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Lyon de Paulo Fonseca perde e complica situação na Champions League

Ricardo João Lopes · 1 min

Sparta de Praga contra o Lyon
Foto: Lyon

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O Sparta de Praga recebeu e venceu o Lyon por duas bolas a uma, num encontro da terceira eliminatória de acesso à fase de liga da Champions League.

O Sparta de Praga derrotou o Lyon em casa por 2-1, num encontro da primeira-mão da terceira eliminatória de acesso à fase de liga da Champions League. Martin Suchomel deu a vantagem à formação de Paulo Fonseca, com um autogolo, aos 45′.

Na segunda parte, Matej Rynes igualou o resultado, aos 63′, com Corentin Tolisso a desperdiçar uma grande penalidade, aos 67′. Os checos não perdoaram a deram a volta ao marcador, aos 69′, por intermédio de John Mercado, antigo avançado do AVS SAD.

O Sparta de Praga vai assim em vantagem para a segunda-mão, marcada para o dia 12 de agosto. Mathys de Carvalho foi o único luso na ficha de jogo e foi inclusivamente titular.

Eis os restantes resultados dos jogos das 19 horas:

  • Dínamo Zagreb 5-0 Zalgiris
  • Olympiacos 0-0 NEC
  • Union SG 3-3 Bodo/Glimt
Ricardo João Lopes

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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