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Francisco Neto e Dolores Silva realizaram a antevisão ao jogo frente á Irlanda do Norte, a contar para a qualificação para o Mundial 2027.
O selecionador nacional e a capitã portuguesa lançaram o jogo de amanhã, frente à Irlanda do Norte, na primeira mão do play-off de acesso ao Mundial de 2027. Em antevisão concedida ao Canal 11, Francisco Neto salientou a importância de manter a identidade portuguesa, apesar das potenciais dificuldades:
«Não podemos perder a nossa identidade. Queremos impor o nosso jogo, sabendo que vai ser difícil. E isso é normal quando está em causa um apuramento para um Campeonato do Mundo. É uma equipa que gosta de pressionar, gosta de saltar para vir pressionar as linhas defensivas, empurrar as equipas adversárias para trás. Quando tem bola, gosta de um jogo mais vertical».
Francisco Neto afirmou a necessidade de se adaptar aos momentos do jogo, nunca colocando de lado os processos com bola:
«Teremos que ser muito maduras e perceber que vai haver momentos em que vamos ter que saber sofrer. A este nível tem que se saber sofrer. Há momentos em que temos que impor o nosso jogo e, nesses momentos, temos que ser realmente competitivas».
Apesar das ausências de peso na convocatória, como os nomes de Kika Nazareth, Ana Capeta e Diana Silva, o selecionador garantiu a confiança no grupo presente:
«Queremos tirar partido daquilo que são as melhores características das nossas jogadoras, gostaríamos de contar com todas, infelizmente não o conseguimos por lesões, mas acima de tudo estou muito confiante com o gripo que aqui temos, é um grupo muito capaz, muito experiente, que tem uma base de jogadoras que já esteve em Campeonatos da Europa e do Mundo e por isso está preparado para este tipo de jogos».
Por fim, Francisco Neto abordou as especificidades do relvado norte-irlandês, sintético e de dimensões reduzidas:
«Queremos sobretudo fazer uma boa adaptação. Apesar de na BPI já não jogarmos em sintético, todas elas têm um passado de sintético e o relvado, mesmo que não fosse sintético, exigiria sempre um tempo de adaptação. As jogadoras têm de perceber como é que a bola rola, como é que travam, a velocidade, é o trabalho que têm de fazer e nós equipa técnica devemos estimulá-las nesse sentido, com os exercícios que criamos, para amanhã estarmos preparados».
Dolores Silva, capitã portuguesa e atualmente no Levante, garantiu concentração face à vontade da Irlanda do Norte tentar qualificar-se pela primeira vez para um Mundial:
«Já defrontámos esta equipa, o contexto agora é diferente. Esta seleção nunca esteve presente numa fase final de um Mundial, por isso sabemos que vêm com muita fome, vão jogar em casa e por isso é um jogo em que temos de estar muito concentradas e focadas naquilo que temos de fazer. Temos de estar concentradas no nosso trabalho e no nosso crer. Amanhã é o primeiro passo naquilo que é o nosso objetivo».
Tal como o selecionador, a capitã recusou usar o campo como uma potencial desculpa:
«As nossas adversárias jogam em casa, num campo em que estão habituadas, um campo pequeno, mas isso não nos pode impedir de nada, nem servir de desculpas. Sabemos que é uma equipa também muito combativa, que vai ter essa fome de marcar presença num Mundial e nós temos de ser superiores a isso. Temos de ser Portugal sem medo algum, sem desculpas, porque as condições vão ser as mesmas para as duas equipas, é dar tudo para conseguir o objetivo que para nós é muito importante».
Dolores Silva ainda mencionou a importância de levar uma boa vantagem para a segunda mão:
«É sempre importante jogar em casa, desta vez jogamos fora, temos de focar neste primeiro jogo, fazer o melhor e levar, se possível, uma boa vantagem. Sobretudo é ter seriedade máxima no jogo de amanhã e depois logo pensamos no jogo em casa, esperamos aí também poder contar com o apoio dos portugueses».
Depois da partida na Irlanda do Norte, Portugal disputa a segunda mão no dia 13 de outubro. Em caso de vitória, a Seleção Nacional terá pela frente o vencedor da eliminatória entre Croácia e Islândia.











