Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Javier Tebas com duras críticas ao Real Madrid: «Isto não é futebol, isto é controlo de poder»

Diogo Ribeiro · 1 min

Javier Tebas
Foto: X Javier Tebas

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Javier Tebas teceu duras críticas ao Real Madrid. Em causa contestação dos merengues à arbitragem da final da Taça do Rei.

Javier Tebas teceu duras críticas ao Real Madrid. Em causa contestação dos merengues à arbitragem da final da Taça do Rei.

Javier Tebas deixou uma mensagem ríspida à atitude do Real Madrid. Na rede social X, o presidente da La Liga atacou a postura do Real Madrid e acusou o clube de só «querer o seu futebol».

Recorde-se que tudo começou com as declarações de Pablo González Fuertes, VAR da final da Taça do Rei, que criticou a postura da televisão oficial do clube merengue.

Os blancos tentaram, até ao momento sem sucesso, que a RFEF mudasse a equipa de arbitragem nomeada para o jogo e, em comunicado, criticaram a postura dos árbitros, apelando à ação da Federação Espanhola de Futebol.

Eis a mensagem de Javier Tebas na íntegra:

«Isto não é futebol, isto é controlo de poder.

Eles não gostam do Tebas porque ele não faz o que querem.
Eles não gostam do Ceferin porque ele não faz o que querem.
Eles não gostam do Louzán porque ele não faz o que querem.
Não gostam dos comentadores de televisão porque não dizem o que eles querem.
Não querem que se avance na reforma da arbitragem porque não é isso que eles querem.
(…)
E agora, depois das declarações dos árbitros – fartos do assédio constante da Real Madrid TV – respondem como sabe:
Suspendem a conferência de imprensa.
Faltam ao treino em La Cartuja.
Desprezam os actos oficiais da final da Taça.
Deixam escapar que não vão comparecer à final da Taça.
Que pele fina.
Eles não protestam, eles pressionam.
Não reclamam, ameaçam.
Não discordam, castigam.
Não querem melhorar o futebol, querem o seu futebol.
E o mais grave não é o facto de tentarem.
O mais grave é que muitos permitem, consentem e ajudam-nos
».

Diogo Ribeiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.