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FC Porto já treinou esta sexta-feira e há grande novidade

Diogo Lagos Reis · 1 min

FC Porto jogadores
Foto: Diogo Cardoso / Bola na Rede

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O FC Porto treinou esta sexta-feira aos treinos no Olival. Situação física de Pepê é a principal novidade desta sessão de treino.

O FC Porto regressou esta sexta-feira aos treinos ao Olival para iniciar a preparação ao jogo com o Nacional, a contar para a quinta jornada da Primeira Liga. Pepê já está apto e treinou «sem restrições», tendo esta sido a principal novidade da sessão de trabalho dos dragões.

Martim Fernandes (tratamento e trabalho de ginásio) e Gabri Veiga (treino condicionado) continuam entregues ao departamento médico. O FC Porto regressará este sábado aos trabalhos, no Centro de Treino e Formação Desportivo Porto Gaia.

«Diogo Costa (Portugal), Jan Bednarek e Jakub Kiwior (Polónia), Victor Froholdt (Dinamarca), Deniz Gül (Turquia), Alan Varela (Argentina), Stephen Eustáquio (Canadá), Pablo Rosário (República Dominicana), Dominik Prpic (Croácia sub-21) e Rodrigo Mora (Portugal sub-21) estiveram ausentes, ao serviço das seleções», pode ler-se na nota oficial do FC Porto.

Pepê
Fonte: FC Porto
Diogo Lagos Reis

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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