João Henriques analisou a triunfo do AVS SAD frente ao FC Porto. Técnico respondeu a uma questão do Bola na Rede na conferência de imprensa.
João Henriques fez a análise da vitória do AVS SAD frente ao FC Porto por 3-1. O Bola na Rede esteve presente no Estádio da Vila das Aves e teve a oportunidade de colocar uma questão ao técnico da equipa avense.
Lê também a questão colocada a Francesco Farioli, treinador do AVS SAD.
Bola na Rede: A equipa voltou a mostrar-se sólida defensivamente, mas também com capacidade para ferir o Porto no processo ofensivo. Pergunto-lhe de que forma tentou contrariar o jogo interior do FC Porto e, por outro lado, como procurou potenciar o ataque, tendo em conta que, para além dos avançados, os médios também tiveram chegada ao último terço.
João Henriques: Sim, uma das nossas missões era exatamente essa. Não nos podíamos remeter só àquilo que tem sido a solidez defensiva da equipa, que está cada vez melhor, defrontando uma equipa que tem os números que tem nesta temporada. Sabíamos que iria ser difícil sermos 100% eficazes nesse momento. Não o fomos em alguns momentos e tivemos a felicidade de, pelo menos, sermos solidários no momento do remate e da finalização, quando não fomos competentes noutras zonas. Mas fechar a zona interior era importante, empurrar pelos corredores. Depois, as duplas larguras que eram feitas pelo FC Porto no espaço entre central e lateral eram cobertas por um médio, a segunda rutura tinha de ser feita pelo central. Uma ou outra vez houve uma dessincronização que permitiu isso, mas, em termos gerais, conseguimos controlar essa dinâmica do FC Porto. Em termos ofensivos, sabíamos que o lado onde o FC Porto salta com o ala no central, e depois o lateral a bater com o lateral, poderia ser uma vantagem para nós. Conseguimos algumas vezes fazer isso, uma delas foi uma oportunidade na primeira parte, que decorreu exatamente dessa dinâmica que nós também sabíamos que poderíamos contrariar. Era baixar o lateral para ficar mais longe do Francisco Moura e aproveitar a chegada atrasada do Prpic à esquerda. E aproveitámos isso porque baixámos o ala e fazíamos a rutura do médio. Aconteceu exatamente aquilo que queríamos, poucas vezes, porque também sabíamos que não íamos fazer muitas, mas isso é próprio daquilo que era o poderio do nosso adversário. No campeonato, fomos a única equipa que fez três golos contra o FC Porto. Isso diz tudo da forma como conseguimos ferir a equipa campeã nacional.

