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EM DIRETO: Marco Silva e Alessandro Circati fazem a antevisão da estreia do Benfica na Europa League frente ao AC Milan

Dinis Jacob · 8 min

Marco Silva Benfica
Foto: Rui Pereira / Bola na Rede

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Marco Silva e Alessandro Circati marcam presença na conferência de imprensa de antevisão ao AC Milan x Benfica, jogo da 1.ª jornada da Europa League.

O Benfica prepara-se para iniciar a campanha na Europa League com a visita ao terreno do AC Milan, agendado para as 20h desta quarta-feira. A conferência de imprensa de antevisão à partida será iniciada às 19h desta terça-feira e contará com as presenças de Marco Silva e Alessandro Circati.

O defesa-central encarnado começou a responder às perguntas da imprensa:

«Esperanças para o jogo e possível titularidade? Sobre o jogo, será intenso e ambas as equipas vão a jogo para conseguir um resultado e conquistar os pontos. Não será fácil porque ambas as equipas são fortes e querem impor o seu futebol. O nosso treinador já conhece melhor o treinador do Milan, mas será um simples jogo de futebol em que daremos o nosso melhor. Sobre a outra questão, têm de perguntar ao treinador».

«Primeira Liga mais ou menos competitiva que a Serie A? É muito diferente. O futebol praticado e as viagens são um pouco diferentes, como ir jogar às ilhas com o fator do vento, mas a Liga Portuguesa tem grandes equipas e jogadores muito bons individualmente. Melhor do que pessoas que não conhecem Portugal estariam à espera».

«Senti a diferença. Quando cheguei ao Benfica deparei-me com um mundo um pouco diferente, mas não tanto pela estrutura ou pela dimensão institucional do clube em si; tem mais a ver com os objetivos. No Benfica jogamos cada partida para tentar conquistar o campeonato, a taça ou qualquer competição em que estejamos inseridos. Em Itália, com o Parma, jogava-se claramente para a manutenção, porque era esse o momento do clube. São realidades em posições completamente diferentes: um clube entra em campo para lutar por títulos e o outro para garantir a permanência. Isso muda bastante a forma como abordas cada jogo e como encaras a época».

De seguida, o italiano passou a palavra a Marco Silva:

«Atual momento do Benfica e melhor posição de Prestianni? Eu continuo a dizer que ainda estamos longe. Convenço me disso e também quero convencer os jogadores, porque é um bom princípio. Estamos satisfeitos com a evolução e basta olhar para aquilo que foram os nossos primeiros jogos para ver que a equipa tem melhorado. Satisfeito com o mindset dos jogadores e vontade com que treinam para podermos melhorar. Mas temos muito a melhorar coletivamente e individualmente porque, se o conseguirmos fazer, essa evolução vai ser clara, que é o que nós pretendemos. Em relação ao Prestianni, o início de época tem demonstrado que ele funciona muito bem à esquerda, sem dúvida. A realidade é que ele está preparado para ajudar a equipa em mais posições. Connosco, começou à direita e no ano passado foi lá que jogou quase sempre. O rendimento tem sido excelente e tem evoluído diariamente, até a jogar por dentro. Acaba por ser muito bom para nós porque podemos alterar um jogador e colocá-lo numa posição diferente.Foi o que fizemos no último fim de semana: queríamos um elemento mais criativo por dentro quando lançámos o Cláudio nos últimos 20 ou 25 minutos, mantendo essa criatividade no espaço onde estava o Prestianni, e acabámos por puxá-lo para a esquerda, onde teve um impacto muito forte. Os números são claros e falam por si. Ele está preparadíssimo para atuar nas três posições: atrás do ponta de lança, nos dois corredores ou como médio ofensivo. Sendo sincero, não tem trabalhado muito a ala direita nos treinos até ao momento, embora já tenha feito alguns períodos aí connosco, até porque temos utilizado mais o Rafa e o Lukebakio nessa zona».

«Antevisão do jogo e reencontro com Ruben Amorim? Um jogo muito difícil, sem dúvida. São duas equipas habituadas a estar noutra competição e não na Liga Europa, pelo seu historial e pelo que têm sido os últimos anos em termos de provas europeias. A realidade é que ambas estão na Liga Europa. Nós tivemos de percorrer um caminho ainda mais difícil, com seis jogos para aqui estar, por circunstâncias distintas. É um jogo muito complicado. Qualquer equipa que joga aqui, seja a nível interno ou nas competições europeias, tem sempre grandes dificuldades. É um recinto difícil para jogar, pela qualidade da equipa adversária, tal como o Milan teria essas mesmas dificuldades se jogasse no Estádio da Luz. Como referiu, e bem, é um treinador que nos conhece bem a nós, conhece bem o Benfica e conhece bem o futebol português. Há um conhecimento mútuo entre mim e o Ruben, pelo número de vezes que nos defrontámos no curto espaço de tempo em que ele esteve em Inglaterra. Hoje em dia também já não há segredos. Mesmo que não houvesse esse conhecimento mútuo e a ligação do Rúben ao futebol português, a preparação está facilitada pelo acesso a todas as ferramentas disponíveis. Será um jogo muito complicado em que esperamos estar à altura».

«João Palhinha titular? Nem o João sabe se vai jogar amanhã, quanto mais domingo. É uma previsão do Ruben. Sobre essa questão, basta olhar para o último jogo, em que fizemos a gestão de um jogador. E esse jogador foi o João, devido à carga de jogos que tem tido desde que chegou. Acaba por ser uma conclusão que o Ruben tira e amanhã verão se será correta ou não».

«Rodar a equipa como o FC Porto no ano passado na Europa League? Não sei o que é que o Porto fez no ano passado, porque não estava em Portugal. Desculpem a minha ignorância nesse aspeto. Acabei por ver um ou outro jogo porque jogaram contra equipas inglesas mas não sei a dimensão da rotação. Em relação ao que podemos apresentar amanhã, tem muito a ver connosco e com aquilo que tem sido os jogos que temos vindo a jogar. Sei que vocês não vão acreditar, mas não tem a ver com o jogo de domingo, mas sim com o facto de termos jogado três jogos fora de casa em 11 dias. É impossível jogar sempre o mesmo onze e temos de ser inteligentes na forma como gerimos. Hoje tinha dados sobre o estado físico dos jogadores, amanhã receberei mais e tomarei uma decisão. Temos vindo a gerir, mas temos já vários jogadores com quase 10 jogos nesta fase de temporada. Fomos nós que escolhemos a data do jogo com o Moreirense mas ainda não sabíamos que teríamos mais um jogo fora na Liga Europa. Foram decisões que tomámos e não estamos arrependidos. Amanhã é um novo desafio, analisaremos as condições da equipa e tomaremos as melhores opções em termos estratégicos e físicos».

«Evolução de Banjaqui? Banjaqui, eu disse-vos: está no plantel, nós temos de acreditar nele. É óbvio que é um jovem de 18 anos, muito do que está a acontecer na sua carreira são as primeiras sensações que tem tido. Não foi a primeira vez este ano que jogou com a camisola do Benfica, mas tem tido sensações diferentes: sensações de que é importante sentir o peso de ter de ganhar sempre, de trabalhar todos os dias sabendo que quando entra em campo não há outra hipótese senão jogar sempre para ganhar. Tudo isto cria exigências num jovem de 18 anos, em que uns, pela sua maturidade, não só pela qualidade futebolística, mas pela maturidade e pela forma como foram crescendo. Compete-nos a nós, depois, ajudá-los e prepará-los da melhor forma que conseguimos. Teve, como eu vos disse, no jogo com o Moreirense, algumas dúvidas no começo do jogo; foi crescendo ao longo da partida, e o resultado, os colegas e o próprio público, como falei também, ajudaram-no nesse aspeto. O último jogo foi uma experiência no Estádio da Luz, mais uma vez um jogo de exigência máxima para nós, que é sempre termos de ganhar, com o Estádio da Luz cheio, lotado. E tem dado os passos. Não esperávamos que estivesse completamente preparado em todos os momentos; faz parte. A este nível e com jovens, temos de lhes dar espaço para vermos algumas coisas que no dia a seguir temos de corrigir imediatamente. Isso faz parte de um processo. Tem vindo a jogar, tem dado a sua resposta. Eu quero é que, sempre que ele tenha a oportunidade de jogar e de fazer aquilo que era o sonho dele, não tenha dúvidas nenhumas na cabeça, vá para o jogo completamente limpo e, depois, independentemente de jogar bem ou menos bem, dê tudo pela camisola e esteja concentrado, que é isso que nós lhe exigimos».

Em resposta ao Bola na Rede:

«Estratégia no meio-campo e duelo com Luka Modric e Adrien Rabiot? É uma equipa de qualidade. Como disse, e bem, tenta pressionar, mas não em todos os momentos. Acreditamos que amanhã, pela dimensão do jogo e jogando em casa, isso fará parte, possivelmente, da estratégia. Mas, no momento em que essa mesma pressão é batida, é uma equipa que tem a capacidade de agrupar; não a vejo só como uma equipa pressionante sempre no último terço, olhando para o que foram os quatro jogos oficiais que disputaram. Foram encontros de cariz diferente, quase todos fora de casa, por isso é difícil antecipar em definitivo o que será, mas percebe-se perfeitamente que querem dar passos em frente nesse aspeto. O próprio Rúben falou disso durante a manhã. Depois, sobre as ligações que referiu: são uma equipa diferente se o Rabiot jogar na dupla de médios ou numa linha mais avançada, como aconteceu nos primeiros jogos. Jogando mais adiantado, com aqueles dois médios interiores por dentro, são uma equipa; se o Rabiot se juntar ao Modric ou a outro médio, ganham dimensões distintas: ficam com um jogador um pouco mais ofensivo na segunda linha. Portanto, é uma equipa diferente consoante o posicionamento de certos atletas que são versáteis e atuam em várias posições».

«Na nossa carreira, todos os momentos, todos os anos e todos os passos que damos, as experiências que temos em Portugal e depois quando a carreira se internacionaliza são importantes no crescimento e na maturação de uma ideia e de uma identidade que queremos para as nossas equipas. Parte do princípio de que, em todos os anos e em todos os momentos, há sempre algo a melhorar e a crescer. Faz parte da autoanálise que se faz e de procurar evoluir no ano seguinte. Esse é sempre o meu objetivo. Foram experiências diferentes, com praticamente os últimos dez anos na competição que é a melhor e a mais difícil».

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Dinis Jacob

Redação Bola na Rede · ver artigos