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O treinador da Seleção Nacional de Futsal, Jorge Braz, admitiu que a equipa de Portugal tem aspetos a melhorar, após uma vitória expressiva perante a Dinamarca.
O selecionador nacional, Jorge Braz, mostrou-se insatisfeito com a entrada de Portugal no encontro frente à Dinamarca, apesar da vitória expressiva por 10-3. A partida, referente à primeira jornada do Grupo 7 da Ronda Principal de qualificação para o Mundial de 2028, disputou-se no Pavilhão Multiusos de Odivelas. Com apenas 28 segundos de jogo, os nórdicos conseguiram adiantar-se no encontro, mas Portugal reagiu e deu a volta ao marcador ainda na primeira parte, apesar das dificuldades reconhecidas por Jorge Braz, que se mostrou pouco satisfeito.
«Se somarmos tudo, satisfeito não estou, mas consigo reconhecer os bons momentos que tivemos. Não podemos ter distrações e entrar num jogo de qualificação, onde estamos entusiasmados, onde queremos iniciar o processo bem, desligados, nem sempre focados, a demorar muito tempo na transição entre momentos de jogo. Pagámos caro. Agora, com a qualidade que temos, com a organização, com a cabeça no lugar, claro que os momentos de finalização aconteceram. Ajustar, ajustar. Isto também é sempre para melhorar todos os dias, corra bem, corra mal. Correu bem, no âmbito geral, sim, muitos momentos positivos e olhar para esses, porque isso é que é Portugal. Não podemos entrar assim no jogo, temos que entrar de outra forma. Temos que entrar à Portugal, mas depois naturalmente fomos construindo o resultado de várias formas diferentes e com momentos com muita qualidade».
Jorge Braz destacou a importância de a equipa descansar e recuperar antes de começar a preparar o encontro com a Roménia, sublinhando que o trabalho diário é fundamental para continuar a melhorar e a alcançar os objetivos.
«As palavras só foram essas: descansar, recuperar, que amanhã, juntando-nos, já estamos a preparar a Roménia. Isto é sempre assim. Já são três pontos desta data. Faltam três pontos que temos que buscar. Vamos melhorar. Nós melhoramos sempre, não é? Com o trabalho melhora-se sempre. Tem sido sempre assim aqui. Todos os dias a melhorar, todos os dias a querer mais. Por isso temos que melhorar para a Roménia algumas coisas e continuarmos a ser Portugal. Foi-se aproximando. Errámos nas primeiras perguntas do teste e não pode ser, não é? Mas depois viemos atrás, corrigimos e disparamos. No alto rendimento, quando queremos grandes objetivos, nós queremos procurar a perfeição. Sabemos que é inatingível, mas quando andamos lá a tocar perto, é muito difícil nós perdermos, com a qualidade e com tudo que tem sido feito no futsal português. Não é só a Seleção, é toda a gente. Esta identidade, esta forma de ser e de estar no futsal português tem-nos levado para estes patamares. Portanto, isto tem de ser um hábito. Por pequenos momentos esquecemo-nos, mas depois aproximámo-nos lá noutros momentos e é assim que vamos ser já a partir de amanhã».












