
Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
Benfica venceu o Santa Clara por 2-1 na 9.ª jornada da Primeira Liga. Marco Silva reagiu à vitória das águias em conferência de imprensa.
Na 9.ª jornada da Primeira Liga, o Benfica venceu o Santa Clara por 2-1 com uma reviravolta consumada na segunda parte do encontro. Na conferência de imprensa após a partida, Marco Silva analisou a partida e deixou elogios à exibição da equipa comandada por Petit:
«Acima de tudo, uma melhor segunda parte. Aproveito para dar os parabéns aos jogadores por três pontos muito importantes para nós, depois de uma primeira parte difícil em que não estivemos ao nosso nível. Dou os parabéns também aos adeptos: mesmo numa primeira parte difícil da nossa equipa, o apoio foi constante e tiveram a paciência necessária nestes momentos. Há que realçar isso. A segunda parte foi um pouco melhor do que a primeira. A primeira esteve num nível a que não estamos habituados, sob condições muito difíceis no relvado e a nível climatérico com o vento, a jogarmos contra o vento. Defrontámos uma boa equipa, que nos tornou a vida complicada. Há que realçar o mérito do Santa Clara, mas olhando para nós não estivemos ao nível habitual: não conseguimos ter posses de bola longas nem jogar no meio-campo adversário. Quisemos fazer tudo a correr, mesmo nos momentos de recuperação da bola, fugindo ao que costumamos ser em ataque posicional. Isso custou-nos ficarmos expostos, perdermos muitas bolas e partirmos o jogo, indo ao encontro da estratégia do Santa Clara. Eles procuravam ganhar e tentar logo atacar as nossas costas com movimentos contrários entre o avançado e os extremos. Hoje, sem o Gonçalo [Paciência], apresentaram um avançado mais móvel a explorar a profundidade e tivemos dificuldades em controlar essas saídas contra o vento».
O técnico abordou também o impacto dos ajustes feitos ao intervalo:
«Falámos ao intervalo, para além da dupla substituição. Mesmo estando insatisfeitos, era importante passar tranquilidade e clareza sobre o que tínhamos de mudar. O Santa Clara não alterou o seu padrão. Entraram bem no jogo, criaram-nos problemas, chegaram ao golo de penálti e ganharam a confiança necessária para dividir a partida. Disse aos jogadores que o nosso homem livre estava sempre na posição 6. Não estávamos a conseguir encontrá-lo porque por dentro era difícil ligar combinações, nem estávamos a rodar o centro de jogo com a rapidez que devíamos para desequilibrar a organização deles. Foi isso que tentámos mudar, porque defensivamente tratava-se apenas de ter mais precaução nos momentos de transição ofensiva do adversário. O Santa Clara teve uma situação em que o Dahl cortou a bola num lance em que fomos atrás do avançado quando não devíamos, abrindo um espaço grande. Depois fizemos dois golos em dois lances muito bons do Prestianni, com uma boa finalização também. Os dois jogadores que entraram tiveram o impacto pretendido: tirámos o Prestianni do corredor para lhe dar mais liberdade e explorar o espaço do médio-defensivo adversário, que estava a marcar quase individualmente o nosso médio-ofensivo. Sabíamos que o Prestianni traria maior mobilidade. Com a largura total do Andreas [Schjelderup] e do Dahl passámos a ter mais bola, ainda que não com a consistência desejada. Fomos superiores no segundo tempo. O Santa Clara não aguentou o ritmo e a agressividade que colocou de início, nós conseguimos ter mais posse e conquistámos uma vitória muito difícil, com todo o mérito para os jogadores».
O Benfica chegou aos 22 pontos no segundo lugar da Primeira Liga. Na próxima quinta-feira, as águias recebem o Gil Vicente nos quartos-de-final da Taça da Liga.












