâmica, oportunidades flagrantes para resolver o jogo. Esperávamos algo do Vitória, uma linha de cinco, e foi o que fizeram, a marcar o Prestianni a campo todo. Mesmo assim conseguimos criar boas dinâmicas, a encontrar o Pavlidis, fazer a boal chegar ao João [Palhinha] e sem deixar criar aproximações. Nos últimos 15 minutos [da primeira parte}, começámos a perder o controlo, sem perder bolas fáceis. Perdemos a grande arma, de ter a bola no meio-campo ofensivo, com decisões que não são as melhores. Com um ou dois golos, tiramos o acreditar e não o fizemos. A segunda parte foi diferente. Perdemos bolas sem razão, tínhamos um dos médios como jogador livre num 3×2. Fizemos bem na primeira parte, menos na segunda. Por isso alterámos, para dar qualidade com bola, ficar mais posicionais com o Fredrik e o Claudio. Com o desconforto do Bah, voltamos a alterar, terminamos com o Sudakov no triângulo do meio-campo e com um golo importante para ele e para a equipa. A segunda parte não foi do nível que podemos fazer, mas a verdade é que, tirando uma oportunidade, o Vitória não tem uma chegada com perigo. Começo de jogo de grande nível, depois podemos fazer melhor».
«Adeptos? Como profissional, convenci hoje porque ganhei, na quinta-feira tenho de convencer outra vez. O futebol é muito volátil. Um dos meus primeiros objetivos era ter os adeptos a reconhecer a capacidade de querer fazer sempre mais. Podemos jogar melhor ou pior, mas há coisas inegociáveis. Não há nada a apontar á determinação e atitude. Identidade clara e boas exibições. Não é só o ganhar, é ter uma identidade clara. Sei o que o meu trabalho exige para convencer os jogadores e adeptos. Sei que, se der o meu melhor e convencer os jogadores, eu acredito que os adeptos estarão satisfeitos».
«Aursnes? Uma decisão. O Fredrik em 19 dias joga seis jogos, se não estou em erro. Não tenho o número em mente. Chegou da seleção, treinou bem, nalguns momentos mais cansado. Não termos um lateral direito no banco, sem o central para adaptar à direita, foram muitas situações. Foi uma decisão dentro da estratégia para o jogo e do plano. Felizmente, jogou bastante no último mês».
«Sudakov? Muito importante. Jogou muito menos tempo e fez um golo, o futebol tem destas coisas. Golo muito importante, cimentou a nossa superioridade. Para ele era importante, procurou a oportunidade durante muito tempo. Que mais possam vir, é muito importante para um jogador desta posição ser decisivo».
«Revolução no onze? Poderá ser possível. Temos jogadores que poderão ter minutos na equipa B amanhã, a partir dali começamos a preparar quinta-feira, mas não jogamos ao fim-de-semana e teremos semana limpa».
«Claudio Echeverri? Importante para ele, nos momentos em que esteve connosco. Tivemos a capacidade de lhes dar o que queríamos em termos de treino. Entrou bem no jogo, deu dinâmica à equipa. Com três ou quatro momentos, sentiu algo fatigado, é normal. A assistência, uma grande oportunidade num dos seus movimentos. É isso que pretendemos dele. Com mais tempo de jogo, vai melhorar».
«Conversa com Prestianni? Está tudo bem, mais um grande jogo da parte dele. Estávamos a comentar algumas questões táticas. Falei com o Sudakov e o Durán, é importante passar algumas mensagens aos jogadores. Ele gosta de ficar para o fim e conversar comigo».
«Decisões da arbitragem? São faltas nos jogadores do Benfica, vou protestar, nas do Vitória não vou protestar. É a emoção do jogo. Felizmente, hoje não aconteceu nada, tirando as decisões disciplinares. Se protestei mais ou menos, não me lembro. No banco tento jogar com os meus jogadores e sou emocional. Sou o primeiro a penitenciar-me por isso. Por vezes sou mais chato do que deveria. Tento controlar, mas por vezes não é fácil, quando vemos coisas que podem ter influência. Já estou mais calmo. Em relação ao que falou [mãos, campo inclinado], não tenho o que falar».
«Pausa? Foi beneficia para o Souffian, para o Claudio. Não conseguimos dar um jogo ao Durán por desconforto. Foi benéfico para o Manu. De resto, não foi bom. Depois do resultado negativo, o pior era uma paragem. Temos de os sentir, não podem ser a normalidade. Imaginem ficar quase três semanas sem ter hipótese de jogar normalmente. A equipa não melhorou. Temos 14/15 jogadores fora, sem treinar. É impossível a equipa melhorar. Senti jogadores com cansaço diferente, o principalmente quem vai e não tem tantos minutos, com rotinas diferentes. É o calendário, sabemos que é assim mesmo. Nestes momentos, são importantes as vitórias. A equipa não está melhor, mas quem ficou teve mais tempo para trabalhar connosco».
«Tomás Araújo? O Circati jogou muito mais que o Tomás à esquerda., que não tem passado nas camadas jovens e seleção. Quer a três, quer a quatro, o Circati acaba por jogar à esquerda. A saída de bola do Tomás é fundamental, tem uma grande capacidade nesse momento, de carregar bola e fixar adversário. Construímos a três, fixando o Dahl, e queríamos o Tomás no meio para dar jogo interior. Tínhamos de ligar ao Pavlidis, e era importante ter o Tomás no meio. O Circati faz as coisas mais simples e encostou à direita. Foi muito mais por questões com bola».
«Bah? Não teve a ver com lesão. Pouca energia, fadiga na coxa. Felizmente, está tudo bem. Teve um dia muito difícil ontem, expressar o meu sentimento e o nosso sentimento pelo profissionalismo e capacidade de ajudar a equipa. Disponibilizou-se para ajudar a equipa. Não foi um dia e uma noite normal para ele. Um desconforto na coxa e decidimos fazer a alteração. Não correu riscos, nem teve relacionado com a lesão».









